Aviso de recesso

Comunicamos a tod@s que o sítio do IHU estará de recesso de 24-12-2008 a 05-01-2009. Retomaremos a atualização diária desta página no dia 06-01-2009. Boas Festas!

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Uma mensagem de Natal

Mais um ano se encerra e é inevitável não nos dirigirmos a vocês, nossos leitores e leitoras, que nos acompanham neste universo de tentar compreender a sociedade em que vivemos. Nós, que fazemos parte do grupo de colaboradores do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, gostaríamos de expressar o sentimento que emana de nossos corações nesse período de reflexão que o Natal proporciona. Também queremos dividir com vocês a opinião de algumas pessoas que ouvimos aleatoriamente aqui, no câmpus da Unisinos, sobre a data natalina. É a nossa maneira de desejar Feliz Natal, pois acreditamos que uma possível saída para um cenário de crise, de vazio e de individualismo seja realmente o sentimento verdadeiro, o que é comum a todos os seres humanos, em qualquer lugar do planeta. Quem sabe você, que está lendo essa mensagem, não se identifica com a definição de algum de nós?

Para o estudante de Direito Eduardo Couto da Costa Espíndola, 21 anos, “o Natal é uma época festiva, de ser comemorada com quem realmente se gosta. Muitas pessoas se esquecem da união e eu não concordo com isso”. Para Renata Graziela Michel, 27 anos, atendente de lanchonete, Natal “é a confraternização da família. Ficamos distantes o ano inteiro e o Natal é uma oportunidade de ficarmos todos juntos. O Natal representa o nascimento de Cristo e, por esse motivo, a gente comemora, mantendo a tradição”. Já para o motorista Giovani Ritter, 39 anos, “o Natal é um momento de reflexão, de analisar os momentos bons e ruins. É um momento principalmente religioso”. E a professora Ana Cristina Rodrigues, 39 anos, acredita que “o Natal é um momento de festa, de confraternização e de reflexão. Há, também, o aspecto religioso, que hoje se perdeu muito”, enquanto a agente de vendas Jéssica Soares Oliveira, 19 anos, argumenta que, para ela, o Natal “representa gastos, família reunida, chatice e Papai Noel”. Por usa vez, a Tainá Munchen Aguiar, 25 anos, que é assistente de posto de atendimento na Unisinos define objetivamente: “Natal é prosperidade, paz, nascimento.”

Aqui no IHU também buscamos definições. Para a Bruna Quadros, da equipe de jornalismo, “muito mais que um momento de confraternização em família, o Natal é uma data que me remete às atitudes que tive durante um ano inteiro. É tempo de refletir se o que fiz foi, realmente, ao encontro do espírito da comemoração; se tive amor ao próximo. É uma data capaz de transformar os pensamentos para que, a cada dia, aumente o desejo de bondade, paz, amor e união, ou seja, a certeza de um mundo melhor”.

Para Graziela Wolfart, editora executiva da revista IHU On-Line, o Natal é a época mais feliz do ano. “É como se no ar pairasse um sentimento realmente bom e acolhedor. Os melhores sentimentos afloram das pessoas e todos se mostram capazes de amar, de ajudar o próximo, de ser solidário e compreensivo. Durante o ano, às vezes perdemos a fé no ser humano. E no Natal ela se recupera. É a vida de Cristo, renovando os corações da gente”.

Greyce Vargas, da equipe de jornalismo, acredita que o Natal é uma época de festas e, portanto, de festejar com aqueles que estão junto de nós. “Jesus nasceu para traz esperança, por isso, o Natal é uma data onde podemos olhar para trás, olhar as coisas que fizemos, renovar as esperanças e continuar a lutar pelos nossos sonhos. Mas também é uma oportunidade de olharmos nos olhos de quem amamos e dizer tudo o que sentimos, pedir perdão pelos erros, agradecer pelas conquistas e apoios, mas principalmente, celebrar por nossas vidas”.

