“Não haverá um freio espontâneo para a escalada da truculência da Polícia e do tráfico, nem para o franco conluio entre ambos (e, agora, membros do Exército) que vitima, sobretudo, cidadãos inocentes. Não haverá solução enquanto a outra parte da sociedade, a chamada zona sul -do Rio, de São Paulo, de Brasília e do resto do país-, não se posicionar radicalmente contra essa espécie de política de extermínio não oficial, mas consentida, a que assistimos incrédulos, dos negros pobres do Rio”.
Leia a íntegra do artigo de Maria Rita Kehl, publicado na Folha de S. Paulo de 22/06/2008, em FSP, 22/06
Imagem: Vicente do Rego Monteiro, Menino nu e tartaruga, óleo sobre papelão, 1923 (acervo do MASP)

25/06/2008 às 23:22
Não consegui abrir o link, infelizmente! Será problema só no meu computador?
26/06/2008 às 08:29
Mademoiselle Schäffer, seu pedido é uma ordem: o link já foi consertado, pode abrir ! Beijão, D.V.
27/06/2008 às 18:00
Dearest Ventura, muitíssimo obrigada!
Li a íntegra da entrevista. Muito interessante. E, como tu comentaste em sala de aula,a psicanalista Maria Rita Kehl teve, de fato, muita coragem para denunciar, neste jornal que é o jornal de maior circulação do Brasil, a política de extermínio dos negros pobre do Rio. Estava na hora de alguém falar em voz alta o que se fala há muito em voz baixa.
14/07/2008 às 09:43
Meu comentário é apenas uma constatação: moro no Rio e as últimas notícias envolvendo nossa Polícia Militar nada mais são do que o resultado da política de enfrentamento adotado pela cúpula da segurança pública do Rio. E mais, endossada por grande parte da população, da zona Sul e do subúrbio (transito pela “cidade partida”) que é incapaz de perceber o “outro”, pobre e desassistido, sem se dar conta de que, desassistidos, estamos todos nós.