AS CIDADES CINEMATOGRÁFICAS Imagens Plurais de Porto Alegre no Cinema Gaúcho (2000-2005)

Defesa de Dissertação

Aluna: Liselote Rahmeier Marquetto

Data: 25/08/2008

Horário: 15h

Local: Sala 3A317

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Fatimarlei Lunardelli (UNISINOS/UFRGS)

Prof. Dr. José Luiz Braga (UNISINOS) 

Prof. Dr. Fabrício Lopes da Silveira (Orientador)

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TV Escola x TV digital: trajetória e perspectivas educacionais e culturais

Exame de Qualificação – DOUTORADO 

Doutoranda: Nadia Helena Schneider

Data: 06 de agosto de 2008

Horário: 15h

Local: sala do PPGCC 3A317

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Jairo Ferreira (Unisinos)

Profa. Dra. Luiza Maria Carravetta (Unisinos)

Prof. Dr. Valério Cruz Brittos (Orientador)

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Período de Rematrícula – PPGCC

Rematrícula 2008/2 até 30 de julho

Para a rematrícula na Web foi disponibilizado um link mais direto quando o aluno acessa a página do Minha Unisinos:Minha Unsinos/ item Matricula do Mestrado e Doutorado/Faça sua Matrícula/Acesse/Selecionar Ciclo letivo 2008 – 2o. Semestre/adicionar turma/Enviar…

Qualquer dúvida ligue para a Secretaria: (51) 35908450 ou mande e-mail para poscom@unisinos.br

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Pesquisadora da Unisinos vence Prêmio Capes

Doutora em Ciências da Comunicação pela Unisinos desde 2006, Adriana Andrade Braga recebeu recentemente o Prêmio CAPES de Teses na área de Ciências Sociais Aplicadas I. A premiação ocorreu no último dia 10, em Brasília. O trabalho, intitulado “Feminilidade Mediada por Computador: interação social no circuito-blogue”, foi orientado pelo professor José Luiz Braga e já havia conquistado outro prêmio em 2007.  

“Criei um aparato metodológico específico, em um cruzamento de técnicas de pesquisa que incluem observar o fenômeno on-line e off-line. Essa abordagem deu origem a resultados surpreendentes”, avalia Adriana, em entrevista ao blog do PPGCC. “Talvez esse tipo de aproximação seja menos comum entre as pesquisas feitas nos ambientes de Internet. Pode ser que esteja aí o aspecto da inovação, que era um dos critérios da avaliação”, completa. 

Sua tese já havia sido premiada em 2007, quando conquistou o “The Harold Innis Award for Outstanding Thesis on Media Ecology 2007″, promovido pela Media Ecology Association, de Nova York. A pesquisa analisou as interações entre um grupo de jovens mães em um ambiente de internet, através do blog Mothern, dedicado ao tema da maternidade contemporânea, que deu origem a um programa no canal GNT. 

“A troca de saberes específicos praticada por mulheres há longas gerações encontra na Internet um novo ambiente, e como conseqüência, uma nova configuração”, diz Adriana, graduada em Psicologia pela Fundação Universitária Mineira de Educação e Cultura, mestre e doutora pelo PPGCC da Unisinos. 

Links externosBolg Mothern: http://mothern.blogspot.com/

Currículo de Adriana Braga: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4706700P6&tipo=completo

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A Internet fornece um novo ambiente para a atualização da cultura de gênero

Em entrevista ao blog do PPG em Ciências Comunicação da Unisinos, a pesquisadora Adriana Braga avalia os resultados de sua tese “Feminilidade Mediada por Computador: interação social no circuito-blogue”, premiada no último dia 10 pela CAPES. 

“É curioso notar que o ambiente do blog oferece um espaço renovado para essa prática tradicional feminina de troca de saberes”, diz a pesquisadora, que analisou as interações entre jovens mães no weblog Mothern

Na entrevista, ela fala também sobre a metodologia aplicada na pesquisa, a necessidade de novas ferramentas para compreender os fenômenos on line e a perspectiva ecológica de estudo da mídia. 

