Preciosa – a vida, sofrimentos e resistências das Mulheres

preciosa

“PRECIOSA” é um filme que pode e deve pautar as nossas rodas de diálogo sobre a VIDA DAS MULHERES e da SOCIEDADE.

Em meio a esse tempo que o mundo inteiro volta-se às mulheres pela memória do dia 8 de março, torna-se indispensável assistir e debater o filme “PRECIOSA – uma história de esperança”, que reúne na Preciosa muitas das dimensões vividas pelas mulheres deste nosso tempo.

Uma produção cinematográfica que é marcada pela diferença: orçamentos com custos muito baixos comparados às grandes produções; diretor negro (Lee Daniels) que ainda tem uma expressão limitada nas rodas de cinema; atriz principal estreante (Gabourey Sidibe); e, especialmente, história reveladora das realidades vividas e sonhadas por grande parte da população planetária, que é importante para muitos não ser desvelada.

Obra que foi inspirada no best-seller “Push” de autoria de Sapphire escrito a partir das suas experiências como educadora nos bairros pobres de Nova York, que são encontradas nos bairros de Porto Alegre e São Leopoldo também.

No filme ficam escancaradas as realidades de sofrimento humano experimentados na vida privada (família) e pública (escola, instituições, rua,..) por inúmeras pessoas cuja “identidade” é revelada pela discriminação da negritude, da obesidade, da violência, da doença, da pobreza, …  Pessoas que não conseguem falar, escrever, amar, … mas não perdem a capacidade de sonhar e, em meio a infindáveis lutas, resistir e realizar sonhos.

Em tempo de democratização da democracia é fundamental reconhecer neste filme as expressões dos limites e das possibilidades do Estado e da Sociedade, de suas instituições e profissionais no trato com os direitos, com a cidadania e as diferenças, assim como das inúmeras possibilidades existentes para esta superação.

Para os assistentes sociais… o filme é por demais inspirador, seja para aproximação crítica da realidade, como pela possibilidade de análise da intervenção profissional, que se apresenta ao longo de todo o filme.

Fica o CONVITE ao filme e ao debate.

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O Evangelho segundo Mateus, de Pasolini, em Cuiabá

Com o objetivo de oferecer um espaço para o conhecimento e o aprofundamento da vida de Jesus, partindo do modo como este é retratado nas telas do cinema, o evento Jesus visto pelo Cinema, iniciado no último sábado, 27, oferece a exibição de grandes obras cinematográficas e debates sobre a temática. Os encontros acontecem das 17h às 20h, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, em Cuiabá – MT.

No próximo sábado, ocorre a exibição do filme “O Evangelho segundo Mateus”, do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini. A obra, de 1964, apresenta uma visão diferenciada da pregação e do martírio de Jesus Cristo. A intenção de Pasolini era mostrar Jesus como um homem de seu tempo, optando pela atuação de pessoas comuns e atores amadores. Para o debate do filme foram convidadas Maria Benedita e Arlene Klein.

Confira abaixo um trailer do filme:

Veja, também, a programação completa do evento.

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Filme consagrado no Festival de Veneza será exibido durante programação de Páscoa do IHU

O Decálogo, de Krzysztof Kieslowski, um dos mais importantes diretores de cinema da Polônia, é uma série de filmes baseados nos Dez Mandamentos bíblicos, mas que nada tem a ver com parábolas bíblicas, catecismos ou filmes religiosos. Os dez média-metragens apresentam diferentes situações em que somos postos a refletir e a averiguar o quanto é complexa e cheia de detalhes a problemática da ética.

Conhecido como um diretor que instiga a inteligência do espectador preferindo deixá-lo inquieto e atento, Krzysztof Kieslowski também dirigiu os clássicos Trilogia das Cores (A Liberdade é Azul, A Fraternidade É Vermelha, A Igualdade É Branca) e A Dupla Vida de Veronique. Os professores Marcus Mello e Cleusa Maria Andreatta dissertarão sobre o primeiro dos dez filmes, o Decálogo I (1989, 53 min), que será exibido na Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros, no IHU, no dia 16/03, das 19h30 às 22h.

