Seleções de profissionais UNIFEM: oportunidades de trabalho

Nova imagem

A UNIFEM divulgou a abertura de três postos de trabalho: duas vagas no nível de Coordenação e uma vaga de Gerente de Operações.

Coordenador(a) da área de Direitos Econômicos  do Programa Regional de Incorporação das Dimensões de Igualdade de Gênero, Raça e Etnia nos programas de Erradicação da Pobreza em quatro países da América Latina (Brasil, Guatemala, Bolívia e Paraguai): Data limite para a apresentação das candidaturas a essa vaga: 22 de março de 2010.

Coordenador(a) da área de Violência contra as Mulheres do Programa de Erradicação da Violência contra Mulher: Data limite para a apresentação das candidaturas a essa vaga: 22 de março de 2010.

Gerente de Operações do UNIFEM Brasil e Cone Sul: Data limite para a apresentação das candidaturas a essa vaga: 29 de março de 2010.


Mais informações:

UNIFEM Brasil e Cone Sul

unifemconesul@unifem.org

www.unifem.org.br

http://twitter.com/unifemconesul

Postado em Direitos Humanos, Internacional | Sem comentários »

IV Concurso Nacional de Monografias promovido pela ANDHEP

Com o intuito de promover o desenvolvimento acadêmico e a pesquisa científica, a Associação Nacional de Direitos Humanos – Pesquisa e Pós-Graduação – ANDHEP promove o IV Prêmio de Monografias para alunos de graduação e para estudantes de pós-graduação.

Tema – graduação: “Direito ao Desenvolvimento e Dignidade Humana”;

Tema – Pós-Graduação: “Direito à Memória e Verdade”.


Os textos poderão ser enviados, mediante carta registrada, até o dia 03 de maio de 2010.

Mais informações:

Edital para os textos da Graduação;

Ficha de Inscrição para os textos da Graduação;

Edital para os textos da Pós-Graduação;

Ficha de Inscrição para os textos da Pós-Graduação.

Postado em Direitos Humanos, Editais | Sem comentários »

A Anistia Internacional pede ao Conselho de Segurança a criação de um Tribunal Internacioal para o Timor Leste

timor.lesteFoto de um protesto nos EUA contra a invasão indonésia no Timor Leste. Foto disponibilizada no site Global Voices.

A Anistia Internacional (Amnesty International), no dia 09 de março de 2010, pediu ao Conselho de Segurança da ONU que criasse um tribunal internacional para o julgamento dos crimes cometidos no Timor Leste no período de 1975 a 1999, durante a ocupação indonésia.

Em uma reunião realizada no dia 05 de março de 2010, Cláudio Carbone,  secretário-geral interino da AI, e José Ramos-Horta, atual presidente do Timor Leste, expressaram manifestações favoráveis à criação do tribunal intermacional. Vejamos o que disse o secretário-geral interino da AI em tal ocasião:

“Consideramos um motivo de satisfação que o presidente esteja disposto a aceitar um tribunal internacional para processar os crimes cometidos no passado em Timor Leste”.

(…)

“Mais uma vez pedimos ao Conselho de Segurança e às autoridades do Timor e da Indonésia que constituam tal tribunal para fazer frente à incessante impunidade pelos crimes contra a humanidade e outras graves violações dos direitos humanos  cometidas durante a ocupação indonésia”.

Além disso, conforme noticiado no site da AI, a Anistia também pressionou o presidente Ramos-Horta “para que sejam renovados os esforços direcionados a esclarecer o paradeiro e destino das pessoas desaparecidas “.

Mais informações no site da Anistia Internacional: http://www.br.amnesty.org/?q=node/640

Postado em Direitos Humanos, Internacional | Sem comentários »

Situação precária nos presídios do Espírito Santo.

cmaburao.presidio.espirito.santo

Foto de presidiário esperando o camburão.

