Os atingidos pelas usinas do Rio Madeira

As Notícias do dia de ontem trouxeram uma nota sobre o documentário que a WWF fez sobre as comunidades que estão sendo atingidas pela construção do complexo de usinas no rio Madeira, em plena Amazônia.

A ideia do documentário é retratar a situação dessas comunidades e chamar a atenção para os possíveis problemas sociais, além dos ambientais, causados pela construção das barragens.

Veja, abaixo, o documentário:

Postado em Meio ambiente | Sem comentários »

CNBB e Belo Monte

Brilhante, corajosa e profética a posição da presidência da CNBB sobre o faraônico projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Igualmente merece aplausos a decisão da CNBB de apoiar a indicação de D. Erwin Kräutler para o prêmio Nobel Alternativo dos Direitos Humanos.

Postado em Meio ambiente | Sem comentários »

Aliança Tapajós Vivo

Recebemos de Edilberto Sena, padre e diretor da Rádio Rural de Santarém, a seguinte mensagem:

Prezados editores do excelente noticiário IHU On-line que recebemos diariamente e que nos ajuda bastante aqui na Rádio Rural de Santarém, Pará.

Hoje lhes repasso um relato do último encontro em defesa dos povos e rio Tapajós, realizado na última sexta feira em Itaituba.

Ao ler sobre os movimentos em defesa do rio Xingu, estando nós solidários e em sintonia com o Movimento Xingu Vivo, ao mesmo tempo ficamos muito preocupados com o andamento deste processo autoritário do governo federal em construir mega hidroelétricas na Amazônia.

O rio Xingu, graças a Deus, tem tido magnífica defesa e solidariedade aos lutadores contra a famigerada hidroelétrica de Belo Monte.

Ao mesmo tempo ficamos bastante preocupados. Pode ser que com tal pressão nacional o governo venha a recuar da obstinada empreitada e aí, nossa preocupação: o processo de implantação de cinco hidroelétricas na
bacia do rio Tapajós
. Afinal, em termos de potência, as cinco do Tapajós promete a Eletronorte garante 10.500 megawatts, o equivalente a Belo Monte. Como o movimento em defesa do Tapajós está mais lento, a sociedade circundante ainda está em boa parte iludida com as mentiras da strong>Eletronorte, de geração de empregos, desenvolvimento e chegando a atual governadora do Pará, Ana Júlia Carepa dizer publicamente em
Itaituba duas semanas atrás, que o Pará precisa de mais hidroelétricas, num comportamento irresponsável.

Mas nossa luta vai se firmando e lutaremos até as últimas conseqüências na defesa de nossas culturas e o belo rio Tapajós.

Segue abaixo um relato do último encontro que criou a Aliança Tapajós vivo, com 27 representações de entidades e organizações da sociedade civil
regional. Gostaríamos que IHU fortalecesse essa nossa luta em defesa da vida.

Grato pela atenção,
Pe. Edilberto Sena

Postado em Meio ambiente | 1 comentário »

Belo Monte. Marina em cima do muro?

Eu um artigo reproduzido hoje nas Notícias do Dia, a ex-ministra Marina Silva, pré candidata à presidência pelo PV, manifesta a sua opinião sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. A sensação que fica ao término da leitura do artigo é de frustração. A senadora não deixa claro se ela é contra ou a favor da construção da usina.

O resultado é o mesmo de sua entrevista concedida ao sítio do IHU. Na oportunidade, lendo-se a entrevista, a impressão é a mesma, ou seja, Marina fica em cima do muro.

A ex-ministra faz uma série de críticas ao processo dos estudos de impacto ambiental e social, comenta os prejuízos, mas não se opõe com contundência ao projeto. Fala que podemos estar perdendo o bonde da história ao afirmar que “apesar dos discursos em contrário, ainda estamos operando no padrão antigo, que considera o meio ambiente como entrave ao desenvolvimento”, mas não se pronuncia com clareza contra o projeto.

Postado por Cesar Sanson.

Postado em Meio ambiente | 1 comentário »

Belo Monte. Por que insistir nesse tema?

Quem acompanha com freqüência o sitio do IHU percebe que o tema acerca da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte é recorrente. Ele ocupa importante espaço nas Notícias do Dia e foi alvo de várias entrevistas publicadas no espaço Entrevista do Dia.