Veja mais sobre o diretor e seus filmes:

Conheça o programa completo do evento Páscoa IHU 2010, que é aberto aos mais distintos públicos e possui certificação para aqueles que estiverem matriculados.

(Por Sinara Sampaio)

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Fita branca e os escândalos alemães

Na semana passada, nosso colega Antonio, aqui no blog, sugeriu o filme Fita Branca – Dass Weisse Band – - Eine deutsche Kindergeschichte – do alemão, radicado na Áustria, Michael Haneke como um bom programa de final de semana.

Vendo e admirando o filme, sob o impacto da eclosão do escândalo da revelação dos abusos sexuais na Alemanha, creio que ele pode contribuir para compreender algumas das causas mais profundas deste triste fenômeno de sociedades extremamente repressoras.

Vale a pena conferir!

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As fontes sociais da intolerância

Como tem se tornado costume de toda sexta-feira do Blog do IHU segue uma dica de cinema para os interessados na Sétima Arte.

A pedida de hoje é A fita Branca (Dass Weisse Band) do austríaco Michel Haneke, o mesmo diretor de Caché e Funny Games . A história transcorre no préludio da Primeira Guerra Mundial em uma pequena cidade do interior da Alemanha, onde passam a acontecer acidentes envolvendo moradores do local. Temas como a origem da intolerância e a dificuldade em lidar com o outro pontuam a obra. O filme venceu a Palme D’or do Festival de Cannes em 2010.

Abaixo o Trailer:

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Guerra ao terror mais que um simples filme de guerra.

Estréia este final de semana nos cinemas – mesmo depois de já ter sido lançando em DVD – Guerra ao Terror (The hurt Locker) da diretora Kathryn Bigelow. Não se trata apenas de um filme de guera, como em um primeiro momento pode se imaginar, pelo contrário esta serve apenas como pano de fundo para o drama humano, quando homens se dispõem a matar e morrer.  A construção da indiferença como mecanismos de sobrevivência e os impactos disto no cotidiano, mostrando que mesmo longe da guerra, suas marcas nunca abandonam os indivíduos, na qual  temos a impressão que há uma quebra no laço humano que nos une, retirando o próprio sentido da existência.

Confira o trailer no link: http://www.youtube.com/watch?v=OJS4maWtw5s

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Garapa

O recente fracasso da reunião internacional convocada pela FAO para debater a fome do mundo mais uma vez terminou em palavras, como podemos ler nas Notícias do Dia, 18-11-2009.

No entanto, a fome não terminou. Nem no Brasil.

No Cine Bancários, de Porto Alegre, está em cartaz o filme Garapa, de José Padilha.

Reproduzimos abaixo o artigo “Estética da fome” de Luiz Carlos Merten, crítico de cinema, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 03-04-2009.

Eis o artigo.

Em Berlim, logo após a exibição de Garapa no Forum, houve um debate. A imensa maioria das 300 pessoas que compunham a plateia ficou para discutir o filme com o diretor José Padilha, vencedor do Urso de Ouro, no ano passado, por Tropa de Elite. Um jovem alemão perguntou a Padilha qual o seu objetivo com o filme que trata da fome, mostrando pessoas que enganam o estômago tomando um caldo de água com açúcar. Padilha queria dinheiro para criar algum fundo de combate ao problema? Visivelmente emocionado, o garoto acrescentou que, se fosse isso, lhe daria, naquele momento, todo o dinheiro que tinha. Padilha foi incisivo. A fome se combate por meio de vontade política, de planejamento de Estado – e é preciso colocar no plural, de Estados, pois se trata de um problema universal. Em todo o mundo, são 810 milhões de pessoas famintas.

Por que o filme? “Para que você veja” – para que todo o mundo veja o que não quer ver, a fome crônica, que debilita o indivíduo, consome suas forças, embota seu cérebro e transforma as pessoas em farrapos humanos.