O Informativo Mensal Conectas Direitos Humanos divulgou na edição de janeiro e fevereiro – ano IV n. 20 (www.conectas.org) a precariedade dos presídios do Espírito Santo. Vejamos:

“No dia 5 de fevereiro, uma comissão formada por entidades de direitos humanos, dentre as quais a Conectas, entrou na Penitenciária Estadual Feminina do Tucum, no município de Cariacica – ES, ciente de que ia se deparar com uma situação complicada. As 150 vagas da unidade estavam ocupadas, naquele momento, por 630 mulheres (…) Mas essa não foi a única visita naquelasemana. A comissão esteve nos Departamentos de Polícia Judiciária (DPJ) de Cariacica e Vila Velha, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cariacica e na Unidade de Internação Socio-educativa (UNIS), também em Cariacica. Em todas as unidades, foi observado um quadro gravíssimo de superlotação e falta de condições mínimas de higiene e atendimento médico (…).

Postado em Direitos Humanos | Sem comentários »

Secretário Geral saúda o Dia das Nações Unidas

NOTÍCIAS
DO UNIFEM BRASIL E CONE SUL
Ano I – Nº. 19 – 23 de outubro de
2009

O Sr. Ban Ki-moon, da República da Coreia, é o oitavo Secretário-Geral das Nações Unidas. Agrega à instituição com seus 37 anos de serviços prestados ao governo do seu país e ao cenário mundial.



Neste Dia das Nações Unidas, como em todos os dias do ano,

a Organização das Nações Unidas trabalha a favor do planeta, do emprego, de “nós,

os povos”. Prestamos mais ajuda humanitária do que qualquer outra organização,

mesmo nos lugares mais difíceis. Vacinamos 40% das crianças do mundo. Alimentamos

mais de 100 milhões de pessoas e ajudamos mais de 30 milhões de refugiados, em

sua maioria mulheres e crianças que fogem da guerra e da perseguição. Nunca enviamos

para o terreno tanto pessoal de manutenção da paz – mais de 115 mil pessoas. Só

no ano passado, prestamos assistência eleitoral a cerca de 50 países. E todo o

Sistema das Nações Unidas se mobilizou para enfrentar a crise econômica mundial

e a consequente ameaça de agitação social. As pessoas esperam que as Nações Unidas

vençam a pobreza e a fome, mantenham a paz, desenvolvam a educação e defendam

os direitos humanos nos quatro cantos do planeta. Contam conosco para pôr fim

à proliferação das armas e à propagação de doenças mortais, e para proteger as

populações e as famílias vítimas de catástrofes. Em dezembro, contam conosco para

selar um acordo mundial, equilibrado e ambicioso sobre mudanças climáticas que

nos proteja e abra caminho para uma economia mais “verde” e mais sustentável.

Leia a íntegra da mensagem

UNIFEM abre edital de ensaios sobre a luta contra o racismo das mulheres das América Latina e Caribe


Incentivar a produção de conhecimento e reflexão sobre racismo

e as diversas discriminações contra as mulheres negras e indígenas na América

Latina e Caribe. Essa é a contribuição do Programa Gênero, Raça e Etnia, desenvolvido

pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para

a Mulher), através do primeiro concurso regional de ensaios de pesquisa “A luta

contra o racismo a partir das mulheres na América Latina e Caribe”. A chamada

de textos visa estimular e divulgar pesquisas escritas em Português e Espanhol,

partindo da reflexão, análise e proposta de incidência política feminista na luta

contra o racismo cujo impacto é diferenciado na vida de mulheres negras e indígenas.

Os textos deverão ser enviados até 15 de dezembro deste ano e serão publicados

na série Cadernos de Diálogos, editada pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul.


