PROCESSO DE SELEÇÃO – REVISTA ÁFRICA E AFRICANIDADES

A Revista África e Africanidades, periódico on-line com publicação trimestral  (ISBN 1983-2354) recebe até o proximo dia 10 de janeiro artigos, resenhas, relatórios de pesquisa para avaliação e publicação em sua 8ª Edição (fevereiro/ 2010).

Tendo como missão a divulgação de estudos relativos às temáticas africanas, afro-brasileiras e afro-latinas e o subsídio de práticas pedagógicas e formação continuada de professores da educação básica a Revista África e Africanidades tem como principais linhas de estudo:

  • Estudos africanos: pesquisa e divulgação

  • A cultura afro-brasileira em seus diversos desdobramentos;

  • Literatura, mito e memória;

  • Educação, formação de professores e relações étnico-raciais;

  • Desenvolvimento econômico social e discriminação;

  • Corpo, gênero e sexualidade;

  • Teoria social e estudos raciais;

  • Questões negras na educação;

  • Comunicação, mídia e representações: produção, sentidos e veiculação da imagem do negro;

  • Os movimentos sociais negros brasileiros: do pós-abolição à  contemporaneidade;

  • Relações raciais em discursos midiáticos e literários;

  • Trajetórias e estratégias de ascensão social de afro-descendentes;

  • Territórios e o patrimônio material e imaterial;

  • Territórios, religiões e culturas negras;

  • A África na sala de aula: questionamentos e estratégias;

  • A literatura africana para jovens e crianças;

  • Ritmos da Identidade: música, territorialidade e corporalidade

  • Literatura, história e artes: entrelaçamentos possíveis;

  • Estudos de narrativa: tendências contemporâneas;

  • Afrodescendências e africanidades nas artes no Brasil;Direitos Humanos e população negra;

  • O comparativismo literário: interdisciplinaridade e hibridismo;

  • Tradições orais;

  • Religiosidade;

  • Juventude e identidades

  • Luta e resistência em espaços urbanos e rurais;

  • Saúde da população negra;

  • Preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural;

  • Políticas de ação afirmativas no Brasil e no exterior: avaliações e perspectivas;

  • Participação e representação política;

  • Identidades e trajetórias socais;

  • Educação: mudanças, desafios e novas perspectivas;

  • Mercado de trabalho;

  • Racismo institucional

Veja as normas para envio de trabalhos em www.africaeafricanidades.com/normas

Cabe ressaltar que todos os trabalhos publicados no periódico passam a participar da seleção para composição da Coletânea Cadernos África e Africanidades, versão impressa orgaziada por temáticas diversas, atualmente distribuída em 7 volumes, a saber:

Cadernos África e Africanidades 1: Literaturas Africanas e Afro-Brasileiras;

Cadernos África e Africanidades 2: Mulheres Negras;

Cadernos África e Africanidades 3: Memória, Tradição e  Oralidade;

Cadernos África e Africanidades 4: Educação e Relações Étnicorraciais;

Cadernos África e Africanidades 5: História

Cadernos África e Africanidades 6: Religiosidade, Identidade e Resistência

Cadernos África e Africanidades 7: Política Educacional

Os volumes acima podem ser adquiridos na livraria virtual – https://www.gg3.com.br/africaeafricanidades

Conheça mais o trabalho em www.africaeafricanidades.com

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Rockefeller Foundation Opportunities at the Bellagio Center in Italy

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For nearly fifty years, the Rockefeller Foundation has hosted scholars, creative artists, and practitioners at Bellagio for concentrated work on major projects.  Talented professionals use time at Bellagio to advance work that has impact across disciplines, while interacting daily with an active and diverse intellectual community.  Artists and scholars stay for one month of work at Bellagio, away from their usual daily demands, and flexible schedules are available for practitioners working at non-profit or NGO organizations.

Residents at the Bellagio Center from 2007-2009 represent a diverse group of more than 20 countries, including: Argentina, Brazil, Colombia, Mexico, Australia, China, India, Indonesia, Japan, South Korea, Austria, Denmark, Germany, Macedonia, Poland, Russia, the United Kingdom, Israel, Lebanon, Canada, the United States, Ghana, Kenya, Nigeria, South Africa, Sri Lanka, and Togo.  The various disciplines under which an applicant may apply include the following:

Creative Artists: Composer, Novelist, Playwright, Poet, Video / Filmmaker, Visual Artist

Scholars: Ancient Studies, Anthropology, Economics, Education, Film & Media Studies, History, Law & Policy, Literary Studies, Music, Theatre & Dance Studies, Philosophy, Political Science, Psychology, Religion, Sciences, Sociology, Visual Studies

Applicants from outside the United States and Western Europe are especially encouraged to apply, as are individuals working on projects aligned with the Foundation’s objective to expand opportunities for poor or vulnerable people.  The Bellagio residency provides room/board and high-speed internet access to all residents free of charge.  Please note that financial assistance can be made available to successful applicants whose limited means might otherwise prevent them from accepting a residency.

The selection process for Bellagio is very competitive, and will ultimately favor professionals with significant experience and strong project proposals.  The Bellagio opportunity is not a grant, but rather a time to interact with a professional community while working toward tangible personal achievement.

