Secretário Geral saúda o Dia das Nações Unidas

NOTÍCIAS
DO UNIFEM BRASIL E CONE SUL
Ano I – Nº. 19 – 23 de outubro de
2009

O Sr. Ban Ki-moon, da República da Coreia, é o oitavo Secretário-Geral das Nações Unidas. Agrega à instituição com seus 37 anos de serviços prestados ao governo do seu país e ao cenário mundial.



Neste Dia das Nações Unidas, como em todos os dias do ano,

a Organização das Nações Unidas trabalha a favor do planeta, do emprego, de “nós,

os povos”. Prestamos mais ajuda humanitária do que qualquer outra organização,

mesmo nos lugares mais difíceis. Vacinamos 40% das crianças do mundo. Alimentamos

mais de 100 milhões de pessoas e ajudamos mais de 30 milhões de refugiados, em

sua maioria mulheres e crianças que fogem da guerra e da perseguição. Nunca enviamos

para o terreno tanto pessoal de manutenção da paz – mais de 115 mil pessoas. Só

no ano passado, prestamos assistência eleitoral a cerca de 50 países. E todo o

Sistema das Nações Unidas se mobilizou para enfrentar a crise econômica mundial

e a consequente ameaça de agitação social. As pessoas esperam que as Nações Unidas

vençam a pobreza e a fome, mantenham a paz, desenvolvam a educação e defendam

os direitos humanos nos quatro cantos do planeta. Contam conosco para pôr fim

à proliferação das armas e à propagação de doenças mortais, e para proteger as

populações e as famílias vítimas de catástrofes. Em dezembro, contam conosco para

selar um acordo mundial, equilibrado e ambicioso sobre mudanças climáticas que

nos proteja e abra caminho para uma economia mais “verde” e mais sustentável.

Leia a íntegra da mensagem

UNIFEM abre edital de ensaios sobre a luta contra o racismo das mulheres das América Latina e Caribe


Incentivar a produção de conhecimento e reflexão sobre racismo

e as diversas discriminações contra as mulheres negras e indígenas na América

Latina e Caribe. Essa é a contribuição do Programa Gênero, Raça e Etnia, desenvolvido

pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para

a Mulher), através do primeiro concurso regional de ensaios de pesquisa “A luta

contra o racismo a partir das mulheres na América Latina e Caribe”. A chamada

de textos visa estimular e divulgar pesquisas escritas em Português e Espanhol,

partindo da reflexão, análise e proposta de incidência política feminista na luta

contra o racismo cujo impacto é diferenciado na vida de mulheres negras e indígenas.

Os textos deverão ser enviados até 15 de dezembro deste ano e serão publicados

na série Cadernos de Diálogos, editada pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul.


Programa tem entre seus eixos estratégicos aumentar a visibilidade das mulheres negras
e indígenas e estimular a incidência política feminista no combate ao racismo

“Nosso objetivo é impulsionar a introdução da luta contra o racismo e as diferentes formas

de discriminação e exclusão social nas agendas políticas feministas da América

Latina. A desconstrução do racismo é tarefa de toda a sociedade e não somente

de mulheres negras e indígenas”, explica Maria Inês Barbosa, coordenadora do programa

regional de Gênero, Raça e Etnia, desenvolvido no Brasil, Bolívia, Guatemala e

Paraguai. O edital estabelece três eixos de abordagem: representações, discursos

e políticas de identidades; agendas feministas na América Latina e Caribe e a

luta contra o racismo; e estratégias, identidades e discursos políticos das organizações

e/ou movimentos sociais de mulheres e as distintas expressões feministas das mulheres

negras e indígenas. O concurso tem caráter plural e não privilegia nenhuma teoria

em particular. Os três melhores ensaios serão premiados com publicação na série

Cadernos de Diálogos e receberão valores em dinheiro: primeiro lugar US$ 2.300,

segundo lugar US$ 1.700 e terceiro lugar US$ 1.000. Os textos devem seguir as

normas técnicas de apresentação científica e serem enviados pelo correio postal

sem identificação de autoria. Clique aqui para ler a íntegra do edital (em Espanhol).

Jovens e trabalhadoras domésticas avaliam impacto da crise internacional

Incerteza de continuidade no trabalho, redução de salário,

estresse e especulações de mercado e da mídia. Essas são algumas das impressões

de jovens e trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai

sobre a crise financeira internacional. Produzido por jovens da periferia de Brasília

como apoio do UNIFEM Brasil e Cone Sul e do INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos),

o videodocumentário “Crise financeira – O que pensam a juventude brasileira e

as trabalhadoras domésticas da América Latina?” revela o impacto da crise financeira

nas relações de trabalho doméstico e na vida diária de mulheres e jovens. As entrevistas

foram gravadas, em agosto, durante oficina de formação de jovens voluntários do

INESC e seminário de mobilização das trabalhadoras domésticas para a 99ª Conferência

Internacional do Trabalho. O material foi produzido para registrar os testemunhos

dos grupos mais expostos à pobreza para um relatório do Secretário-Geral da ONU,

Ban Ki-moon, sobre a crise financeira.