Programa tem entre seus eixos estratégicos aumentar a visibilidade das mulheres negras
e indígenas e estimular a incidência política feminista no combate ao racismo

“Nosso objetivo é impulsionar a introdução da luta contra o racismo e as diferentes formas

de discriminação e exclusão social nas agendas políticas feministas da América

Latina. A desconstrução do racismo é tarefa de toda a sociedade e não somente

de mulheres negras e indígenas”, explica Maria Inês Barbosa, coordenadora do programa

regional de Gênero, Raça e Etnia, desenvolvido no Brasil, Bolívia, Guatemala e

Paraguai. O edital estabelece três eixos de abordagem: representações, discursos

e políticas de identidades; agendas feministas na América Latina e Caribe e a

luta contra o racismo; e estratégias, identidades e discursos políticos das organizações

e/ou movimentos sociais de mulheres e as distintas expressões feministas das mulheres

negras e indígenas. O concurso tem caráter plural e não privilegia nenhuma teoria

em particular. Os três melhores ensaios serão premiados com publicação na série

Cadernos de Diálogos e receberão valores em dinheiro: primeiro lugar US$ 2.300,

segundo lugar US$ 1.700 e terceiro lugar US$ 1.000. Os textos devem seguir as

normas técnicas de apresentação científica e serem enviados pelo correio postal

sem identificação de autoria. Clique aqui para ler a íntegra do edital (em Espanhol).

Jovens e trabalhadoras domésticas avaliam impacto da crise internacional

Incerteza de continuidade no trabalho, redução de salário,

estresse e especulações de mercado e da mídia. Essas são algumas das impressões

de jovens e trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai

sobre a crise financeira internacional. Produzido por jovens da periferia de Brasília

como apoio do UNIFEM Brasil e Cone Sul e do INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos),

o videodocumentário “Crise financeira – O que pensam a juventude brasileira e

as trabalhadoras domésticas da América Latina?” revela o impacto da crise financeira

nas relações de trabalho doméstico e na vida diária de mulheres e jovens. As entrevistas

foram gravadas, em agosto, durante oficina de formação de jovens voluntários do

INESC e seminário de mobilização das trabalhadoras domésticas para a 99ª Conferência

Internacional do Trabalho. O material foi produzido para registrar os testemunhos

dos grupos mais expostos à pobreza para um relatório do Secretário-Geral da ONU,

Ban Ki-moon, sobre a crise financeira.


Aline Maria (repórter) entrevista a trabalhadora doméstica boliviana Amélia Ticona. Registro é feito por Crisvano Queiroz, um dos jovens que vivenciou todo o processo produtivo do documentário: roteiro, produção, entrevistas, captação e edição de imagens Clique aqui para assistir ao vídeo no YouTube


De acordo com as trabalhadoras domésticas, o debate sobre crise deve ser mais profundo

e envolver a forma como são geradas oportunidades e relações no mercado de trabalho.

“Para a trabalhadora doméstica a crise já vem aí de uns oito anos pra trás. As

trabalhadoras das firmas, as trabalhadoras de lojas vêm para o trabalho doméstico.

A trabalhadora doméstica em si começou a perder o trabalho. Por quê? Porque a

outra sabe ler, sabe escrever, né?”, aponta Jussara Oliveira. Leia mais


Representante Rebecca Tavares encerra visita ao Chile e Paraguai

A representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Rebecca Reichmann Tavares, concluiu

nesta quinta-feira (22/10) as missões de visita ao Chile e Paraguai. No início

da semana, ela participou da reunião dos representantes das Nações Unidas residentes

no Chile. Na ocasião, Rebecca teve a oportunidade de conhecer a realidade das

mulheres chilenas e a agenda de gênero das Nações Unidas no país. Além dos compromissos

relacionados à ONU, a representante do UNIFEM dedicou a agenda de segunda-feira

(19/10) a visitas às organizações de mulheres e feministas Corporación Sur, Domos

e Cedem.

Na terça-feira (20/10), Rebecca Tavares foi recebida por autoridades do governo chileno,

tais como a vice-ministra Paulina Saball, do Ministério de Habitação e Urbanismo,

e a ministra Laura Albornoz, do Serviço Nacional da Mulher. Os compromissos finais

no Chile reservaram reuniões com a Avon Chile, para negociação de Projetos na

área da violência contra a mulher, e com a AECID (Agência Espanhola de Cooperação

Internacional e Desenvolvimento) sobre a cooperação existente com o UNIFEM.

