Capes suspende bolsas de doutorado pleno no exterior para priorizar modalidade ’sanduíche’

Conforme reportagem de Demétrio Weber, na edição do Globo deste sábado, o MEC suspendeu a concessão de novas bolsas de doutorado pleno no exterior, à exceção dos EUA. A decisão foi tomada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que planeja reestruturar o programa de bolsas. O objetivo da instiuição com a medida é dar ênfase a outra modalidade de pós-graduação no exterior, o chamado doutorado sanduíche, em que apenas parte do curso é feita em universidades estrangeiras. Atualmente, a Capes tem 632 bolsistas de doutorado pleno no exterior. De acordo com o diretor de Relações Internacionais da Capes, Sandoval Carneiro Júnior, nomeado esta semana para reestruturar o programa de bolsas, o financiamento para doutorados plenos no exterior será mantido. – O programa não será extinto, ele apenas está passando por uma reanálise. Não há qualquer idéia de cancelá-lo – disse Sandoval. Segundo ele, a seleção para bolsistas nos EUA não foi interrompida porque a Capes mantém um convênio com a fundação Fulbright, que banca parte das despesas dos estudantes brasileiros, no entanto o edital para bolsistas plenos deveria ter sido lançado até outubro de 2007, o que não ocorreu. De acordo com o Capes, no doutorado do tipo sanduíche, o bolsista começa e termina o curso no Brasil , o que é mais barato e eficiente, além disso os estudante não perdem contato com o Brasil. A duração é a mesma – quatro anos. No meio do curso, o estudante passa entre 12 e 18 meses no exterior. Daí o nome “sanduíche”. O valor de referência da bolsa também é o mesmo – 1.100.(Notícia publicada em 14/03/2008 às 22h22m, em O Globo Online)

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Persépolis, curioso filme de guerra

A pequena obra-prima de Marjane Satrapi (Persépolis, Companhia das Letras, 2007) passou do livro às telas com desenvoltura. A desenhista e cinegrafista francesa parece tão familiar que dá a impressão de contar a Guerra do Irã, seu país de origem, como qualquer um de nós o teria feito. Mera ilusão pois, ao longo do filme, vê-se que o desafio é imenso, com enormes riscos de derrapagem numa temática altamente politizada e pessoalmente dolorosa. Nada, porém, é obscuro no rodar em preto e branco desta animação auto-biográfica. Não há extremismo ou dramalhão, apenas graça e franqueza. As dimensões coletiva e individual equilibram-se, assim como o humor cáustico e uma feérica delicadeza. Destaque cômico para a interpretação alucinante de Eye of the Tiger por Chiara Mastroianni, dubladora da personagem principal. Há um excelente making of na versão em DVD, que ensina um pouco sobre as hercúleas técnicas tradicionais de animação usadas no filme. Ao vê-la trabalhar, ainda dá a vontade de, quando crescer, ser como a Marjane. (DV, SP, 16/03/08)

Veja aqui o trailer do filme (em espanhol).

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Otelo, de Shakespeare – Diogo Vilela em nova montagem da tragédia

Sobre esta peça, Diogo Vilela tem repetido que, a conselho de Paulo Autran, decidiu interpretar o personagem Iago, e não o protagonista Otelo, como se a idéia fosse uma grande novidade (para referir apenas uma versão bem conhecida, Kenneth Branagh já o fez, no cinema, em “Othello”, de 1995, Dir. de Oliver Parker, 123m.; a propósito, neste 2008, Branagh encarnará o Ivanov, de Tchekhov). Parece que a montagem almeja retirar de Vilela o estigma de Cauby Peixoto, personagem que encarnou magistralmente num divertido musical de grande apelo popular. De fato, nada menos brega do que o terrível vilão de uma tragédia maior: Iago, em sua mordaz vivacidade, é muito mais estimulante do que os chifres saindo do umbigo do fissurado Otelo. Contudo, Vilela não somente pretendeu luzir-se recrutando um elenco nulo, como imprimiu ao texto uma leviandade ímpar, travestida de veia cômica. No esplendor da fuleiragem carioca – ou melhor, sendo o mouro de Veneza, numa grande “gondolagem” – a pungência do Bardo é desperdiçada de modo atroz em bocas nas quais métrica só pode ser a fita. Não há amálgama entre os atores. É ausente a mínima tensão de verossimilhança. Lástima, porque Vilela tem algo hoje escasso pelos palcos do mundo: carisma. Caso a montagem venha a Porto Alegre, valeria somente para ver alguns tecidos bonitos pendurados no teto e, na saída, trocando a troupe por boa companhia, renovar as profundas interrogações sobre o fulcro do comportamento humano que o gênio da trama original instiga (DV, Rio, 15/3/08).