Aline Maria (repórter) entrevista a trabalhadora doméstica boliviana Amélia Ticona. Registro é feito por Crisvano Queiroz, um dos jovens que vivenciou todo o processo produtivo do documentário: roteiro, produção, entrevistas, captação e edição de imagens Clique aqui para assistir ao vídeo no YouTube


De acordo com as trabalhadoras domésticas, o debate sobre crise deve ser mais profundo

e envolver a forma como são geradas oportunidades e relações no mercado de trabalho.

“Para a trabalhadora doméstica a crise já vem aí de uns oito anos pra trás. As

trabalhadoras das firmas, as trabalhadoras de lojas vêm para o trabalho doméstico.

A trabalhadora doméstica em si começou a perder o trabalho. Por quê? Porque a

outra sabe ler, sabe escrever, né?”, aponta Jussara Oliveira. Leia mais


Representante Rebecca Tavares encerra visita ao Chile e Paraguai

A representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Rebecca Reichmann Tavares, concluiu

nesta quinta-feira (22/10) as missões de visita ao Chile e Paraguai. No início

da semana, ela participou da reunião dos representantes das Nações Unidas residentes

no Chile. Na ocasião, Rebecca teve a oportunidade de conhecer a realidade das

mulheres chilenas e a agenda de gênero das Nações Unidas no país. Além dos compromissos

relacionados à ONU, a representante do UNIFEM dedicou a agenda de segunda-feira

(19/10) a visitas às organizações de mulheres e feministas Corporación Sur, Domos

e Cedem.

Na terça-feira (20/10), Rebecca Tavares foi recebida por autoridades do governo chileno,

tais como a vice-ministra Paulina Saball, do Ministério de Habitação e Urbanismo,

e a ministra Laura Albornoz, do Serviço Nacional da Mulher. Os compromissos finais

no Chile reservaram reuniões com a Avon Chile, para negociação de Projetos na

área da violência contra a mulher, e com a AECID (Agência Espanhola de Cooperação

Internacional e Desenvolvimento) sobre a cooperação existente com o UNIFEM.

Quarta-feira (21/10), a representante chegou a Assunção, no Paraguai, onde se reuniu com

representantes das agências PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), OIT

(Organização Internacional do Trabalho) e AECID para intensificar as parcerias e cooperações

com o UNIFEM. Ontem (22/10), Rebecca Tavares teve audiencias com as ministras

Lilian Soto, da Secretaria da Fundação Pública, e Gloria Rubin, da Secretaria

da Mulher da Presidência da República do Paraguai, e o senador Carlos Fizzola,

da Comissão de Equidade de Gênero e Desenvolvimento Social. O ponto alto da agenda

do último dia de visita ao Paraguai foi a assinatura de convenio entre o UNIFEM

Brasil e Cone Sul com a Rede Paraguaia de Afrodescendentes para produção de dados

e estatísticas a partir do censo nacional.

Os compromissos no país se encerram após reuniões com organizações da sociedade civil

e equipe técnica do UNIFEM no Paraguai.


Mulheres e movimento popular discutem gênero e orçamento público para habitação em Pernambuco


Cartilha em forma de cordel torna mais fácil a compreensão do fluxo do orçamento público.

Essa é constatação dos participantes da série de oficinas sobre gênero e orçamento

público para habitação, realizadas semana passada em Olinda (Pernambuco). A ação,

promovida pelo FEUR (Fórum de Reforma Urbana de Pernambuco) e conta com a assessoria

técnica do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas

para a Mulher), através do Programa de Orçamentos Sensíveis ao Gênero, reuniu

semana passada lideranças do movimento de reforma urbana de cidades da Região

Metropolitana do Recife.



Lançamento das publicações sobre Monitoramento do Orçamento Público de Habitação com Perspectiva de Gênero Foto: Nataly Queiroz

O encontro teve por objetivo ampliar a conhecimento da experiência

de monitoramento do orçamento público com perspectiva de gênero. As oficinas também

destacaram a importância da inclusão do enfoque nas ações de incidência do FERU

e nas propostas que estão sendo elaboradas para a Conferência das Cidades. O grupo

também teve a oportunidade de discutir os Planos Diretores Participativos de Pernambuco

e formas de incidência no ciclo orçamentário.

“Com essas ações, buscamos uma cidade mais justa, mais democrática, sabendo incidir com mais

força e com foco no enfrentamento às desigualdades”, afirmou Lívia Miranda, integrante do

Grupo de Trabalho de Gênero, Raça e Etnia do FERU. O FERU é uma articulação que reúne

dezenas de organizações e grupos populares de Pernambuco que lutam pelo acesso

à cidade, pelo direito à habitação popular e o reordenamento urbano para de tornar

os espaços públicos mais democráticos para a população. No projeto, apoiado pelo

UNIFEM Brasil e Cone Sul, o Fórum também conta com a parceria da organização

não-governamental feminista SOS Corpo.