Quarta-feira (21/10), a representante chegou a Assunção, no Paraguai, onde se reuniu com

representantes das agências PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), OIT

(Organização Internacional do Trabalho) e AECID para intensificar as parcerias e cooperações

com o UNIFEM. Ontem (22/10), Rebecca Tavares teve audiencias com as ministras

Lilian Soto, da Secretaria da Fundação Pública, e Gloria Rubin, da Secretaria

da Mulher da Presidência da República do Paraguai, e o senador Carlos Fizzola,

da Comissão de Equidade de Gênero e Desenvolvimento Social. O ponto alto da agenda

do último dia de visita ao Paraguai foi a assinatura de convenio entre o UNIFEM

Brasil e Cone Sul com a Rede Paraguaia de Afrodescendentes para produção de dados

e estatísticas a partir do censo nacional.

Os compromissos no país se encerram após reuniões com organizações da sociedade civil

e equipe técnica do UNIFEM no Paraguai.


Mulheres e movimento popular discutem gênero e orçamento público para habitação em Pernambuco


Cartilha em forma de cordel torna mais fácil a compreensão do fluxo do orçamento público.

Essa é constatação dos participantes da série de oficinas sobre gênero e orçamento

público para habitação, realizadas semana passada em Olinda (Pernambuco). A ação,

promovida pelo FEUR (Fórum de Reforma Urbana de Pernambuco) e conta com a assessoria

técnica do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas

para a Mulher), através do Programa de Orçamentos Sensíveis ao Gênero, reuniu

semana passada lideranças do movimento de reforma urbana de cidades da Região

Metropolitana do Recife.



Lançamento das publicações sobre Monitoramento do Orçamento Público de Habitação com Perspectiva de Gênero Foto: Nataly Queiroz

O encontro teve por objetivo ampliar a conhecimento da experiência

de monitoramento do orçamento público com perspectiva de gênero. As oficinas também

destacaram a importância da inclusão do enfoque nas ações de incidência do FERU

e nas propostas que estão sendo elaboradas para a Conferência das Cidades. O grupo

também teve a oportunidade de discutir os Planos Diretores Participativos de Pernambuco

e formas de incidência no ciclo orçamentário.

“Com essas ações, buscamos uma cidade mais justa, mais democrática, sabendo incidir com mais

força e com foco no enfrentamento às desigualdades”, afirmou Lívia Miranda, integrante do

Grupo de Trabalho de Gênero, Raça e Etnia do FERU. O FERU é uma articulação que reúne

dezenas de organizações e grupos populares de Pernambuco que lutam pelo acesso

à cidade, pelo direito à habitação popular e o reordenamento urbano para de tornar

os espaços públicos mais democráticos para a população. No projeto, apoiado pelo

UNIFEM Brasil e Cone Sul, o Fórum também conta com a parceria da organização

não-governamental feminista SOS Corpo.

Encerra em 20/11 prazo de inscrição para concurso de redação e artigos sobre igualdade de gênero

Menos de um mês. Esse é prazo para que estudantes do ensino

médio e universitários têm para se inscreverem no

Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, concurso nacional de redações e

artigos científicos sobre relações de gênero, mulheres e feminismos. Com premiações

que somam R$ 160 mil, entre bolsas de estudos, computadores com monitores LCD,

notebooks, impressoras e valores em dinheiro, o concurso revela novos talentos

do ensino médio e universidades brasileiras na produção de textos, além de incentivar

o debate sobre gênero, raça, etnia e sexualidade em escolas e universidades.