E a Márcia Junges, também jornalista do IHU, define o Natal como “tempo de esperança”. “Nessa época revivemos a mensagem de Cristo em toda sua intensidade, refletindo sobre como temos conduzido nossas vidas. É então que olhamos para frente, confiantes na bondade de Deus, reunimos forças e renovamos energias para fazer o bem, amar o próximo e sermos mais doces. O exemplo de Cristo nos instiga a sermos melhores e a agirmos por bondade, apenas, sem visar recompensa. Por todos esses motivos, o Natal é uma espécie de bálsamo para nós, homens e mulheres contemporâneos, que vivem suas vidas na voragem de uma sociedade que, muitas vezes, esquece da candura e singeleza daquele que nasceu numa manjedoura e deu sua vida por nós”.

O Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores (CEPAT), na qualidade de parceiro do Instituto Humanitas Unisinos (IHU), deseja a todos os participantes das iniciativas do Instituto e aos leitores e leitoras do sítio, um abençoado Natal. A equipe do Cepat, composta por Cesar Sanson, André Langer e Darli Sampaio escrevem: “que o tempo de Natal renove em todos nós o compromisso com a vida em abundância para todos e a possibilidade de uma civilização fundada no amor, na fraternidade e na igualdade”.

Enquanto isso, a colega Célia Severo, do Programa Tecnosociais, declara que Natal, para ela, é puro sentimento. “É a partilha de momentos amorosos com a família, o carinho dos/as amigos/as, a confraternização com os/as colegas… Mas é, também, um momento de reflexão e sensibilidade, para perceber a grande desigualdade que existe no mundo, o quanto estamos destruindo o planeta, a grande falta de amor e cuidado entre os seres humanos e o firme propósito de fazer algo para mudar essa realidade. Natal para mim é, sobretudo, acreditar!
Para o ano novo, desejo um mundo com desenvolvimento sustentável, mais humanizado, com muita paz e justiça social… repleto de  sonhos, esperanças e realizações para todos/as.
E para mim? Muita saúde, muito amor e como projeto: criatividade e oportunidades para prosseguir na minha formação acadêmica e profissional… Enfim… quero ser feliz em 2009!”

Sinta-se realmente abraçad@ e receba nossos mais sinceros desejos de um natal abençoado, repleto de luz. E que em 2009 possamos estar novamente próximos, conectados aqui no www.unisinos.br/ihu 

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Paulo de Tarso: sua relevância atual

“O crescente interesse de tantos pensadores, na atualidade, por Paulo de Tarso é, de fato, um fenômeno fascinante”, constata Hermann Häring, teólogo alemão. Ele se refere a Giorgio Agamben, Alain Badiou, Slavoj Zizek, Jean-François Lyotard, Jacob Taubes, autor do clássico A teologia política de Paulo, que se debruçaram sobre a obra paulina, pois, “todos eles descobrem em Paulo uma força política atual relevante”. Desta maneira, “eles transformam Paulo – querendo ou não – numa figura central de nossa época”, completa o pesquisador dos escritos paulinos, Alain Cignac.

Analisar a contribuição de Paulo de Tarso (10 a 67 d. C.) para a formação do pensamento contemporâneo é a proposta desta última edição, neste ano, da IHU On-Line. Assim, entrevistamos pesquisadores que analisam, sob diferentes prismas, o legado paulino.

Além dos dois pesquisadores acima citados, Hermann Häring, alemão e Alain Cignac, canadense, também contribuem no debate os filósofos franceses Rémi Brague e Jean-Claude Eslin, Maria Clara Bingemer, decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio, Eduardo Pereira, pastor presbiteriano, a jornalista Diane Kuperman e o renomado biblista Jerome Murphy O’Connor, professor na École Biblique, em Jerusalém.

Recentemente, a revista IHU On-Line discutiu o legado de Lutero. Para a reforma de Lutero, Paulo é fundamental. Nesta edição, Scott Hendrix, professor de teologia do Princeton Theological Seminary, continua o debate sobre o tema. Por sua vez, o exegeta alemão Rudolf Pesch, apresenta as suas últimas pesquisas sobre as narrativas evangélicas do nascimento de Jesus.

Preparando-nos para o grande debate do livro “Origem das Espécies”, por ocasião do 150º aniversário da publicação da primeira edição e dos 200 anos do nascimento do seu autor, Charles Darwin, entrevistamos Lilian Al-Chueyr Pereira Martins, professora da PUC-SP e pesquisadora da Unicamp e Roberto de Andrade Martins, professor do Instituto de Física da Unicamp.