Links externos“Comunicação On-line: uma perspectiva ecológica”http://www2.eptic.com.br/arquivos/Revistas/v.%20IX,n.3,2007/AdrianaBraga.pdf  

Além da qualidade do trabalho, você acredita que o tema recente e ainda por ser descoberto foram fundamentais para a premiação?

O tema em si, claro que agrega interesse pelo caráter da novidade, mas o que mais chama atenção, acredito, é a própria questão de pesquisa e o tratamento que dei a esse tipo de material. Criei um aparato metodológico específico, em um cruzamento de técnicas de pesquisa que incluem observar o fenômeno on-line e off-line. Essa abordagem deu origem a resultados surpreendentes. Talvez esse tipo de aproximação seja menos comum entre as pesquisas feitas nos ambientes de Internet. Pode ser que esteja aí o aspecto da inovação, que era um dos critérios da avaliação. 

Como você vê essa relação entre um fenômeno recente – o blog – e o sentimento secular da maternidade feminina?

A maternidade, como outros elementos da cultura feminina, atualiza-se através das interações interpessoais, da educação, dos produtos de mídia, das piadas, dos benefícios conquistados, do movimento feminino pela sociedade. A Internet fornece um novo ambiente social, local de acolhimento de grupos diversos, que se apropriam desse espaço, promovendo uma atualização específica da cultura de gênero. Dessa maneira, o que se observa ali é uma perspectiva diferenciada da maternidade, que ao mesmo tempo reitera e contesta os valores tradicionais. Uma complexa versão contemporânea dos sentidos da maternidade. 

Na sua tese, você diz que o weblog analisado permite uma “teorização informal” da feminilidade. Os blogs seriam, então, um espaço para a reafirmação da identidade de jovens mães, em movimento oposto ao das representações feitas pela mídia tradicional?

Não diria que este seja um movimento oposto ao das representações tradicionais, na medida em que o surgimento do novo depara-se sempre com o peso da tradição. O moderno só é moderno com relação ao tradicional, tendo a tradição como referência. Dessa maneira, no fenômeno observado as categorias tradição e modernidade se sobrepõem, se complementam, até se contradizem, mas não são opostas: são relacionais. Mas, sem dúvida, questiona-se nesse ambiente os papéis tradicionais de gênero, estabelece-se ali uma representação feminina sem precedentes.  

A interação das jovens mães, mediada pelo computador e pelo blog, inaugura novas formas de sociabilidade e de representações sobre o feminino?

Sim. A troca de saberes específicos praticada por mulheres há longas gerações encontra na Internet um novo ambiente, e como conseqüência, uma nova configuração. A comunicação por essa via exige que participantes das interações nesses contextos adaptem as novas atividades tendo como referência práticas anteriores, dando origem a protocolos interacionais próprios que obedecem a lógicas distintas daquelas observadas em outros contextos relacionais.  

Trata-se de um material que reflete o modo pelo qual esse grupo pensa articulações e desafios entre componentes tradicionais da feminilidade e processos sociais amplos e atuais referentes à inserção feminina. Negociações de sentido sobre a feminilidade são propostas, instituindo assim representações midiáticas que se apresentam ao campo social. 

É curioso notar que o ambiente do blog oferece um espaço renovado para essa prática tradicional feminina de troca de saberes. Se a conversa sobre filhos/as tem sido desvalorizada socialmente, no contexto do blog pode ser entendida como prática moderna pelo ambiente tecnológico no qual se estabelece. 

As técnicas tradicionais de pesquisa respondem às demandas metodológicas geradas por estes novos ambientes virtuais? Quais são os desafios para o/a pesquisador/a?

As técnicas tradicionais de pesquisa apresentam muitas possibilidades, mas também sérios limites para a análise desses fenômenos. Cada pesquisa deve desenvolver uma composição de técnicas que resulta, em cada caso, num aparato metodológico específico. Mesmo que as atividades das pessoas nesses espaços tenham como modelo recursos de práticas anteriores, jamais serão idênticas. 

Textos canônicos de outras áreas são citados freqüentemente nas pesquisas. Entretanto, a aplicação direta de modelos concebidos especificamente para outras atividades comunicativas pode ser desastrosa nas análises da CMC [Comunicação Mediada por Computador]. Esses modelos devem ser usados caso a caso, como uma base possível entre outras, sob o risco dos desvios do modelo de base serem interpretados como problemas daquela comunicação, por se apoiarem em um modelo que não considera as especificidades desses fenomenos.  