Na sua quinta edição, o concurso também passa a valorizar o trabalho da comunidade

escolar na discussão da realidade social brasileira através de boas práticas na

promoção da igualdade de gênero. Com a nova categoria “Escola Promotora da Igualdade

de Gênero”, projetos e ações pedagógicas inovadoras na área de gênero, raça, etnia,

sexualidade, geração e classe social de escolas públicas e privadas ganham destaque

nacional. O concurso vai premiar uma escola por região, destinando R$ 10 mil para

cada uma das cinco instituições escolhidas.


Acesse o site www.igualdadedegenero.cnpq.br e faça já a sua inscrição. Aproveite as dicas
sobre o prêmio e elabore a sua redação ou artigo científico. Visite também a comunidade
Prêmio Igualdade de Gênero no Orkut

Os textos devem ser enviados até 20 de novembro, conforme regulamento

do concurso disponível no site www.igualdadedegenero.cnpq.br

O concurso é organizado pela SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres),

Ministério da Ciência e Tecnologia , CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento

Científico e Tecnológico), Ministério da Educação – MEC e UNIFEM Brasil e Cone

Sul.

Leci Brandão e Hemila Guedes defendem o fim da violência contra as mulheres em vídeos no YouTube

Com SOS Corpo

Sensíveis à luta pelo fim da violência

contra as mulheres, a cantora Leci Brandão e a atriz Hermila Guedes participam

de dois VTs produzidos pelo SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia.

Os vídeos fazem parte da campanha Democracia no mundo e em nossas vidas e convocam

à sociedade para reconhecer e enfrentar as causas desta violência. O material

está sendo veiculado em todo o Brasil em emissoras de televisão, salas de cinema,

casas de espetáculo e espaços públicos que aderiram à campanha, a exemplo de centros

comerciais, e casas lotéricas do Recife.


Cantora Leci Brandão faz alerta para os casos de violência contra as mulheres negras

Assista aos vídeos: Leci Brandão http://www.youtube.com/watch?v=OLMLQNUMt94&feature=related
Hermila Guedes http://www.youtube.com/watch?v=ttGZsLDuqdY

Postado em Direitos Humanos | Sem comentários »

A Judicialização do Processo Político e a Politização do Poder Judiciário

clip_image002

Divulgamos aqui o encontro de encerramento do semestre 2009/01 das atividades do Grupo de Pesquisa “Fundamentação Ética dos Direitos Humanos”, o qual integra o Núcleo de Direitos Humanos – Unisinos. O encontro será no próximo dia 25/06 às 17h na sala 4A401. A apresentação ficará por conta de Ana Paula, mestrado concluído no início de 2009 na UNISINOS. O tema será “A judicialização do processo político e a politização do poder judiciário: Uma análise da intervenção do Supremo Tribunal Federal no processo político partidário.”

Ana Paula nos enviou uma pequena síntese sobre o que tratará em sua exposição:

“O presente estudo tem por objetivo analisar o controle de constitucionalidade do Supremo Tribunal Federal no tocante ao processopolítico partidário, tendo em vista o reflexo de suas decisões na interação dos elementos constitutivos do sistema real de governo, taiscomo sistema eleitoral e partidário, com o ambiente sócio-político sobre os quais opera. Parte-se da análise dos julgamentos das Adins nº 1.354 e 1.351, ajuizadas por pequenos partidos para impedir a vigência da cláusula de barreira, prevista no artigo 13 da Lei nº 9.096/95 – Lei dos Partidos Políticos. Ambos os julgamentos tiveram votações unânimes, apesar das divergentes decisões. De tal modo, em sedecautelar, indeferiu-se a declaração de inconstitucionalidade da cláusula de barreira, e no julgamento da ação principal foi julgado o seudeferimento. A partir disso, para avaliar as implicações jurídicas e políticas dessas decisões para a democracia brasileira, são investigados dois efeitos: a judicialização da política e a politização da justiça. Assim, serão avaliados, especialmente, os fenômenos de judicialização do processo político, caracterizado pela intervenção do Supremo na arena política, e da politização da justiça a fim de avaliar os fatorespolíticos que influenciaram a decisão do Supremo nos dois julgamentos. Por conseguinte, através desse panorama, busca-se ponderar o impacto político do STF na definição das regras do regime democrático não apenas como “guardião da Constituição Federal”, o quecerta neutralidade nas suas decisões, mas também pela influência de questões de conveniência política decorrentes da composição do governo federal e do Congresso Nacional.”