The deadline for applications to the Fall 2010 residency period is December 15, 2009.  To learn more about Bellagio, peruse accepted projects, and review a list of requisite application materials, please visit http://www.rockfound.org/Bellagio/bel_3col.shtml. We cannot guarantee that you will receive an invitation to Bellagio if you apply, but the Institute of International Education Bellagio Office is more than happy to assist you with any questions you may have as you navigate the application process. They can be reached at bellagio_res@iie.org or +1 (212) 984-5537.

The Bellagio Center also hosts several conferences each year, and applications are open on a rolling basis.  Conferences must align with the Foundation’s mission to expand opportunities for poor or vulnerable people and to help ensure that globalization’s benefits are shared more widely.  Please visit the Bellagio website to learn more.

We believe in the power and results of investing in and unleashing human capacity. The Rockefeller Foundation Bellagio Center brings together people of diverse expertise and cultures in a neutral, inspiring and thought-provoking environment to promote international understanding that allows innovation and creativity to flourish.

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II CONGRESSO DE ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E CULTURA DA CIDADE DE GOIÁS.

O II Congresso de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura da Cidade de Goiás, será realizado entre os dias 26 à 29 de Novembro de 2009, na Universidade Federal de Goiás – Campus Goiás. Centrado na temática Natureza e Efetivação dos Direitos Humanos, conta com painéis temáticos, grupos de trabalho e oficinas.  

O evento tem por objetivo maior promover o intercâmbio entre pesquisadores e acadêmicos dos cursos de Direito, Serviço Social e Filosofia do Estado de Goiás e da comunidade nacional. E dará visibilidade e apoio à experiência da Turma Especial em Direito para Beneficiários da Reforma Agrária e Agricultura Familiar, diante da ação judicial que questiona a legalidade desta ação afirmativa. 

Busca ainda: 

1) contribuir com o processo de consolidação do Campus, estimulando a prática interdisciplinar; 

2) efetivar práticas extensionistas, retirando a comunidade acadêmica dos muros da universidade e possibilitando a vivência com a comunidade na qual se insere; 

3) fortalecer a articulação e o aprofundamento teórico sobre os Direitos Humanos; 

4) promover debates e confluência de idéias sobre os temas objeto do congresso. 

Será atribuída carga horária de 40 horas de atividades extracurriculares para quem cumprir 75% das atividades. As oficinas computam carga horária extra, num total de 5 horas de atividades extracurriculares.  

PROGRAMAÇÃO 

Quinta-feira (26/11)

14h  Credenciamento no Centro de Atendimento ao Turista – CAT 

20h  Conferência de Abertura: Ação Afirmativa e a Experiência da Turma Especial em Direito para Beneficiários da Reforma Agrária e Agricultura Familiar.

Conferencistas: Dalmo de Abreu Dallari (USP); Benedito Ferreira Marques (UFG); José do Carmo Alves Siqueira (UFG).  

Sexta-feira (27/11)

8h  Apresentação de Trabalhos.

Gênero, Direito e Sexualidade

Educação: experiências e desafios

Sistema Penitenciário, Organizações Criminosas e Direitos Humanos

Constituição, Neoconstitucionalismo e Transnacionalidade

 14h  Oficinas: a) Capoeira, b) Percussão, c) Teatro do Oprimido, d) Arte no barro, e) Papel em fibra de bananeira. 

19h30min  Concepções dos Direitos Humanos 

Conferencistas: Adriano Correia Silva (UFG); Alexandre Ronaldo da Maia de Farias (UFPE).

 

Sábado (28/11)

8h  Apresentação de Trabalhos.

Instrumentalização do Poder

Direitos Coletivos e Lutas Sociais na América Latina

Seguridade Social

Narrativas, Artes e Literatura 

15h: O Método e o Pensamento Social

Conferencistas: Rodrigo de Souza Dantas (UNB); Marilene Aparecida Coelho (UFRJ) 

19h30: Desafios da Efetivação dos Direitos Humanos: diálogos entre Serviço Social e Direito

Conferencistas: Morgana Rodrigues dos Santos (TJ-GO); Paula Kapp Amorim (UFF/ Campus Rio das Ostras). 

 

Domingo (29/11)

10h  Conferência de Encerramento: Ativismo Judicial

Conferencista: Eros Roberto Grau (Ministro do Supremo Tribunal Federal  STF) 
 

Informações: www.conepec.com.br

conepec@yahoo.com.br

 

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NÚCLEO DE DIREITOS HUMANOS DA UNISINOS COM NOVA CARA

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Desde o início do segundo semestre de 2009 o Núcleo de Direitos Humanos está repaginado. O NDH possui novas instalações.  A Sala 340 A é o novo espaço de debates e reuniões dos alunos, professores e convidados que se interessam pelos diversos temas relacionados aos direitos humanos.

O ambiente dispõe de dois computadores, que são também compartilhados por outros grupos de pesquisa. Além do que, o Núcleo conta agora com uma aluna bolsista.