Uma coisa comum de se observar é que os registros deixados pelos/as participantes das interações on-line e arquivados pela própria tecnologia da CMC muito freqüentemente são tomados como os únicos dados de pesquisa. Claro que isso facilita os problemas de coleta de dados ou de negociação de acesso aos ambientes, por exemplo. Entretanto, esta opção metodológica permite apenas uma vista aérea da interação geral, ou seja, um ponto de vista típico do/a analista, não do/a participante da interação. O risco em assumir que a atividade on-line ocorre somente on-line, e que todos os fatos a serem analisados estão disponíveis na Internet, é o de perder a oportunidade de perceber os sentidos intersubjetivamente partilhados pelas pessoas. Do meu ponto de vista, a alma do fenômeno. 

De que forma a “perspectiva ecológica” pode contribuir para o estudo da comunicação on-line?

A perspectiva ecológica da mídia apresenta-se como aporte teórico-metodológico importante para o estudo da comunicação on-line por considerar essas práticas como atividades específicas, situadas, evitando uma teorização apenas especulativa, que contribui pouco com o avanço da ciência. Além disso, esta perspectiva inclui os aspectos materiais, históricos e sócio-econômicos dos processos em suas preocupações, contribuindo para a compreensão da complexidade desses fenômenos.

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Premiação indica importância da busca pela qualidade

Orientador da tese premiada de Adriana Braga, o professor José Luiz Braga, do PPGCC da Unisinos, avalia que a pesquisadora soube articular uma ampla percepção sobre o caso em estudo com proposições e reflexões para futuras abordagens.  

Além do Prêmio Capes de Teses, Adriana conquistou o “The Harold Innis Award for Outstanding Thesis on Media Ecology 2007″, promovido pela Media Ecology Association, de Nova York. Para o professor Braga, as premiações reforçam a necessidade da busca pela qualidade e pelo rigor nos trabalhos de pesquisa desenvolvidos peplo PPGC. “Toda tese e toda dissertação devem ser expostas ao escrutínio de uma banca da qual participam pesquisadores externos a cada Programa de Pós-Graduação”, defende. 

Confira a entrevista. 

Na sua opinião, quais são os aspectos mais revelantes da tese da Adriana?

A Adriana fez um estudo de caso – muito abrangente, apreendendo múltiplas relações comunicacionais no blog analisado. Com base nessa percepção de indícios, soube articulá-los entre si, ao mesmo tempo tensionando as perspectivas teóricas (conhecimento estabelecido sobre os processos interacionais em blogs). Essa démarche, além de permitir o melhor uso das teorias disponíveis, não só faz avançar a percepção a respeito do objeto material, como justamente determina uma construção reflexiva, uma oferta de outros ângulos que podem ser eficazmente utilizados para a apreensão da realidade observada. Em síntese: além de ampliar a percepção sobre o caso específico em estudo – apreendendo muito bem suas regras internas e lógicas de funcionamento interacional; faz proposições de nível mais geral na forma de questões e modos de aproximação que podem ser adotados para outros objetos. 

A tese da Adriana Braga venceu não só o Prêmio Capes como também o “The Harold Innis Award for Outstanding Thesis on Media Ecology”, no ano passado. Qual é a importância dos prêmios para o PPGC da Unisinos, na medida em que o tema é algo recente e ainda por ser explorado?

Como o tema faz parte, justamente, daquelas áreas e objetos novos e intrigantes, entendemos que a premiação serve como um indicador – para estudantes e pesquisadores do PPG – da importância de uma busca contínua de ampliação de qualidade, de seriedade de pesquisa, de rigor analítico e interpretativo. Aspectos que nosso PPG tem sempre procurado reforçar.  

