A Diretora Jurídica da Organização Não-Governamental ”Justiça Global”, Andressa Caldas, publicou no último sábado, dia 23 de agosto, um importante artigo no Jornal Correio Braziliense. O artigo, reproduzido acima, faz uma conexão entre a impunidade dos crimes de tortura cometidos por agentes do Estado durante a ditadura civil-militar e a impunidade dos crimes de tortura que continuam a ser cometidos por agentes do Estado nos dias de hoje. O argumento, aliás, é demonstrado e confirmado na tese de Kathryn Sikkink, cientista política do departamento de Ciências Políticas da Universidade de Minnesota, que fez uma minuciosa análise da relação direta entre a impunidade dos torturadores dos regimes ditatoriais do Cone-Sul nas décadas de 60 e 70 do século passado e os índices de violência policial e social atuais. O IHU On-Line desta semana conta com uma entrevista feita com a cientista política, e que pode ser conferida no seguinte endereço: http://www.unisinos.br/ihuonline/index.php?option=com_tema_capa&Itemid=23&task=detalhe&id=1236
A Justiça Global é uma organização não governamental de direitos humanos que trabalha com a proteção e promoção dos direitos humanos e o fortalecimento da sociedade civil e da democracia. Nesse sentido, suas ações visam denunciar violações de direitos humanos, incidir nos processos de formulação de políticas públicas baseadas nos direitos fundamentais, impulsionar o fortalecimento das instituições democráticas, e exigir a garantia de direitos para os excluídos e vítimas de violações de direitos humanos. A organização conta com uma equipe extremamente qualificada, na qual se inclui Luciana Garcia, advogada e Conselheira da Comisão de Anistia. Além disso, a organização conta com um Conselho presidido pela jurista Flávia Piovesan e que tem na sua composição a presença da jurista gaúcha Virgínia Feix. Para maiores informações sobre a Organização, seus textos e suas conquistas, basta conferir o site: www.global.org.br (ZK, 25/08/08)