O NDH, que é um ambiente de debate e pesquisa vinculado aos cursos de Direito e de Filosofia da Unisinos, é coordenado pelos professores Alfredo Culleton e Vicente de Paulo Barretto

A secretaria do NDH Unisinos funciona nos seguintes horários:

  • Segundas-feiras à tarde (22);

  • Terças-feiras de manha e à tarde (31, 32);

  • Quintas-feiras à tarde (52).

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Secretário Geral saúda o Dia das Nações Unidas

NOTÍCIAS
DO UNIFEM BRASIL E CONE SUL
Ano I – Nº. 19 – 23 de outubro de
2009

O Sr. Ban Ki-moon, da República da Coreia, é o oitavo Secretário-Geral das Nações Unidas. Agrega à instituição com seus 37 anos de serviços prestados ao governo do seu país e ao cenário mundial.



Neste Dia das Nações Unidas, como em todos os dias do ano,

a Organização das Nações Unidas trabalha a favor do planeta, do emprego, de “nós,

os povos”. Prestamos mais ajuda humanitária do que qualquer outra organização,

mesmo nos lugares mais difíceis. Vacinamos 40% das crianças do mundo. Alimentamos

mais de 100 milhões de pessoas e ajudamos mais de 30 milhões de refugiados, em

sua maioria mulheres e crianças que fogem da guerra e da perseguição. Nunca enviamos

para o terreno tanto pessoal de manutenção da paz – mais de 115 mil pessoas. Só

no ano passado, prestamos assistência eleitoral a cerca de 50 países. E todo o

Sistema das Nações Unidas se mobilizou para enfrentar a crise econômica mundial

e a consequente ameaça de agitação social. As pessoas esperam que as Nações Unidas

vençam a pobreza e a fome, mantenham a paz, desenvolvam a educação e defendam

os direitos humanos nos quatro cantos do planeta. Contam conosco para pôr fim

à proliferação das armas e à propagação de doenças mortais, e para proteger as

populações e as famílias vítimas de catástrofes. Em dezembro, contam conosco para

selar um acordo mundial, equilibrado e ambicioso sobre mudanças climáticas que

nos proteja e abra caminho para uma economia mais “verde” e mais sustentável.

Leia a íntegra da mensagem

UNIFEM abre edital de ensaios sobre a luta contra o racismo das mulheres das América Latina e Caribe


Incentivar a produção de conhecimento e reflexão sobre racismo

e as diversas discriminações contra as mulheres negras e indígenas na América

Latina e Caribe. Essa é a contribuição do Programa Gênero, Raça e Etnia, desenvolvido

pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para

a Mulher), através do primeiro concurso regional de ensaios de pesquisa “A luta

contra o racismo a partir das mulheres na América Latina e Caribe”. A chamada

de textos visa estimular e divulgar pesquisas escritas em Português e Espanhol,

partindo da reflexão, análise e proposta de incidência política feminista na luta

contra o racismo cujo impacto é diferenciado na vida de mulheres negras e indígenas.

Os textos deverão ser enviados até 15 de dezembro deste ano e serão publicados

na série Cadernos de Diálogos, editada pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul.


Programa tem entre seus eixos estratégicos aumentar a visibilidade das mulheres negras
e indígenas e estimular a incidência política feminista no combate ao racismo

“Nosso objetivo é impulsionar a introdução da luta contra o racismo e as diferentes formas

de discriminação e exclusão social nas agendas políticas feministas da América

Latina. A desconstrução do racismo é tarefa de toda a sociedade e não somente

de mulheres negras e indígenas”, explica Maria Inês Barbosa, coordenadora do programa

regional de Gênero, Raça e Etnia, desenvolvido no Brasil, Bolívia, Guatemala e

Paraguai. O edital estabelece três eixos de abordagem: representações, discursos

e políticas de identidades; agendas feministas na América Latina e Caribe e a

luta contra o racismo; e estratégias, identidades e discursos políticos das organizações

e/ou movimentos sociais de mulheres e as distintas expressões feministas das mulheres

negras e indígenas. O concurso tem caráter plural e não privilegia nenhuma teoria

em particular. Os três melhores ensaios serão premiados com publicação na série

Cadernos de Diálogos e receberão valores em dinheiro: primeiro lugar US$ 2.300,

segundo lugar US$ 1.700 e terceiro lugar US$ 1.000. Os textos devem seguir as

normas técnicas de apresentação científica e serem enviados pelo correio postal

sem identificação de autoria. Clique aqui para ler a íntegra do edital (em Espanhol).

Jovens e trabalhadoras domésticas avaliam impacto da crise internacional

Incerteza de continuidade no trabalho, redução de salário,

estresse e especulações de mercado e da mídia. Essas são algumas das impressões

de jovens e trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai

sobre a crise financeira internacional. Produzido por jovens da periferia de Brasília

como apoio do UNIFEM Brasil e Cone Sul e do INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos),

o videodocumentário “Crise financeira – O que pensam a juventude brasileira e

as trabalhadoras domésticas da América Latina?” revela o impacto da crise financeira

nas relações de trabalho doméstico e na vida diária de mulheres e jovens. As entrevistas

foram gravadas, em agosto, durante oficina de formação de jovens voluntários do

INESC e seminário de mobilização das trabalhadoras domésticas para a 99ª Conferência

Internacional do Trabalho. O material foi produzido para registrar os testemunhos

dos grupos mais expostos à pobreza para um relatório do Secretário-Geral da ONU,

Ban Ki-moon, sobre a crise financeira.