O prêmio nos informa que determinadas tendências de investigação encontram uma resposta para além do âmbito imediato (a linha, o PPG, a universidade). Essa busca de resposta (de sintonia e acolhimento), que vem junto com o expor-se a objeções, já se encontra, de modo geral, na premissa de que toda tese e toda dissertação devem ser expostas ao escrutínio de uma banca da qual participam pesquisadores externos a cada Programa de Pós-Graduação. As premiações, portanto, além de serem uma grata confirmação para o(a) próprio(a) pesquisador(a) sobre a seriedade de seu trabalho, confirmam também as buscas de direcionamento produtivo e renovador da linha de pesquisa e do PPG em que o trabalho pode ser desenvolvido. 

Os dois prêmios da Adriana, um nacional, abrangendo toda a área de Ciências Sociais Aplicadas, e outro internacional, reforçam, em primeiro lugar, a qualidade da jovem pesquisadora. Em seguida, e através dessa contribuição, nossa satisfação de que ela tenha encontrado em nosso PPG um ambiente adequado para seu desenvolvimento. 

As técnicas tradicionais de pesquisa respondem às demandas metodológicas geradas por estes novos ambientes virtuais? Quais são os desafios para o pesquisador?

Acho difícil distinguir entre “técnicas tradicionais” e técnicas “renovadoras”. Efetivamente, o que importa, em perspectiva metodológica, é a boa adequação entre os problemas que se colocam para a investigação e os métodos (parcialmente estabelecidos, parcialmente elaborados ad-hoc para uma pesquisa). Esse ajuste e essa renovação do olhar devem ser constantes em todas as pesquisas – ainda que seu objeto pareça “habitual” ou de longa existência. Mesmo um objeto já largamente estudado, que já recebeu formulações longamente elaboradas, deve ser tratado em uma investigação pelo conhecimento novo que deva desprender (pois se não o puder, é porque não merece ser investigado). Não é portanto a novidade material do objeto (no caso, os ambientes virtuais) que solicita uma constante renovação metodológica – mas sim o próprio esforço de gerar conhecimento novo e – idealmente – sempre mais preciso e complexo.   

É claro que objetos novos têm a vantagem de colocar mais problemas – porque menos conhecidos. Mas em última análise, o que importa mesmo, em pesquisa, é a capacidade de gerar perguntas (de horizonte teórico e de especificidade investigativa) que solicitam tanto a investigação como os métodos que sejam assumidos/construídos. Este, portanto, é o verdadeiro desafio para o pesquisador – diante do seu objeto de interesse (qualquer que seja seu grau de complexidade ou novidade) ser capaz de gerar as perguntas “necessárias”.

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Professor do PPGCC da Unisinos participa de Congresso na Turquia

Jairo Ferreira, professor do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos, embarcou rumo à Turquia no último domingo para participar do XVIII Congresso da Associação Internacional de Sociólogos da Língua Francesa (XVIII Congrès), que acontece de 07 a 11 de julho de 2008. Ferreira participará do GT de Sociologia da Comunicação (GT 13), sendo o único pesquisador brasileiro que compõe este grupo no Congresso, juntamente com nomes como Bernard Miège, Philipe Breton, Yves Winkins e Dominique Meunier.

O trabalho que será apresentado por Jairo no dia 10 de julho se intitula Midiatização: dispositivos, processos sociais e de comunicação. Numa perspectiva da linha de pesquisa em que atua no PPGCC – Midiatização e Processos Sociais – o professor destaca a relevância de participar deste evento na área da Sociologia: “a comunicação é um tema que mobiliza a sociologia e por isso a importância em se estudar, se refletir acerca do papel da mídia”.

A abertura do evento será ministrada por Alain Touraine, sociólogo e professor de Ciências Sociais na França. O pesquisador é autor de obras consideradas essenciais para se pensar a democracia e a cidadania, como Crítica à Modernidade o Que é Democracia.

Mais informações: http://congres2008.aislf.org/index.php  

por Marina Chiapinotto 

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Exame de Qualificação – MESTRADO

Título: “WEBARTE A participação do usuário na obra de arte”

Mestranda: Alessandra Chemello

Banca examinadora:

Profa. Dra. Suely Fragoso

Prof. Dr. Gilmar Hermes

Profa. Dra. Jiani Bonin (Orientadora)

Data: 07/07/2008

Horário: 14h30

Local: Sala 3A317

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