Postado em Direitos Humanos, Núcleo DH | Sem comentários »

Polícia Militar na USP


448650

Segue o relato do Prof. Dr. Pablo Ortellado, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, da Universidade de São Paulo, sobre os acontecimentos de ontem no campus da USP:

Prezados colegas,

Eu nunca utilizei essa lista para outro propósito que não informes sobre o que acontece no CO (transmitindo as pautas antes da reunião e depois enviando relatos). Essa lista esteve desativada desde a última reunião do CO porque o servidor na qual ela estava instalada teve problemas e, com a greve, não podia ser reparado. Dada a urgência dos atuais acontecimentos, consegui resgatar os emails e criar uma lista emergencial em outro servidor. O que os senhores lerão abaixo é um relato em primeira pessoa de um docente que vivenciou os atos de violência que aconteram poucas horas atrás na cidade universitária (e que seguem, no momento em que lhes escrevo – acabo de escutar a explosão de uma bomba). Peço perdão pelo uso desta lista para esse propósito, mas tenho certeza que os senhores perceberão a gravidade do caso.

Hoje, as associações de funcionários, estudantes e professores tinham deliberado por uma manifestação em frente à reitoria. A manifestação, que eu presenciei, foi completamente pacífica. Depois, as organizações de funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para repudiar a presença da polícia do campus. Embora a Adusp não tivesse aderido a essa manifestação, eu, individualmente, a acompanhei para presenciar os fatos que, a essa altura, já se anunciavam. Os estudantes e funcionários chegaram ao portão 1 e ficaram cara a cara com os policiais militares, na altura da avenida Alvarenga. Houve as palavras de ordem usuais dos sindicatos contra a presença da polícia e xingamentos mais ou menos espontâneos por parte dos manifestantes. Estimo cerca de 1200 pessoas nesta manifestação.

Nesta altura, saí da manifestação, porque se iniciava assembléia dos docentes da USP que seria realizada no prédio da História/ Geografia. No decorrer da assembléia, chegaram relatos que a tropa de choque havia agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de grandes proporções. A assembléia foi suspensa e saímos para o estacionamento e descemos as escadas que dão para a avenida Luciano Gualberto para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de “efeito moral” porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu
correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas).

Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita, recebemos notícia que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o chefe da tropa e persuadido de recuar. Neste momento, também, os estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia mais organizada). Neste momento, recebi notícia que meu colega Thomás Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava na sede da Adusp se recuperando.

Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressões se multiplicavam. Escutei que a diretoria do Sintusp foi presa de maneira completamente arbitrária e vi vários estudantes que tinham sido espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive meu colega, professor Jorge Machado).

Escutei relato de pelo menos três professores que tentaram mediar o conflito e foram agredidos. Na sede da Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo ao hospital que pelo menos dois
estudantes e um funcionário haviam sido feridos. Dois colegas subiram lá agora há pouco (por volta das 7 e meia) e tiveram a entrada barrada – os seguranças não deixavam ninguém entrar e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido presas. A informação incompleta que recebo até agora é que dois funcionários do Sintusp foram presos – mas escutei relatos de primeira pessoa de que haveria mais presos.

A situação, agora, é de aparente tranquilidade. Há uma assembléia de professores que se reuniu novamente na História e estou indo para lá. A situação é gravíssima. Hoje me envergonho da nossa universidade ser dirigida por uma reitora que, alertada dos riscos (eu mesmo a alertei em reunião na última sexta-feira), autorizou que essa barbárie acontecesse num campus universitário.