Encerra em 20/11 prazo de inscrição para concurso de redação e artigos sobre igualdade de gênero

Menos de um mês. Esse é prazo para que estudantes do ensino

médio e universitários têm para se inscreverem no

Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, concurso nacional de redações e

artigos científicos sobre relações de gênero, mulheres e feminismos. Com premiações

que somam R$ 160 mil, entre bolsas de estudos, computadores com monitores LCD,

notebooks, impressoras e valores em dinheiro, o concurso revela novos talentos

do ensino médio e universidades brasileiras na produção de textos, além de incentivar

o debate sobre gênero, raça, etnia e sexualidade em escolas e universidades.

Na sua quinta edição, o concurso também passa a valorizar o trabalho da comunidade

escolar na discussão da realidade social brasileira através de boas práticas na

promoção da igualdade de gênero. Com a nova categoria “Escola Promotora da Igualdade

de Gênero”, projetos e ações pedagógicas inovadoras na área de gênero, raça, etnia,

sexualidade, geração e classe social de escolas públicas e privadas ganham destaque

nacional. O concurso vai premiar uma escola por região, destinando R$ 10 mil para

cada uma das cinco instituições escolhidas.


Acesse o site www.igualdadedegenero.cnpq.br e faça já a sua inscrição. Aproveite as dicas
sobre o prêmio e elabore a sua redação ou artigo científico. Visite também a comunidade
Prêmio Igualdade de Gênero no Orkut

Os textos devem ser enviados até 20 de novembro, conforme regulamento

do concurso disponível no site www.igualdadedegenero.cnpq.br

O concurso é organizado pela SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres),

Ministério da Ciência e Tecnologia , CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento

Científico e Tecnológico), Ministério da Educação – MEC e UNIFEM Brasil e Cone

Sul.

Leci Brandão e Hemila Guedes defendem o fim da violência contra as mulheres em vídeos no YouTube

Com SOS Corpo

Sensíveis à luta pelo fim da violência

contra as mulheres, a cantora Leci Brandão e a atriz Hermila Guedes participam

de dois VTs produzidos pelo SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia.

Os vídeos fazem parte da campanha Democracia no mundo e em nossas vidas e convocam

à sociedade para reconhecer e enfrentar as causas desta violência. O material

está sendo veiculado em todo o Brasil em emissoras de televisão, salas de cinema,

casas de espetáculo e espaços públicos que aderiram à campanha, a exemplo de centros

comerciais, e casas lotéricas do Recife.


Cantora Leci Brandão faz alerta para os casos de violência contra as mulheres negras

Assista aos vídeos: Leci Brandão http://www.youtube.com/watch?v=OLMLQNUMt94&feature=related
Hermila Guedes http://www.youtube.com/watch?v=ttGZsLDuqdY

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UNIFEM prorroga até 2 de outubro prazo de recebimento de projetos para o Fundo para a Igualdade de Gênero

Processo de candidatura é totalmente on line até 2 de outubro.  Projetos devem ser enviados nos idiomas oficiais da ONU: Espanhol, Inglês, Francês, Árabe e Russo.


Data final para envio de projetos foi prorrogada para 2 de outubro de 2009, 23:59 (hora de Nova York)


Obrigada pelo seu interesse em participar da primeira seleção mundial de projetos do Fundo para a Igualdade de Gênero. Para enviar propostas, siga o passo a passo das instruções listadas abaixo:

1. Leias as instruções do Edital para Apresentação de Propostas

[ عربي | English | español | français | русский ] nas quais constam diretrizes detalhadas para apresentação e informação sobre os critérios, procedimentos e prioridades do Fundo.

2. Verifique se seu programa se adequa melhor ao tipo de subsídio Catalitíco ou Implementación (consulte o Edital para Apresentação de Propostas, mencionado no item acima). Cada proponente pode apresentar somente uma proposta por subsídio.

3. Prepare sua proposta utilizando o fomulário correspondente da Nota Conceptual para o tipo de subsídio escolhido. Importante: Todos os projetos devem apresentar-se utilizando a proposta de solicitação destacada abaixo.

Formulario para la Nota Conceptual – Subsidios de Implementación

[ عربي | English | español | français | русский ]

Formulario para la Nota Conceptual – Subsidios Catalíticos

[ عربي | English | español | français | русский ]

4. Quando estiver pront@ para preencher a proposta abaixo, selecione o tipo de subsídio e o idioma de apresentação. A página de acesso inicial à proposta abaixo está em Inglês. Depois da criação do seu login, dirija-se ao idioma escolhido.

Solicitud de Subsidio de Implementación
[ عربي | English | español | français | русский ]

Solicitud de Subsidio Catalítico
[ عربي | English | español | français | русский ]

5. Não serão aceitos projetos enviados por e-mail, caixa postal ou fax. Todas as propostas devem ser apresentadas de acordo com as informações forneceidas.

Em caso de dúvida, acessar a seção Preguntas Frecuentes. Para dúvidas não contempladas na seção, fazer contato com a Secretaria do Fundo para a Igualdade de Gênero no e-mail:  fund.genderequality@unifem.org

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