Aline Maria (repórter) entrevista a trabalhadora doméstica boliviana Amélia Ticona. Registro é feito por Crisvano Queiroz, um dos jovens que vivenciou todo o processo produtivo do documentário: roteiro, produção, entrevistas, captação e edição de imagens Clique aqui para assistir ao vídeo no YouTube


De acordo com as trabalhadoras domésticas, o debate sobre crise deve ser mais profundo

e envolver a forma como são geradas oportunidades e relações no mercado de trabalho.

“Para a trabalhadora doméstica a crise já vem aí de uns oito anos pra trás. As

trabalhadoras das firmas, as trabalhadoras de lojas vêm para o trabalho doméstico.

A trabalhadora doméstica em si começou a perder o trabalho. Por quê? Porque a

outra sabe ler, sabe escrever, né?”, aponta Jussara Oliveira. Leia mais


Representante Rebecca Tavares encerra visita ao Chile e Paraguai

A representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Rebecca Reichmann Tavares, concluiu

nesta quinta-feira (22/10) as missões de visita ao Chile e Paraguai. No início

da semana, ela participou da reunião dos representantes das Nações Unidas residentes

no Chile. Na ocasião, Rebecca teve a oportunidade de conhecer a realidade das

mulheres chilenas e a agenda de gênero das Nações Unidas no país. Além dos compromissos

relacionados à ONU, a representante do UNIFEM dedicou a agenda de segunda-feira

(19/10) a visitas às organizações de mulheres e feministas Corporación Sur, Domos

e Cedem.

Na terça-feira (20/10), Rebecca Tavares foi recebida por autoridades do governo chileno,

tais como a vice-ministra Paulina Saball, do Ministério de Habitação e Urbanismo,

e a ministra Laura Albornoz, do Serviço Nacional da Mulher. Os compromissos finais

no Chile reservaram reuniões com a Avon Chile, para negociação de Projetos na

área da violência contra a mulher, e com a AECID (Agência Espanhola de Cooperação

Internacional e Desenvolvimento) sobre a cooperação existente com o UNIFEM.

Quarta-feira (21/10), a representante chegou a Assunção, no Paraguai, onde se reuniu com

representantes das agências PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), OIT

(Organização Internacional do Trabalho) e AECID para intensificar as parcerias e cooperações

com o UNIFEM. Ontem (22/10), Rebecca Tavares teve audiencias com as ministras

Lilian Soto, da Secretaria da Fundação Pública, e Gloria Rubin, da Secretaria

da Mulher da Presidência da República do Paraguai, e o senador Carlos Fizzola,

da Comissão de Equidade de Gênero e Desenvolvimento Social. O ponto alto da agenda

do último dia de visita ao Paraguai foi a assinatura de convenio entre o UNIFEM

Brasil e Cone Sul com a Rede Paraguaia de Afrodescendentes para produção de dados

e estatísticas a partir do censo nacional.

Os compromissos no país se encerram após reuniões com organizações da sociedade civil

e equipe técnica do UNIFEM no Paraguai.


Mulheres e movimento popular discutem gênero e orçamento público para habitação em Pernambuco


Cartilha em forma de cordel torna mais fácil a compreensão do fluxo do orçamento público.

Essa é constatação dos participantes da série de oficinas sobre gênero e orçamento

público para habitação, realizadas semana passada em Olinda (Pernambuco). A ação,

promovida pelo FEUR (Fórum de Reforma Urbana de Pernambuco) e conta com a assessoria

técnica do UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas

para a Mulher), através do Programa de Orçamentos Sensíveis ao Gênero, reuniu

semana passada lideranças do movimento de reforma urbana de cidades da Região

Metropolitana do Recife.



Lançamento das publicações sobre Monitoramento do Orçamento Público de Habitação com Perspectiva de Gênero Foto: Nataly Queiroz

O encontro teve por objetivo ampliar a conhecimento da experiência

de monitoramento do orçamento público com perspectiva de gênero. As oficinas também

destacaram a importância da inclusão do enfoque nas ações de incidência do FERU

e nas propostas que estão sendo elaboradas para a Conferência das Cidades. O grupo

também teve a oportunidade de discutir os Planos Diretores Participativos de Pernambuco

e formas de incidência no ciclo orçamentário.

“Com essas ações, buscamos uma cidade mais justa, mais democrática, sabendo incidir com mais

força e com foco no enfrentamento às desigualdades”, afirmou Lívia Miranda, integrante do

Grupo de Trabalho de Gênero, Raça e Etnia do FERU. O FERU é uma articulação que reúne

dezenas de organizações e grupos populares de Pernambuco que lutam pelo acesso

à cidade, pelo direito à habitação popular e o reordenamento urbano para de tornar

os espaços públicos mais democráticos para a população. No projeto, apoiado pelo

UNIFEM Brasil e Cone Sul, o Fórum também conta com a parceria da organização

não-governamental feminista SOS Corpo.