Também nesta edição pode ser lida uma entrevista com Roberto Figurelli, crítico literário e de arte, refletindo sobre a ligação entre estética e crítica literária, trazendo, ao mesmo tempo, uma discussão sobre o fenomenólogo Mikel Dufrenne e o filósofo Martin Heidegger, e três poemas inéditos do poeta paulista Dirceu Villa.

A revista IHU On-Line voltará a circular, na sua versão eletrônica e impressa, no dia 09-03-2009.

A página eletrônica do IHU, por sua vez, não será atualizada nos dias 25 de dezembro a 05 de janeiro de 2009.

No restante dos meses de férias, a página continuará sendo atualizada diariamente.

A todas e todos um Feliz Natal e um bom ano de 2009!

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Escola Gênero, Trabalho e Sustentabilidade

Capacitar jovens e mulheres para o mercado de trabalho, proporcionando formação cidadã na perspectiva de ações e iniciativas na área da produção autogestionária e associativa é o objetivo de um dos programas do Centro Jesuíta de Cidadania e Ação Social de Curitiba em parceria com o Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT.

O Centro Jesuíta, que funciona na Casa do Trabalhador, abriga a Escola Gênero,  Trabalho e Sustentabilidade que oferece quatro cursos: cozinha industrial, panificação, curso de técnicas para o mosaico e curso de garçom. Todos os cursos ministrados prevêem além da formação técnica, conteúdos de formação cidadã e humanista.

Nesse final de ano, foram certificados, através do IHU/Unisinos, os primeiros alunos dos cursos de cozinha industrial e curso de técnicas para o mosaico. Cada curso contou com duas turmas. Abaixo você pode conhecer um pouco mais dessa iniciativa:

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Leitores do IHU e o Brasileirão 2008.

Em novembro, perguntamos na enquete do sítio do IHU quem seria o campeão brasileiro de 2008 e

» 46,67% dos internautas acertaram suas apostas ao votarem no São Paulo.

» 29,52% apesar do desequilíbrio do Grêmio, apostaram no tricolor gaúcho.

» 2,86% acreditavam que o Cruzeiro seria o campeão do Brasileirão

» 13,33% apostaram no Palmeiras

» e 7,62% votaram no Flamengo.

Depois que foi instituído os pontos corridos, esse foi o campeonato mais emocionante. O primeiro, álias, em que o campeão só foi consagrado na última rodada. Ainda que estivesse em vantagem, o São Paulo ainda tinha chances de não conseguir o primeiro lugar, caso perdesse e o Grêmio vencesse. Mas nada parou Borges, que marcou o único gol do time paulista. Mesmo vencendo por dois a zero, o Grêmio ficou com o segundo lugar.

Por fim, o Grêmio ficou, pelo menos, com o campeão dos goleiros, pois Victor foi eleito o melhor nesta posição de todo o campeonato. Álias, o time do Brasileirão foi: Victor, Leo Moura, Thiago Silva, Miranda e Juan; Hernanes, Ramires, Diego Souza e Alex; Kléber Pereira e Alex Mineiro.

Começam, agora, as apostas para a Copa do Brasil, campeonatos estaduais e, principalmente, para a Copa Libertadores da América, que começa no dia 28 de janeiro de 2009. Antes disso, no próximo domingo, o atual campeão dessa competição, o LDU (Equador) disputa no Japão, às 8h30 (horário de Brasília), o Mundial Interclubes contra o Manchester, da Inglaterra.

Para quem quer ver a festa do São Paulo, assista o vídeo abaixo:


 

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Fechando o ano de 2008!!!

Estava pensando no que escrever, de forma a tentar finalizar um pouco este ano onde muitas coisas aconteceram no planeta, no país, na minha vida e assim por diante. Não sei se já é o esgotamento que advém do cansaço, ou ainda a falta de poder de síntese para falar de um ano, mas as idéias pareciam não querer vir para minha cabeça e muito menos irem para um texto meu.

No meio deste processo recebi um email de uma das minhas alunas da administração com um texto, que logo imaginei que deveria publicar como forma de mostrar que, mais um ano se foi sem (re)pensarmos a lógica desenvolvimentista (de inclusão pelo consumo, pelo econômico, que coloca o econômico e o mercado como motor da humanidade), que de tanto gerar desenvolvimento, deverá nos levar a lugar algum, penso eu.