Alguém pode se perguntar: Por que insistir tanto nesse tema? Belo Monte é relevante porque reúne elementos da área econômica, social e ambiental. É a maior obra do PAC, envolve interesses de grandes grupos econômicos (empreiteiras, bancos e fundos de pensão); relaciona-se diretamente com o urgente tema da ecologia – a obra destruirá parte da natureza intocável e de rara beleza e afetará o ecossistema na região), e atingirá povos ribeirinhos e populações indígenas, obrigando-os ao deslocamento.

Porém, mais do que tudo isso, Belo Monte é importante porque revela determinada concepção de desenvolvimento. A grande questão posta hoje é que tipo de crescimento econômico queremos? A voracidade por energia está associada aos padrões sempre crescentes de produção e consumo. O mundo necessita sempre mais de petróleo, carvão, gás, eletricidade, energia nuclear e agora biocombustíveis. A nossa civilização centrada no petróleo, e podem-se acrescentar aqui as megas hidrelétricas e usinas nucleares, não se justificam mais, são tributárias de uma sociedade que está ficando para trás.

A humanidade está passando da era do petróleo para uma era em que a produção de energia se dará em escala descentralizada e com impactos menores sobre o ambiente. A nova economia tendo como paradigma a Revolução Informacional está deixando para trás a Revolução Industrial. “Belo Monte não agrega novas tecnologias, não embica o país para o futuro. É uma obra de cimento e aço, típica do século que passou”, afirma Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace no Brasil.

Esse é o erro de uma obra como Belo Monte. O Brasil em vez de assumir a vanguarda no processo de descarbonização da economia – considerando-se sua fantástica biodiversidade –, investe em matrizes superadas, grandes hidrelétricas como as do Rio Madeira e de Belo Monte. Essas grandes obras implicam em grandes inundações de terras, em significativos deslocamentos de pessoas e em devastação ambiental gigantesca e sucessivos apagões. O futuro das novas matrizes energéticas está na descentralização, em que a energia consumida será diretamente produzida no local de produção, reduzindo a concentração em mega centrais energéticas.

Há ainda outro problema manifestada pelo gigantismo de Belo Monte. Por muito tempo, inclusive na esquerda, acreditou-se que o crescimento econômico seria a varinha de condão para a resolução de todos os problemas. Particularmente da pobreza. A equação é conhecida. O crescimento econômico produziria um círculo virtuoso: produção-emprego-consumo. Porém, o axioma de que apenas o crescimento econômico torna possível a justiça social não é verdadeiro. Será que o grande projeto brasileiro é transformar todos cidadãos em consumidores.

É preciso complexificar o debate. O debate sugerido, a partir do princípio da ‘ecologia da ação’ recomenda que devemos construir uma sociedade que seja sustentável com a natureza, às necessidades humanas presentes e futuras, com uma ética solidária, definidas desde os setores populares, tendo como fim a construção de uma sociedade baseada em valores da solidariedade, liberdade, democracia, justiça e equidade.

Postado por Cesar Sanson

Postado em Meio ambiente | Sem comentários »

Belo Monte é um erro

O governo acaba de anunciar a concessão da licença ambiental para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. O tema vem sendo acompanhado e discutido de perto pelo sítio do IHU. Várias entrevistas especiais foram realizadas ao longo dos últimos anos – elas podem ser conferidas nas várias matérias sobre o tema postado no dia de hoje -, em especial destacamos a entrevista de Dom Erwin Kräutler que acusa a obra de “projeto faraônico e gerador de morte”. Em todas as entrevistas uma unanimidade Belo Monte, configura-se na análise como um projeto economicamente, socialmente e ambientalmente devastador.

A decisão do governo é um erro. Belo Monte, pensada sob a perspectiva da lógica produtivista, imediata e pragmática encontra argumentos justificáveis e favoráveis; pensada, entretanto, a partir do princípio da “ecologia da ação” se torna questionável, ou seja, Belo Monte desejável nesse momento pode ser lamentada mais tarde.

 Postado por Cesar Sanson

Postado em Meio ambiente | Sem comentários »

Amazônia, o que será amanhã?

“O que será amanhã? A Amazônia e sua gente pobre serão amanhã muito diferentes e mais felizes se faltarem vozes corajosas hoje. Se calarmos hoje, como tanto se calou no passado, o futuro será como este presente, triste e sem outras perspectivas que as da desilusão”.