Estou cercado de colegas que estão chocados com a omissão da reitora. Na minha opinião, se a comunidade acadêmica não se mobilizar diante desses fatos gravíssimos, que atentam contra o diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação, não sei mais. Por favor, se acharem necessário, reenviem esse relato a quem julgarem que é conveniente.

Cordialmente,

Prof. Dr. Pablo Ortellado

Escola de Artes, Ciências e Humanidades

Universidade de São Paulo

Anexamos alguns links:

Palavra Operária

Blog Direito e Arte – \”Usp sitiada\”

Fotos Mídia Independente

Postado em Direitos Humanos, Discussões | Sem comentários »

Intersexualidade, (Bio)Ética e Direitos Humanos

ndh1

No próximo dia 14/05, às 17h, na sala 4A401, faremos nossa reunião mensal do “Grupo Fundamentação Ética dos Direitos Humanos”, uma das atividades do Núcleo de Direitos Humanos, com a apresentação da Profa. Dra. Paula Machado (Doutora em Antropologia Social pela UFRGS, docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva/Unisinos) que abordará o tema “Intersexualidade, (bio)ética e direitos humanos”.

Abaixo transcrevo um fragmento do texto político “As Inominadas”, retirado do artigo “No fio da navalha: reflexões em torno da interface entre intersexualidade, (bio)ética e direitos humanos”, de autoria da Profa. Paula e disponibilizado para leitura prévia.

O texto “As Inominadas”, de autoria de Mauro Cabral, foi veiculado pela Área Trans e Intersex da International Gay and Lesbian Human Rights Commission e circulou em 8 de março de 2006. (traduzido do espanhol por Aline de Freitas):

Muitas souberam que eram diferentes em sua primeira infância. Pressentiram que seu nascimento não foi uma boa notícia para ninguém. Muitas passaram os primeiros anos indo e voltando, de casa para o hospital. Muitas sofreram cirurgias destinadas a reduzir o tamanho de seu clitóris. Ninguém as perguntou. Ninguém as explicou o porquê. Muitas descobriram a verdade de sua história espiando seus registros médicos, às escondidas. Algumas tiveram que usar sua imaginação para reconstruí-la. Outras a descobriram vasculhando em livros de medicina. Algumas foram submetidas a vaginoplastias compulsivas e a meses e anos de dilatações vaginais. Muitas lidam todos os dias com a insensibilidade vaginal. Vivem em culturas onde seus corpos são temidos, são corrigidos, são mutilados. (…) Muitas levam na carne a experiência de uma violação sem fim. Para muitos e muitas elas nem sequer são reais. Nem sequer existem. Suas vidas parecem transcorrer pra lá da diferença sexual, pra lá do gênero, em um lugar nebuloso, sem tempo. (…)

Sobre essa temática, recomendamos o ótimo filme argentino “XXY”, ganhador do prêmio da Semana da Crítica no Festival de Cannes. Assista o trailer.

Imagem: Giuseppe Arcimboldo (1526-1593)
The Four Seasons in One Head
Oil on panel – 68 x 56 cm
New York, private collection, courtesy
of Pandora Old Masters, New York


Postado em Direitos Humanos, Discussões, Núcleo DH, cinema | Sem comentários »

Direito e Arte – Música e Caricatura

Divulgamos o espaço desenvolvido pela Prof. Deisy Ventura e demais participantes com vista à preparação da Oficina “Direito e Arte – Música e Caricatura”, que ocorrerá no Rio de Janeiro, dia 17 de abril de 2009, durante o Encontro Preparatório da Associação Brasileira do Ensino do Direito, ABEDI.

Os laboratórios de Música e Caricatura lá apresentados serão desenvolvidos na Unisinos e em algumas comunidades periféricas de Porto Alegre. A Temática girará em torno da Segurança Pública.

Informe-se e inscreva-se no site da ABEDI

Caricaturas: Angeli

Música: Bezerra da Silva

Postado em Arte & Política, Direitos Humanos, Discussões, Sem categoria | Sem comentários »

« Entradas prévias