Encerra em 20/11 prazo de inscrição para concurso de redação e artigos sobre igualdade de gênero

Menos de um mês. Esse é prazo para que estudantes do ensino

médio e universitários têm para se inscreverem no

Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, concurso nacional de redações e

artigos científicos sobre relações de gênero, mulheres e feminismos. Com premiações

que somam R$ 160 mil, entre bolsas de estudos, computadores com monitores LCD,

notebooks, impressoras e valores em dinheiro, o concurso revela novos talentos

do ensino médio e universidades brasileiras na produção de textos, além de incentivar

o debate sobre gênero, raça, etnia e sexualidade em escolas e universidades.

Na sua quinta edição, o concurso também passa a valorizar o trabalho da comunidade

escolar na discussão da realidade social brasileira através de boas práticas na

promoção da igualdade de gênero. Com a nova categoria “Escola Promotora da Igualdade

de Gênero”, projetos e ações pedagógicas inovadoras na área de gênero, raça, etnia,

sexualidade, geração e classe social de escolas públicas e privadas ganham destaque

nacional. O concurso vai premiar uma escola por região, destinando R$ 10 mil para

cada uma das cinco instituições escolhidas.


Acesse o site www.igualdadedegenero.cnpq.br e faça já a sua inscrição. Aproveite as dicas
sobre o prêmio e elabore a sua redação ou artigo científico. Visite também a comunidade
Prêmio Igualdade de Gênero no Orkut

Os textos devem ser enviados até 20 de novembro, conforme regulamento

do concurso disponível no site www.igualdadedegenero.cnpq.br

O concurso é organizado pela SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres),

Ministério da Ciência e Tecnologia , CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento

Científico e Tecnológico), Ministério da Educação – MEC e UNIFEM Brasil e Cone

Sul.

Leci Brandão e Hemila Guedes defendem o fim da violência contra as mulheres em vídeos no YouTube

Com SOS Corpo

Sensíveis à luta pelo fim da violência

contra as mulheres, a cantora Leci Brandão e a atriz Hermila Guedes participam

de dois VTs produzidos pelo SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia.

Os vídeos fazem parte da campanha Democracia no mundo e em nossas vidas e convocam

à sociedade para reconhecer e enfrentar as causas desta violência. O material

está sendo veiculado em todo o Brasil em emissoras de televisão, salas de cinema,

casas de espetáculo e espaços públicos que aderiram à campanha, a exemplo de centros

comerciais, e casas lotéricas do Recife.


Cantora Leci Brandão faz alerta para os casos de violência contra as mulheres negras

Assista aos vídeos: Leci Brandão http://www.youtube.com/watch?v=OLMLQNUMt94&feature=related
Hermila Guedes http://www.youtube.com/watch?v=ttGZsLDuqdY

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UNIFEM prorroga até 2 de outubro prazo de recebimento de projetos para o Fundo para a Igualdade de Gênero

 

Processo de candidatura é totalmente on line até 2 de outubro.  Projetos devem ser enviados nos idiomas oficiais da ONU: Espanhol, Inglês, Francês, Árabe e Russo.

 

 

Data final para envio de projetos foi prorrogada para 2 de outubro de 2009, 23:59 (hora de Nova York)

 

 

Obrigada pelo seu interesse em participar da primeira seleção mundial de projetos do Fundo para a Igualdade de Gênero. Para enviar propostas, siga o passo a passo das instruções listadas abaixo:

 

1. Leias as instruções do Edital para Apresentação de Propostas

[ عربي | English | español | français | русский ] nas quais constam diretrizes detalhadas para apresentação e informação sobre os critérios, procedimentos e prioridades do Fundo.

 

2. Verifique se seu programa se adequa melhor ao tipo de subsídio Catalitíco ou Implementación (consulte o Edital para Apresentação de Propostas, mencionado no item acima). Cada proponente pode apresentar somente uma proposta por subsídio.

 

3. Prepare sua proposta utilizando o fomulário correspondente da Nota Conceptual para o tipo de subsídio escolhido. Importante: Todos os projetos devem apresentar-se utilizando a proposta de solicitação destacada abaixo.

Formulario para la Nota Conceptual – Subsidios de Implementación

[ عربي | English | español | français | русский ]

 

Formulario para la Nota Conceptual – Subsidios Catalíticos

[ عربي | English | español | français | русский ]

 

4. Quando estiver pront@ para preencher a proposta abaixo, selecione o tipo de subsídio e o idioma de apresentação. A página de acesso inicial à proposta abaixo está em Inglês. Depois da criação do seu login, dirija-se ao idioma escolhido.

 

Solicitud de Subsidio de Implementación
[ عربي | English | español | français | русский ]

 

Solicitud de Subsidio Catalítico
[ عربي | English | español | français | русский ]

 

5. Não serão aceitos projetos enviados por e-mail, caixa postal ou fax. Todas as propostas devem ser apresentadas de acordo com as informações forneceidas.