Assim se inicia o prefácio do livro “Amazônia, o que será amanhã? Uma análise crítica sob a ótica dos editoriais na Rádio Rural de Santarém, 2001-2009”, lançado no último dia 23. A Obra do Pe. Edilberto Francisco Moura Sena, que é coordenador e produtor de programas radiofônicos, é o primeiro livro fruto dos editoriais diários produzidos e apresentados na Rádio Rural de Santarém, no Pará.

edilberto livro

Sendo útil, tanto para pesquisas escolares quanto para estudiosos da região, a obra aborda a situação da floresta Amazônica, os movimentos sociais e as políticas partidárias da região e a trajetória do governo Lula. O livro surgiu através de crônicas produzidas a partir do noticiário “Jornal da Manhã”, analisado pelo autor. Na organização dos auxiliares da rádio foram classificados quinze capítulos de crônicas, entre os quais, quatro estão presentes no livro. Os demais serão lançados posteriormente, tratando de assuntos como meio ambiente e hidrelétricas na Amazônia.

Leia mais:

Postado em Meio ambiente | Sem comentários »

21 de outubro – Dia nacional de luta contra os transgênicos

O dia 21 de outubro foi instituído um dia nacional de luta contra os transgênicos. Ocorrerá uma manifestação contra os transgênicos (OGMs) na esquina democrática, em Porto Alegre.

A data corresponde ao dia, do ano de 2007, que ocorreu a morte do agricultor Valmir Mota, conhecido como Keno, militante do MST, assassinado por seguranças da Syngenta Seeds em 2007, em Santa Tereza do Oeste (PR). A empresa plantava transgênicos (OGMs) de forma ilegal, tendo sido multada pelo IBAMA, e por isso teve área ocupada pelo movimento dos agricultores sem terra naquele estado.

O momento será propício para se fazer um balanço da situação do crescimento acelerado das liberações de OGMs no Brasil, sua contaminação nas culturas não GMs, e os riscos associados à saúde e ao meio ambiente. A situação é alarmante. O ano de 2009 teve pelo menos triplicado o número de transgênicos liberados no Brasil, principalmente com milho e algodão. No caso do milho, cultura tradicional da pequena propriedade, os casos de contaminação são elevados em várias partes do mundo, atingindo mais de 50 países segundo o Greenpeace. No Uruguai, recentemente constatou-se que de 5 áreas de milho não GM, 3 estavam contaminadas com milho GMs. O que estes transgênicos representam riscos para nossos alimentos? No Brasil o governo não promove os estudos que deveriam ser feitos nem mesmo cobra a rotulação destes alimentos, obrigatória por lei.

Os OGMs nos alimentos – como soja, milho, batata – já apresentam dados relacionados a potenciais riscos à saúde humana. Pesquisas com ratos alimentados com OGMs demonstraram crescimento excessivo de células na parede do estômago e crescimento anormal do fígado. O alerta foi dado por Arpad Pusztai, pesquisador demitido do Instituto Rowett, da Grã Betanha,  por denunciar os riscos de alimentos transgênicos. Segundo o professor Dr. Rubens Nodari, da UFSC, já existem dados comprovados quanto a muitos prejuízos decorrentes dos OGMs quanto à “contaminação de variedades crioulas e tipos silvestres, acompanhado de erosão genética; danos a componentes da biodiversidade, como insetos e outros organismos benéficos à agricultura e ao meio ambiente; aumento do uso de agrotóxicos”.  O aumento destes últimos produtos no Brasil, associado ao uso de OGMs, fez com que em 2008 o País ganhasse a posição de Campeão Mundial de Consumo de Agrotóxicos, os quais contaminam o agricultor, o ambiente e nossos alimentos.

No livro Roleta Genética, Jeffrey M. Smith denuncia a proximidade que existe entre as agências reguladoras de OGMs dos EUA e a indústria, mostrando o trânsito comum entre profissionais dessas instituições e a liberação facilitada desses produtos. No Brasil, grande parte da pesquisa com OGMs é financiada por empresas de biotecnologia. Muitas dessas pesquisas são realizadas em universidades, inclusive públicas, e em convênios de empresas que produzem OGMs e órgãos de pesquisa como a Embrapa.

Em relação à contaminação derivada de agrotóxicos, cabe destacar que a Europa proibiu o uso, por exemplo, de herbicidas associados a OGMs que utilizam glifosinato de amônio, considerado altamente tóxico para a saúde humana. Por outro lado, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) pretende liberar comercialmente, no mês de novembro, o arroz transgênico da Bayer, que se utiliza deste herbicida.

