
P: O que restará de George W. Bush? R: Muito pouco. Muitos danos provocados. Levando-se em conta unicamente os números, ele levou o país à falência. Destruiu nossa reputação moral no mundo. Matou centenas de milhares de iraquianos sem motivo. Bush tem sido um desastre, o pior presidente de nossa história. (…) Essa avalanche de pessoas que querem votar nas primárias e de entusiasmo por seus respectivos candidatos é uma reação evidente à era de Bush. É a necessidade de fazer algo, de corrigir a situação. P: Dez anos atrás, a candidatura de Obama teria sido ficção política. R: Sem dúvida. Foi Bobby Kennedy, 40 anos atrás, quem disse que em 50 anos teríamos um presidente negro. Ele chegou mais ou menos perto. Uma das vantagens do modo como as primárias aconteceram é que fizeram nascer esperanças em todo o país com relação aos democratas. Convenceram muitas pessoas. Mas, se Obama vencer esta etapa, ainda terá que superar muitos preconceitos e barreiras na eleição final. P: Ele está se convertendo num autêntico fenômeno de massas. R: Ele é muito preparado, é brilhante. Tem um discurso articulado, possui essa energia contagiante, jovem e poderosa. Ele desperta muita esperança nas pessoas. Os democratas parecem estar encantados em poder votar em alguém assim. Quando eu era criança, recordo que elegemos para representante de classe o único garoto negro que havia na sala, e todos nós nos sentimos tão bem com nossas
consciências… Veja a íntegra da entrevista de Roth, concedida a El País, e traduzida pela Folha de S. Paulo, em FSP. 8/6/08

09/06/2008 às 10:42
Bush permanece a pior presidência de todos os tempos nos EUA, enquanto isso Obama é apontado como maior esperança no horizonte americano ( e o L.A. Times indica que Obama agradou o mundo todo. 05/06/08). O primeiro é fato, o segundo ainda espera comprovação das urnas. Hillary como vice não parece agradar a ninguém além da própria.
11/06/2008 às 10:15
Que Obama parece ser a voz mais forte contra essa era Bush é, praticamente, incontestável. Mas votar no único canditado negro para “nos sentirmos tão bem com nossas
consciências…” é, no mínimo, preocupante. Tomara que Obama, com seu “discurso articulado”, sua ” energia contagiante, jovem e poderosa”, use suas qualidades positivamente.
Outro tópico, mesmo post: a dura e crua verdade de que “ler será hobby de uma minoria” é triste, muito triste.
18/06/2008 às 10:29
Concordo plenamente com o comentário da colega acima: votar no único candidato negro para “nos sentirmos tão bem com nossas consciências” é péssimo! Que espécie de consciência temos? Será que é correto fazer esta “mea culpa” para encarar com cinismo o preconceito, a injustiça social e a desigualdade?
Além do mais, o que é ser “negro” nos dias de hoje? Podemos falar de raças em meio a tanta miscigenação e, especialmente, após os horrores do holocausto?
Para concluir: certamente Obama é melhor que Bush. Eu, simpatizante dos Democratas, fico feliz com uma possível vitória nas urnas. Entretanto, não creio que o mandato de um presidente negro (amarelo, vermelho ou branco) trará diferença significativa na atual política interna e externa dos EUA.
Quiçá um Presidente mais verde…