Veja aqui a crítica de Bárbara Heliodora sobre o Otelo de Vilela O Globo, 16/03/08

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Omara e Bethânia: 10 de maio, em Porto Alegre

Qual seria o elo entre Omara Portuondo e Maria Bethânia? Eloqüência, justamente. Qualidade tão fora de moda quanto o figurino das duas intérpretes. Já na primeira canção, porém, qualquer materialidade é esquecida. Autênticas – Omara rescende a alegre humildade do sucesso tardio, Bethânia em sua altivez de falésia -, elas fazem desfilar o melhor de cada uma antes de brincar juntas, apoiadas por músicos especialmente inspirados. O lindo repertório cubano e brasileiro não passa de escancarado pretexto para degustação. Bobagem dizer “revolucionam frases batidas” de quem tem o condão de tornar clássico o fraseado em que batem. Extraordinária fusão, da qual CD e DVD só conseguem reproduzir uma suspeita. Ficaram fora do disco Negue, Gente Humilde, Dos Gardenias, Veinte Años, O que será e, por sorte, o único momento constrangedor do show, Havana-me, uma boba canção de Joyce e Paulo C. Pinheiro (como se fosse preciso justificar o encontro nas origens afro-doces da Bahia e de Cuba). Felizmente, o CD tem Arrependimento e Mil congojas, dois dos grandes momentos do show. Não percam. (DV, Rio, 15/03/08)

Veja abaixo o clip de Omara e Bethânia

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Sobre o Blog do PPG Direito

Conheça a justificativa, os objetivos e a estrutura e do Blog do PPG Direito. E não deixe de conferir sua atualização a cada domingo.

Trechos do Projeto

Responsáveis: Deisy Ventura e José Carlos Moreira da Silva Filho (coords.), Jânia Saldanha, José Luís Bolzan de Morais e Têmis Limberger

Colaboradores: Vera Loebens (Secretaria), Anarita Araújo Silveira, Ângela Araújo da Silveira Espíndola, Valéria Ribas do Nascimento (Doutorado), Carla Schaffer, Danilo Simionatto Filho, Daniele Sandri, Cícero Krupp da Luz, Carolina Suptitz, Mateus Müller, Priscila Werner e André Chaves (Mestrado), Clarissa Tassinari e Natália Ostjen Gonçalves (Graduação).

Imagem (supra): Arthur Piza, La balade du petit carré III, 1973 (acervo MAM)

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Direito e Literatura na TVE – Desonra, de J.M. Coetzee

Assista no dia 14 de março, sexta-feira, às 20h30min, na TVE/RS (com reapresentação no dia 15, sábado, às 19h), o debate organizado pelo Instituto de Hermenêutica Jurídica (IHJ) sobre o livro Desonra, de John Maxwell Coetzee. Mediado por Lenio Luiz Streck, o programa reúne Deisy Ventura (PPGD/UNISINOS) e Rejane Pivetta (PPGLetras/UNIRITTER).

No dia 27 de março, às 19h30, Rejane e Deisy voltam a debater a obra na Livraria Cultura – Bourbon Shopping Country, em seminário organizado também pelo IHJ.

Veja toda a programação do projeto Direito e Literatura em www.ihj.org.br/poa

Veja também as anotações das debatedoras sobre a obra.

Deisy Ventura, Notas sobre Desonra, de Coetzee

Rejane Pivetta, Anotações sobre Desonra, de Coetzee

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Soberania ou Arbitrariedade? A deportação de brasileiros na Espanha

Veja a opinião do psicanalista Contardo Calligaris, em artigo publicado na Folha de S. Paulo de 13 de março de 2008, no Caderno Ilustrada.
CC, Folha, 13/03/08

Veja também artigo de Rodrigo Magnos Soder, da Zero Hora de 12 de março de 2008, enviado por Carla Arnold (Turma 2008 do Mestrado em Direito da Unisinos)
Soder, ZH, 12/03/08

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Religião e Estado – STF adia julgamento sobre pesquisa com células-tronco

O julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3510, sobre a Lei de Biossegurança, foi suspenso no dia 5 de março, com o pedido de vista do Ministro Menezes Direito. A Procuradoria-Geral da República e outros interessados, como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, buscam, por meio desta ação, impedir a pesquisa científica com células-tronco embrionárias. A Ministra Ellen Gracie, no entanto, antecipou seu voto e acompanhou o relator, Ministro Carlos Ayres Britto, julgando improcedente a ação, ou seja, manifestando-se favoravelmente à pesquisa com células-tronco embrionárias. Logo após o final do voto de Britto, pela improcedência da ação, o Ministro Celso de Mello elogiou o voto do relator porque ao considerar constitucionais as pesquisas com células-tronco embrionárias, o voto permite, para milhões de brasileiros que sofrem, “o exercício concreto de um direito básico e inalienável, de que ninguém pode ser privado – o direito de viver com dignidade”. Ressaltou, ainda, que este voto antológico será lembrado pelas gerações futuras.

Leia a seguir, na íntegra, o voto de Carlos Britto.
Voto de Carlos Britto na ADI 3510-0 DF

Veja também crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre ciência e religião em
LFV, O Globo, 13/03/08

Não deixe de ler o artigo de nossas Professoras Jânia Maria Lopes Saldanha e Angela Araújo da Silveira Espindola sobre a primeira audiência pública realizada pelo STF no âmbito de um processo de controle direto da constitucionalidade, que ocorreu precisamente nesta ação.
Veja o resumo a seguir:
Revista de Processo, nº 154/2007

Imagem (supra): Arthur Piza, Raquel, 1983 (acervo do MAM)

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