Considerando-se todos estes problemas, Representantes de movimentos sociais e ambientalistas irão se encontrar na esquina democrática de Porto Alegre, neste dia 21, as 11 h da manhã, para manifestar sua posição à população, disponibilizando um abaixo-assinado contra a liberação do arroz transgênico da Bayer e por uma moratória aos transgênicos no Brasil.

Promovem: Garra, INGÁ, Comunidade Autonoma Utopia e Luta, MOGDEMA e outros representantes de movimentos sociais e ambientais. Contato: soberaniaalimentar@gmail.com (postado por Lucas Luz com base em texto recebido do professor Paulo Brack).

Postado em Meio ambiente | Sem comentários »

Comendo de um… tudo: Não ao desperdício de alimentos

Um mundo dividido entre a fome e o desperdício de alimentos. Infelizmente, esta é nossa realidade. Mas, pensando em mudanças culturais de hábitos alimentares, o projeto “Comendo de um… tudo” se propôs a conscientizar a população para um futuro sem fome.

Um vídeo feito pelo diretor Fábio de Seixas Guimarães, apresenta de forma descontraída como perdemos saúde toda vez que jogamos as cascas e os talos de frutas e legumes fora. No curta, de 15 minutos, pai e filha descobrem na cozinha de sua casa refeições mais baratas e nutritivas a partir do uso integral dos alimentos.

O projeto transformou o vídeo em mais de 2.500 DVDs, que serão distribuídos gratuitamente em Escolas e TV Públicas, ONGs e outras Organizações sem fins lucrativos. As dicas trazidas pelo vídeo são dos Programas de utilização integral dos alimentos do SESI (CozinhaBrasil e Alimente-se Bem). O Projeto foi aprovado na Lei Rouanet – PRONAC 08.5019/ Secretaria do Audiovisual/Ministério da Cultura, e é patrocinado por diversas empresas nacionais.

Veja receitas e saiba como participar. Clique aqui e entre no blog do projeto.

Confira abaixo um trecho do curta:

(por Juliana Spitaliere)

Postado em Meio ambiente, Mídia | 3 comentários »

Marina Silva e o Papa têm algo em comum?

Lendo as noticias do IHU o artigo de Marina Silva PT-AC que também foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, 10-08-2009 e alguns tópicos da última encícilica de Bento XVI me fez pensar… Marina e o Papa tem algo em comúm?

O conceito de justiça é estudado no direito, na teologia,na sociologia e podemos continuar citando na música, na arte, na educação, mas estas realidades tem que estar impreganadas de um entendimento mais amplo da justiça que em palavras da “Senadora Marina inclue a qualidade ambiental.Também pesou nessa inflexão a ampliação do conhecimento sobre a conexão entre um estilo predatório e consumista de desenvolvimento e as grandes ameaças que afetam bilhões de pessoas no mundo”.

Na última encíclica intitulada “Caridade na Verdade” (Caritas in Veritate)

Bento diferenciou dois níveis: a macrojustiça, no sentido da dimensão ética dos sistemas econômicos nacionais e internacionais, e a microjustiça, referindo-se às escolhas éticas dos indivíduos. Sua tese era de que, enquanto a Igreja é obrigada a denunciar as injustiças no seu primeiro nível, como “os erros fundamentais agora revelados no colapso dos grandes bancos norte-americanos”, sua contribuição única é promover a mudança de coração no segundo nível.

Bento insistiu que a crise econômica não pode ser entendida simplesmente em termos técnicos como um colapso do mecanismo econômico, mas deve ser vista espiritualmente como uma lição objetiva dos perigos da ganância, do autointeresse e de privilegiar os desejos do seu próprio grupo sobre o bem comum.

O bem comum que parecia haver passado de moda, reaparece com outros nomes,com diferentes ângulos mas o grito afeta a bilhões de pessoas, o que parece tão diferente pode encontrar pontos comuns, não para forçar uma combinação senão por ser pessoas que desde  posiçãoes diferentes buscam uma justiça que deve ser revisada, ampliada trazendo a realidade do meio ambiente e suas relaçãoes com todo o ecosistema. Na distância existem aproximações e nas aproximações existentes distâncias, nesta coexistências o meio ambiente nos desafia para rever o conceito de justiçã o não?

Postado em Meio ambiente, Teologia | Sem comentários »

« Entradas prévias