Ou, como cantou Raul Seixas em uma das suas músicas, “se você correu, correu, correu tanto, e não chegou a lugar nenhum…. baby, oh baby, bem vindo ao século XXI”.

Mas em seguida recuei da idéia, pois o texto que recebi parecia um tanto simplório ou simplista demais… Fiquei pensando que eu seria taxado de alguém sem visão, de alguém que enxerga só um lado da coisa, de alguém que ainda não percebeu que a falência de um banco é a falência de muita gente, gera um efeito dominó, mais ainda, que a falência do mercado seria a falência da humanidade. Então recuei da idéia.

Mas depois de voltar a refletir sobre o assunto, sobre o ano, percebi que a simplicidade do texto, revela uma visão muito mais complexa do que parece. Revela a construção histórica de um modelo que perpassa as diferentes dimensões da sociedade, indo desde a dimensão cultural, passando pela política, ambiental, etc.

É por isso que então publico abaixo o texto recebido, talvez como um “grito” (se é que adiante, pois tantos gritos são proferidos todos os dias por homens, mulheres, por diferentes seres vivos e até mesmo pelo planeta), mas que não gostaria que fosse visto com pessimismo. Até porque ele não é pessimista, uma vez que se acredito que algo deve e precisa mudar, é porque acredito em algo! Ou não?

FELIZ NATAL E FELIZ 2009 PARA TODOS E TODAS! TODOS E TODAS MESMO!!!!

Segue o texto:
“Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.
Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar. Se quiser, repasse esta mensagem, se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo…!!!”
(Postado por Lucas Luz)

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O voto no Brasil: direito ou obrigação?

Ainda nos tempos de Ditadura Militar, o povo brasileiro reivindicava seus direitos. O principal deles, talvez, viver em uma sociedade democrática onde os próprios cidadãos pudessem eleger os seus governantes. O que, hoje, é um direito conquistado, finalmente é o povo quem escolhe seus candidatos a prefeito, presidente, governador, etc., está em discussão. Muitos não acham justo que o voto, que é, sim, um direito, seja obrigatório.

Para discutir essa questão, o IHU lançou, na sua página eletrônica, a seguinte enquete: O Brasil deveria adotar o voto facultativo?

» 64,05% dos participantes responderam que sim.

» 35,95% dos internautas fomos contrários à opinião.

O internauta Fernando foi enfático: “Não deveria existir eleição. Em minha opinião, todos os cargos eletivos deveriam se preenchidos por sorteio. Pensem bem, não é mais democrático?”.

Ao responder à pergunta, Santa Catarina Rosa da Costa afirmou que deve prevalecer a livre escolha, uma vez que vivemos em um país onde se fala muito em democracia. J. Roberto, ao escrever para a enquete, o voto facultativo, praticamente, já existe. “É só votar em branco, anular o voto, ou votar na legenda, no ideal do partido. O que deve ser abolida é a obrigação de ir votar, o que cria a venda do voto, como acontece em varias cidades.”

Pedro Luiz S. Osório defende que o voto facultativo é uma das manifestações do liberalismo levado às últimas conseqüências. “É uma medida que trafica a idéia de que o direito individual está acima das responsabilidades sociais e coletivas”, frisa. Para ele, definir o voto facultativo como “democrático” é um sofisma.

A nota é de Greyce Vargas.

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A entrada solene na Fazenda do Céu

Do Irmão Antonio Cechin recebemos e publicamos:

“Amanhã de manhã, dia 18 de dezembro, estarei em São Gabriel, na entrada solene dos Sem Terra na fazenda Southal que é emblemática na luta dos 30 anos e que se iniciou com uma forte mística Missioneira calcada na figura também emblemática de Sepé.

Lá, na agora legítima “Fazenda do Céu”, proclamarei para a BRAVA GENTE, a carta que São Sepé RESSUSCITADO, lhes envia da pátria celeste”.

Leia, nas Notícias do Dia, amanhã, 18-12-2008, a carta de São Sepé Ressuscitado.