Desde Berlim, e antes disso, claro, Padilha tem refletido muito. Para ele, Garapa é seu filme mais universal. Ônibus 174 e Tropa de Elite propõem diferentes enfoques de uma realidade que pode ser próxima à de outros países, mas são profundamente encravados na paisagem brasileira e, mais do que isso, carioca. Sandro, o menino de rua, e o Capitão Nascimento, o policial militar, mergulham intensamente na violência e o filme tenta entender, ou expor, o que os leva a essas viagens. Já o problema de Garapa ultrapassa, e muito, as fronteiras do País. Padilha filma três famílias. Em todo o Brasil, são cerca de três milhões, pois as estatísticas contam 11 milhões de famintos. Eles compõem uma fatia mínima, pouco mais de 1%, dos 810 milhões nas mesmas condições, espalhados pelo planeta.

São filmes em tudo diferentes, mas próximos na cabeça do diretor. Padilha cita o inglês Desmond Morris, que analisou os comportamentos humanos e animais com base na zoologia. Por mais importantes, e necessárias, que sejam as estatísticas, Padilha, com base em Morris, diz que elas não sensibilizam as pessoas. “O que você vê sente. Se a pessoa é próxima de você, o efeito é outro, seu comprometimento é maior.” Por isso, Padilha filma com tanta intensidade – para aproximar o público de Sandro, do Capitão Nascimento, de suas famílias de famélicos.

Embora Garapa esteja chegando ao público somente agora, foi feito com Tropa de Elite. Padilha tem um temperamento que o leva a fazer várias coisas ao mesmo tempo. Na verdade – é tudo verdade – Padilha interrompeu a montagem de Garapa para concluir Tropa e, depois, o fenômeno em que o outro filme se transformou o impediu de voltar imediatamente ao filme, que pertence à linha de documentários sociais que o diretor e seu sócio, Marcos Prado, vêm realizando. Estamira, que Prado dirigiu, nasceu como ensaio fotográfico sobre o lixo, na tradição do fotojornalisamo de Roberto Capa e Sebastião Salgado. Estamira, Ônibus 174 e, agora, Garapa expressam o engajamento social da dupla.

A foto em preto e branco não é para homenagear o Cinema Novo, mas porque a cor pode dar uma falsa sensação de alegria. Padilha é capaz de falar horas sobre como, em arte, ser fidedigno nem sempre é eficaz. Cita Edward Munch e sua representação ‘distorcida’ da angústia no quadro O Grito. Em Garapa, quis ser seco, despojado, nenhuma firula. Em busca de subsídios, o diretor bateu na porta de Chico Menezes, do Ibase, um instituto de pesquisas. “Chico me sugeriu que pegasse três famílias, uma da cidade grande, outra bem do interiorzão e a terceira de beira da estrada, numa cidade menor. Seriam três amostragens representativas.” No primeiro centro de nutrição que visitou, no Ceará, Padilha encontrou uma de suas personagens. Como documentarista, tentou não interferir, mas, como diz, o dogma não é absoluto e pode ser revogado diante do problema humano. Ele não entrevistou – exceto algumas perguntas, em casos especiais -, mas comprou remédio e levou ao dentista o menino que, só consumindo açúcar, tem dor de dentes. Não comprou comida nem impediu que aqueles pobres homens usassem seus últimos trocados para comprar cachaça, em vez de alimentos.

Quem espera do diretor uma crítica ao governo Lula vai se decepcionar. O programa Fome Zero deu resultado, embora não resolva o problema. É por isso que Padilha pede ao repórter que não publique o que você vai ler agora. A quebra de compromisso é para revelar o homem, não o artista. Padilha e seu sócio, Marcos Prado, doaram o filme às famílias enfocadas, mas ele não acredita na caridade, e menos ainda na caridade anunciada, como solução. Só que a história ilustra, melhor do que qualquer outra coisa, o tipo de compromisso que estabelece com seus personagens (e espera que o público estabeleça também). Padilha tem consciência de que pode estar resolvendo o problema de três famílias. Existem três milhões delas no Brasil. Seus problemas, só a vontade política poderá resolver.