 

Em caso de dúvida, acessar a seção Preguntas Frecuentes. Para dúvidas não contempladas na seção, fazer contato com a Secretaria do Fundo para a Igualdade de Gênero no e-mail:  fund.genderequality@unifem.org

 

 

 

NOVIDADE:

Seja um(a) seguidor(a) do UNIFEM Brasil e Cone Sul no Twitter

Acesse http://twitter.com/unifemconesul

e fique por dentro das notícias do UNIFEM em Português e Espanhol

 

 

UNIFEM Brasil e Cone Sul 

Novos horários de funcionamento do escritório em Brasília:

De segunda à quinta-feira – das 8h às 12h30 e das 13h30 às 17h30

Sexta-feira – das 9h às 12h30

 

 

http://www.unifem.org.br/

http://twitter.com/unifemconesul

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A Judicialização do Processo Político e a Politização do Poder Judiciário

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Divulgamos aqui o encontro de encerramento do semestre 2009/01 das atividades do Grupo de Pesquisa “Fundamentação Ética dos Direitos Humanos”, o qual integra o Núcleo de Direitos Humanos – Unisinos. O encontro será no próximo dia 25/06 às 17h na sala 4A401. A apresentação ficará por conta de Ana Paula, mestrado concluído no início de 2009 na UNISINOS. O tema será “A judicialização do processo político e a politização do poder judiciário: Uma análise da intervenção do Supremo Tribunal Federal no processo político partidário.”

Ana Paula nos enviou uma pequena síntese sobre o que tratará em sua exposição:

“O presente estudo tem por objetivo analisar o controle de constitucionalidade do Supremo Tribunal Federal no tocante ao processopolítico partidário, tendo em vista o reflexo de suas decisões na interação dos elementos constitutivos do sistema real de governo, taiscomo sistema eleitoral e partidário, com o ambiente sócio-político sobre os quais opera. Parte-se da análise dos julgamentos das Adins nº 1.354 e 1.351, ajuizadas por pequenos partidos para impedir a vigência da cláusula de barreira, prevista no artigo 13 da Lei nº 9.096/95 – Lei dos Partidos Políticos. Ambos os julgamentos tiveram votações unânimes, apesar das divergentes decisões. De tal modo, em sedecautelar, indeferiu-se a declaração de inconstitucionalidade da cláusula de barreira, e no julgamento da ação principal foi julgado o seudeferimento. A partir disso, para avaliar as implicações jurídicas e políticas dessas decisões para a democracia brasileira, são investigados dois efeitos: a judicialização da política e a politização da justiça. Assim, serão avaliados, especialmente, os fenômenos de judicialização do processo político, caracterizado pela intervenção do Supremo na arena política, e da politização da justiça a fim de avaliar os fatorespolíticos que influenciaram a decisão do Supremo nos dois julgamentos. Por conseguinte, através desse panorama, busca-se ponderar o impacto político do STF na definição das regras do regime democrático não apenas como “guardião da Constituição Federal”, o quecerta neutralidade nas suas decisões, mas também pela influência de questões de conveniência política decorrentes da composição do governo federal e do Congresso Nacional.”

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Polícia Militar na USP


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Segue o relato do Prof. Dr. Pablo Ortellado, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, da Universidade de São Paulo, sobre os acontecimentos de ontem no campus da USP:

Prezados colegas,

Eu nunca utilizei essa lista para outro propósito que não informes sobre o que acontece no CO (transmitindo as pautas antes da reunião e depois enviando relatos). Essa lista esteve desativada desde a última reunião do CO porque o servidor na qual ela estava instalada teve problemas e, com a greve, não podia ser reparado. Dada a urgência dos atuais acontecimentos, consegui resgatar os emails e criar uma lista emergencial em outro servidor. O que os senhores lerão abaixo é um relato em primeira pessoa de um docente que vivenciou os atos de violência que aconteram poucas horas atrás na cidade universitária (e que seguem, no momento em que lhes escrevo – acabo de escutar a explosão de uma bomba). Peço perdão pelo uso desta lista para esse propósito, mas tenho certeza que os senhores perceberão a gravidade do caso.

Hoje, as associações de funcionários, estudantes e professores tinham deliberado por uma manifestação em frente à reitoria. A manifestação, que eu presenciei, foi completamente pacífica. Depois, as organizações de funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para repudiar a presença da polícia do campus. Embora a Adusp não tivesse aderido a essa manifestação, eu, individualmente, a acompanhei para presenciar os fatos que, a essa altura, já se anunciavam. Os estudantes e funcionários chegaram ao portão 1 e ficaram cara a cara com os policiais militares, na altura da avenida Alvarenga. Houve as palavras de ordem usuais dos sindicatos contra a presença da polícia e xingamentos mais ou menos espontâneos por parte dos manifestantes. Estimo cerca de 1200 pessoas nesta manifestação.

Nesta altura, saí da manifestação, porque se iniciava assembléia dos docentes da USP que seria realizada no prédio da História/ Geografia. No decorrer da assembléia, chegaram relatos que a tropa de choque havia agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de grandes proporções. A assembléia foi suspensa e saímos para o estacionamento e descemos as escadas que dão para a avenida Luciano Gualberto para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de “efeito moral” porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu
correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas).

Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita, recebemos notícia que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o chefe da tropa e persuadido de recuar. Neste momento, também, os estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia mais organizada). Neste momento, recebi notícia que meu colega Thomás Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava na sede da Adusp se recuperando.

Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressões se multiplicavam. Escutei que a diretoria do Sintusp foi presa de maneira completamente arbitrária e vi vários estudantes que tinham sido espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive meu colega, professor Jorge Machado).

Escutei relato de pelo menos três professores que tentaram mediar o conflito e foram agredidos. Na sede da Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo ao hospital que pelo menos dois
estudantes e um funcionário haviam sido feridos. Dois colegas subiram lá agora há pouco (por volta das 7 e meia) e tiveram a entrada barrada – os seguranças não deixavam ninguém entrar e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido presas. A informação incompleta que recebo até agora é que dois funcionários do Sintusp foram presos – mas escutei relatos de primeira pessoa de que haveria mais presos.

A situação, agora, é de aparente tranquilidade. Há uma assembléia de professores que se reuniu novamente na História e estou indo para lá. A situação é gravíssima. Hoje me envergonho da nossa universidade ser dirigida por uma reitora que, alertada dos riscos (eu mesmo a alertei em reunião na última sexta-feira), autorizou que essa barbárie acontecesse num campus universitário.

Estou cercado de colegas que estão chocados com a omissão da reitora. Na minha opinião, se a comunidade acadêmica não se mobilizar diante desses fatos gravíssimos, que atentam contra o diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação, não sei mais. Por favor, se acharem necessário, reenviem esse relato a quem julgarem que é conveniente.

Cordialmente,

Prof. Dr. Pablo Ortellado

Escola de Artes, Ciências e Humanidades

Universidade de São Paulo

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Palavra Operária

Blog Direito e Arte – \”Usp sitiada\”

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América Latina, um continente sem teoria?

salgado

O professor Nildo Ouriques, da UFSC, contesta artigo de José Luís Fiori, publicado nesta página: “No Brasil, o debate acerca da dependência sempre foi mal compreendido. Contudo, este desconhecimento não é resultado do acaso, pois tem sido construído como um instrumento de dominação política e de legitimação do capitalismo dependente no país”.

A análise é e Nildo Ouriques, publicado na Carta Maior em 05/05/2009

Em recente artigo – Um continente sem teoria – José Luis Fiori nos oferece uma brevíssima e curiosa história das idéias na América Latina destinada a espetar o liberalismo que sempre se contentou em repetir nos trópicos as teorias “cosmopolitas” que com freqüência colonial aqui se reproduzem. Contudo, neste breve artigo, Fiori adere ao esporte nacional preferido pela intelectualidade paulista: a crítica à interpretação marxista da dependência e o elogio velado “a escola paulista de sociologia”, especialmente aquela vinculada ao nome de Fernando Henrique Cardoso.

No Brasil, o debate acerca da dependência sempre foi mal compreendido. Na verdade, é quase que desconhecido entre nós. Contudo, este desconhecimento não é resultado do acaso, pois tem sido construído como um instrumento de dominação política e de legitimação do capitalismo dependente no país. As ciências sociais paulistas – USP e UNICAMP especialmente, mas não exclusivamente – manufaturaram um consenso sobre a teoria da dependência que rendeu prestígio acadêmico e posições no aparelho de estado para alguns professores, mas é rigorosamente falso.

O principal “argumento” para a manufatura do consenso é agora repetido por Fiori, para quem a vertente marxista da dependência considerava “o desenvolvimento dos países centrais e o imperialismo um obstáculo intransponível para o desenvolvimento capitalista periférico. Por isto, falavam do “desenvolvimento do subdesenvolvimento” e defendiam a necessidade da revolução socialista imediata, inclusive como estratégia de desenvolvimento econômico”. (Cursiva nossa, NDO)

Sabemos que a fórmula “desenvolvimento do subdesenvolvimento” é uma criação do genial André Gunder Frank. O mineiro Ruy Mauro Marini, quem defendeu a necessidade de uma teoria marxista da dependência e deu importante contribuição nesta direção com seu magistral Dialética da dependência, escreveu que a formula frankiana era mesmo “impecável”. Portanto, posso concluir sem medo de errar que a crítica de Fiori – repetindo agora Fernando Henrique Cardoso, Guido Mantega e José Serra –esta dirigida basicamente contra Frank e Marini. Mas esta crítica é essencialmente injusta e não corresponde a história do debate.

André Gunder Frank (1929-2005) jamais disse a asneira de que o capitalismo era inviável na periferia do sistema mundial. Ao contrário, Frank, que pode ser considerado sem dúvida o precursor do debate marxista acerca da dependência, não somente desbancou as teses sobre a feudalidade na América Latina, como foi o principal crítico do capitalismo dependente que se desenvolvia aos olhos de todos. Neste contexto, a crítica recente é injusta porque o próprio Fiori teve o privilégio de assistir aos seminários de Frank no Chile e certamente ouviu não poucas vezes do próprio sua crítica tanto ao reformismo comunista quanto ao estagnacionismo que de certa forma seduziu muita gente antes do chamado “milagre brasileiro”. Mas nao era necessário participar das aulas de Gunder Frank para saber o óbvio sobre sua longa e ainda desconhecida obra; bastaria (re)ler Capitalism and underdevelopment in Latin América. Historical studies of Chile and Brazil para entender a posição de Frank e sua notável contribuição ao debate das idéias latino-americanas.