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O Estado e a economia

Em tempos de desestabilização nas balanças financeiras, é preciso estar atento aos mercados e aos riscos que uma crise pode provocar na economia de um país. Por isso, após repercutir amplamente a questão nas Notícias do Dia publicadas na página eletrônica do IHU foi lançada, no seu endereço eletrônico, uma enquete sobre o retorno atual do Estado na economia.

A maioria dos participantes, 76,12 %, respondeu que este deverá se prolongar para além da crise, para corrigir o liberalismo dos mercados.

Outros 10,45% dos internautas que visitaram a página para deixar sua opinião responderam que o retorno deve ser provisório, o tempo necessário para sair da situação excepcional criada pela crise.

8,96% dos participantes votaram na opção “nem um nem outro”, enquanto 4,48% afirmaram não ter opinião formada sobre o tema.

A nota é de Greyce Vargas.

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A atualidade de Paulo de Tarso: tema da edição 286 da IHU On-Line

Analisar a contribuição de Paulo de Tarso (10 a 67 d. C.) para a formação do pensamento contemporâneo. Esse é um dos objetivos da edição 286 da IHU On-Line, a última a circular em 2008. Com essa perspectiva em mente, a equipe da revista se lançou em busca de pesquisadores que analisam sob diferentes prismas o legado paulino. Até o momento oito entrevistas estão prontas para publicação. Confira a seguir um pequeno resumo sobre sete delas. A oitava, com Jerome Murphy O’Connor, está em processo de tradução.

Antecipando os slogans da modernidade
Para o filósofo francês Rémi Brague, Paulo de Tarso “lançou” slogans como emancipação e autonomia, que continuam válidos em nosso tempo, e não há corrupção da mensagem de Jesus no paulinismo. Com um diagnóstico cortante e atual, Brague dispara: a Europa está doente e crise tem origem no ódio à vida.

Um plantador de igrejas
A urbanidade paulina foi crucial para o início do Cristianismo, analisa Eduardo Pedreira, embora haja outros elementos presentes. Plantador de igrejas, Paulo organizou suas estruturas de funcionamento formalmente.

Paulo, o universalismo e a ética mundial
O universalismo que pode fundamentar uma Ética Mundial é um dos principais legados de Paulo de Tarso, destaca o teólogo alemão Hermann Häring. Esse caráter abre espaço para o diálogo inter-religioso e intercultural, livrando o universalismo cristão de sua fantasia de superioridade.

Fraternidade judaico-cristã: a busca pelo diálogo
O diálogo inter-religioso não era um costume da época de Paulo de Tarso, situação que, felizmente, é diferente em nossos dias. A base teológica comum pode reaproximar judeus e cristãos, apesar das diferenças, aponta a jornalista Diane Kuperman.

A redescoberta de Paulo pela pós-modernidade
Inspiração para filósofos ocidentais, sejam ateus ou crentes, Paulo de Tarso continua nos « forçando à reflexão », pontua o teólogo canadense Alain Gignac. Para ele, Nietzsche dissocia Jesus e Paulo, opondo-os, atacando Paulo e « se servindo de um Jesus que lhe convém »

O universalismo paulino
O caráter universalista de Paulo de Tarso impressiona filósofos e é decisivo na formação do pensamento contemporâneo, mas não se pode absolutizá-lo como fundador do cristianismo, pois comunidades cristãs já existiam antes dele. A análise é do filósofo francês Jean-Claude Eslin.

Paulo e a Carta aos Romanos: a Igreja e a sinagoga
“A carta é plurívoca, pois não comporta uma só apresentação de Deus, do Cristo, do humano e de suas interações, mas diversos discursos”, assegura a jornalista Maria Clara Bingemer ao analisar a Carta aos romanos, escrita por Paulo de Tarso. Outro aspecto que ela examina é o surgimento do cristianismo.

OBSERVAÇÃO

Os filósofos Jean-Claude Monod e Jean-Claude Guillebaud receberam as perguntas mas por motivos de força maior não puderam participar neste momento. Existem possibilidades futuras de retomarmos essas entrevistas e continuarmos o debate suscitado na edição 175, de 10-04-2006, intitulada Paulo de Tarso e a contemporaneidade.

Postado por Márcia Junges

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