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Ôrí. Este Filme É (ou foi) quase uma profecia

Entrou em cartaz, ontem, em Porto Alegre, o documentário Ôrí, de Raquel Gerber.

Vladimir Carvalho, em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 22-05-2009, o belo e interessante filme:

Ôrí, um filme realizado há mais de 20 anos e agora restaurado, é verdadeiramente precioso, no sentido de sua surpreendente atualidade, desde quando pretendeu realizar uma espécie de súmula histórica, social e cultural da “consciência negra”, com ênfase nas suas relações com o Brasil.

Perfazendo 11 anos de filmagens entre Brasil e África, o empenho de Raquel Gerber e sua afinada equipe se configura ainda hoje – quando alguns marcos insofismáveis da presença negra no nosso País já são irreversíveis – como um esplêndido painel onde a lenda, o mito, a diáspora, os rituais, a luta, a dor e a alegria de viver de um povo se projetam poderosamente num amálgama de rara beleza plástica e narrativa. Às vezes suave, pela voz quase murmurada de Beatriz Nascimento, a narradora, inserindo sua pungente história familiar e pessoal no fluxo coletivo da epopéia maior, às vezes contundente e caudaloso em lances que ecoam no âmbito mundial, transcontinental e conflagrado, o documentário cativa e envolve pela dosagem certa com que conjuga , via edição, a sua matéria ”jornalística”, cobrindo atos e acontecimentos cruciais, com a carga intensamente poética que advém da paisagem, da música, das danças, dos rostos e das máscaras, dos discursos inflamados, das celebrações, enfim.

Num tempo de cotas para negros, de certificações de quilombos, de conquistas não mais territoriais mas culturais e de caminhos que a cada dia se abrem à frente da comunidade negra no Brasil, Ôrí é (ou foi) quase uma profecia. E no quadro de ascensão e afirmação do documentário brasileiro hoje, deve ser incluído natural e legitimamente como se pertencesse à nossa última safra de filmes.

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Garapa

Da coluna de Mônica Bergamo, publicada no jornal Folha de S. Paulo, 26-05-2009:

“O diretor José Padilha, que gastou pouco mais de R$ 800 mil no filme “Garapa“, decidiu reverter a arrecadação da bilheteria para as três famílias que permitiram que ele registrasse seu cotidiano, de grave carência alimentar. As ambições dos produtores em relação à bilheteria são modestas: o longa estreia na próxima sexta com apenas cinco cópias, uma para cada cidade em que será exibido (São Paulo, Rio, Brasília, Salvador e Fortaleza).”

Enfim, novamente Porto Alegre está fora do circuito. Quanto tempo teremos que esperar pelo filme aqui no Rio Grande do Sul?

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As imagens de Jesus na história do cinema

Nos dias 18 e 19, o Instituto Humanitas Unisinos e a Sala PF Gastal, em Porto Alegre, contou com a presença do historiador e doutor em multimeios Luiz Antônio Vadico, que analisou a “cristologia fílmica” presente no cinema.

Os encontros fazem parte da programação Páscoa IHU 2009, promovida pelo IHU e pelo Escritório da Fundação Ética Mundial no Brasil.

Vadico, que também é professor da Universidade Anhembi Morumbi de São Paulo e supervisor do Centro de Estudos do Audiovisual (UAM), apresentou as palestras “Imaginando o Divino. Representações de Jesus no Cinema” e “A paixão de Cristo no Primeiro Cinema. Influências artísticas, estética e narrativa”.

Veja aqui uma breve entrevista e alguns trechos de suas palestras.

Em seu blog, Vadico disponibiliza uma grande quantidade de material sobre a presença do sagrado no cinema. Vale a pena conferir.

A Páscoa IHU 2009 conta com uma ampla programação que segue até o dia 26 de abril. Confira aqui mais detalhes. (por Moisés Sbardelotto)

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