É correto afirmar que em épocas passadas existiam aqueles que defendiam – reciclando idéias cepalinas tingidas de marxismo do Partidão (PCB) – que os “obstáculos externos” ao desenvolvimento representavam uma estratégia imperialista. Postulavam, portanto, que a “nação” deveria se opor ao “imperialismo” o que, obviamente, implicava em uma aliança de classe no interior do país dependente entre o proletariado e a burguesia considerada “nacional”. Mas precisamente contra estes, André Gunder Frank dirigiu suas baterias, destruindo a numa só vez o “mito do feudalismo na agricultura brasileira” e os “obstáculos externos” ao desenvolvimento. Foi uma crítica devastadora e ainda insuperável ao dualismo estruturalista da CEPAL e aliados. A fórmula “desenvolvimento do subdesenvolvimento” capta com precisão esta dinâmica. Ao contrário daqueles que afirmavam os “obstáculos” e/ou o “estagnacionismo” – presentes nos escritos de Furtado em 1965, por exemplo – Gunder Frank e Ruy Mauro Marini afirmavam que o desenvolvimento capitalista efetivamente ocorreria, mas sob a forma do subdesenvolvimento.

Na breve historia narrada por Fiori, existiria uma vertente da teoria da dependência – de filiação a um só tempo marxista e cepalina (!?) – que teve vida mais longa e logrou resultados melhores, num surpreendente e discreto elogio – tanto tardio quanto surrado – à FHC. Contudo, a tipologia construída por este e Enzo Faletto no Dependência e desenvolvimento na América Latina é obviamente de inspiração weberiana e o reconhecimento do conflito de classes no interior da nação que despertou tanta simpatia nos intelectuais progressistas não é, como sabemos, exclusividade de marxistas, porque também existem liberais que valoram a luta de classes sem vacilação, ainda que não tirem as mesmas conclusões que os marxistas.

O “apagão mental” mencionado por Fiori foi produto de uma derrota política que, no Brasil, se consolidou com o golpe militar de 1964. No interior da luta pela democratização, os liberais progressistas fizeram sua parte, caluniando e falsificando a história do pensamento crítico, especialmente da versão marxista da dependência, sem recorrer aos textos de Frank e Marini, muitos ainda sem tradução ao português. O CEBRAP foi um instrumento valioso nesta operação ideológica, mas “respeitáveis figuras” do mundo acadêmico paulista – especialmente nas escolas de economia e sociologia da USP e UNICAMP – aproveitaram a correlação de forças permitida pela ditadura para extirpar a principal contribuição marxista sobre o capitalismo latino-americano da vida intelectual e universitária brasileira. Frank e Marini não foram apenas proscritos: foram também falsificados! Outro tanto ocorreu também com Theotonio dos Santos, autor do imperdível “Socialismo ou fascismo: o dilema latino-americano”, lamentavelmente ainda não traduzido ao português.

Parte daquele “apagão mental” é produto da outrora útil distinção partidária entre tucanos e petistas que sempre ocultou algo importante, cada dia mais difícil de disfarçar: no terreno teórico, tanto uns quanto outros se alinhavam na manufaturação do consenso em favor da versão palatável dos estudos acerca da dependência, representada por Cardoso e Faletto. Não é apenas uma coincidência que a tese doutoral de Guido Mantega, finalmente vertida no livro que adultera completamente as teses de Frank e Marini, foi orientada por Fernando Henrique Cardoso.

Finalmente a questão central. Vivemos num continente sem teoria? É pouco provável. O programa de pesquisa lançado por Frank e Marini não foi superado teoricamente, ainda que sofreu uma derrota política a partir de 1964 pela força do terror de estado. Mas as condições mudaram radicalmente no cenário latino-americano e aquela vertente crítica da dependência, de extração marxista, esta sendo resgatada com muita força em toda a América Latina impulsionada pelos governos do nacionalismo revolucionário existentes na Venezuela, Equador e Bolívia. Mas também no Brasil o interesse pela teoria marxista da dependência voltou e não é mais possível reforçar o coro dominante que anestesiou algumas gerações de estudantes e militantes socialistas. Enfim, se efetivamente queremos construir um projeto nacional-popular para o Brasil – que eu defendo socialista – a tarefa intelectual decisiva é a superação do “apagão mental” que tantas limitações impôs ao ambiente universitário e político brasileiro.

Neste contexto, podemos ou nao compartilhar o ceticismo em relação as insuficiências teóricas nos programas destinados a superar a dependência e o subdesenvolvimento, mas não temos o direito de esquecer e menos ainda alterar os termos do debate de décadas passadas. Daí o caráter surpreendente do artigo de Fiori, pois ele reforça velhos preconceitos e não capta a nova correlação de forças que já esta criando uma nova América Latina sob o lema do “socialismo do século XXI”. Afinal, diante do “desenvolvimento do subdesenvolvimento”, não era o socialismo a única alternativa indicada por Frank e Marini?

Professor do Departamento de Economia e presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos da UFSC. (www.iela.ufsc.br )

[1] Foto Sebastião Salgado

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