Dinheiro de brasileiros no exterior

A crise econômica internacional faz crescer a pressão sobre o governo Lula para anistiar o repatriamento do dinheiro de brasileiros no exterior (entre US$ 100 bilhões e US$ 250 bilhões), sem o registro oficial na Receita Federal. A partir dessa questão, o sítio do IHU promoveu uma enquete em busca da opinião dos nossos leitores sobre o tema. Entre os que participaram:

» 11,49% disseram ser totalmente a favor da anistia;

» 14,94% concordam parcialmente com o repatriamento do dinheiro de brasileiros no exterior;

» 55,17% são radicalmente contra o motivo dessa pressão sobre o governo federal;

» 5,75% disseram ser parcialmente contrários à anistia;

» e 12,64% dos leitores que participaram da enquete não têm opinião formada sobre o tema.

O leitor Rivail França diz que sempre condenou os brasileiros que levam dinheiro para fora e não trazem ganhos para o país. “Eles são responsáveis por crises financeiras aqui, que seriam minoradas com o repatriamento de dólares. Agora não é momento de anistia”, comentou.

Para ler mais:
» A financeirização do mundo e sua crise. Uma leitura a partir de Marx
» A crise financeira internacional. O retorno de Keynes
» ‘Para evitar novos danos no futuro, os mercados financeiros precisam ser regulamentados’. Entrevista especial com Thaiza Regina Bahry
» Ainda que seja inevitável que a economia brasileira sofra com essa crise, ela tem boas condições para enfrentá-la. Entrevista especial com Simone de Deos
» Soluções para a crise financeira? Uma questão política e jurídica que esbarra nos limites do capitalismo. Entrevista especial com André Lourenço
» ‘Ninguém sabe, na realidade, até onde a crise pode chegar’. Entrevista especial com André Biancareli

A nota é de Greyce Vargas.

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Fundação Ética Mundial

Com uma video-conferência de Hans Küng, será inaugurado, hoje, o escritorio brasileiro da Fundação Ética Mundial – Weltethos Stiftung. Hans Küng é o presidente da mesma.

O escritório funcionará no Instituto Humanitas Unisinos – IHU pois atuará em fina sintonia e sinergia com o mesmo.

Na revista IHU On-Line desta semana pode ser conferida a entrevista de Karl-Josef Kuschel, teólogo alemão, vice-presidente da Fundação.

Também nesta página, pode ser conferida a revista IHU On-Line, no. 240, 22-10-2007, cujo tema de capa é Projeto de Ética Mundial. Um debate.

Para mais informações consulte, nesta página, clicando, no menu da primeira página, no ícone “Fundação Ética Mundial”.

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Está no ar a análise semanal de conjuntura

Está no ar a análise semanal de conjuntura.

A análise da conjuntura da semana é uma (re)leitura das ‘Notícias do Dia’ publicadas, diariamente, no sítio do IHU. A presente análise toma como referência as “Notícias” publicadas de 22 a 28 de outubro de 2008. A análise é elaborada, em fina sintonia com o IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT – com sede em Curitiba, PR, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Eis o sumário da análise desta semana:

O Brasil na crise

Intervenção do Estado na crise e limites do keynesianismo
Crise financeira internacional afeta os empregos no Brasil e na América Latina
Brasil acertou ao não privatizar previdência social

Equação 2010

A crise mundial + conjuntura pós-segundo turno = inflexões no cenário político
PMDB: a “noiva” mais cobiçada por governo e oposição
O significado da derrota do PT em São Paulo
Serra, o nome mais vitorioso pós-segundo turno
Articulações de Lula
A esquerda derrotada

Conjuntura da Semana em frases

Boa leitura!

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Jornalista por formação

“Advogados, Engenheiros, Arquitetos, Médicos, Dentistas, Economistas, Administradores, Psicólogos, Psiquiatras, etc. podem exercer o trabalho sem diploma? Então… Determinadas profissões não tem como não ter diploma.” Essa é a opinião que o leitor Henrique Benevenuto de Souza deixou ao participar da enquete sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo.

Adriana Depizzol Andrade acredita que “se o curso existe no Brasil e no mundo, é claro que se faz necessário o diploma ao graduado. Por fazer parte da mídia é uma profissão formadora de opiniões, portanto trás consigo a ideologia dos jornalistas, talvez aí esteja o cerne de toda esta discussão. Boas universidades e mentes abertas farão a diferença”.

O debate tornou a ascender quando o STF fez menção novamente de derrubar o diploma de jornalismo, permitindo que qualquer pessoa possa atuar nesta área, mesmo aquelas sem formação para isso.

Entre os leitores que participaram

» 53,21% acreditam que a obrigatoriedade deve permanecer;

» 33,94% acham que o diploma não é essencial para o exercício da profissão;

» e 12,84% não tem opinião sobre o tema.

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Morte. Resiliência e fé

“A resiliência humana provém por analogia da resiliência dos materiais que acumulam força enquanto são pressionados e “entortados”, podendo reagir com mais energia depois”, afirma Luiz Carlos Susin. Por sua vez, constata Martin Dreher, “no calendário litúrgico luterano, o dia de comemorar os mortos, originalmente, era o último domingo do ano eclesiástico, designado de “domingo da eternidade”; era o dia de lembrar aqueles que Deus já chamara par junto de si. No Brasil, a forte tradição católico-romana fez com que também luteranos e outros cristãos passassem a visitar os túmulos dos que foram antes de nós, em 2 de novembro”.

Trabalho de luto, ortotanásia, resiliência e a importância da fé são algums dos temas abordados nesta edição. Segundo Sofia Cristina Dreher, “se levamos vinte anos para nos tornarmos alguém e aprendermos a dar os primeiros passos no exercício de amar, deveríamos também ter vinte anos para nos prepararmos para a morte, para a perda”.

Além dos teólogos Luiz Carlos Susin e Martin Dreher, contribuem na reflexão sobre o tema, o sociólogo holandês Stefan Vanistendael, a psicóloga argentina Laura Yoffe, a musicoterapeuta Sofia Cristina Dreher e o jornalista e historiador Fábio Steyer.

Na semana em que se celebra a Reforma, o Prof. Dr. Ricardo Willy Rieth proferirá, na próxima quinta-feira, na Unisinos, numa promoção do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, a conferência Lutero: contribuições para a economia, a ética e a sociedade. Sobre o tema, ele fala na entrevista publicada nesta edição.

Também nesta semana, será inaugurado o escritório brasileiro da Fundação Ética Mundial, no Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Uma entrevista com Karl-Josef Kuschel, teólogo e vice-presidente da Fundação Ética Mundial – Weltethos Stiftung, poderá ser lida nesta revista.

A versão eletrônica da revista estará disponível, nesta página, no final da tarde desta segunda-feira.

A versão impressa da IHU On-Line circulará, no câmpus da Unisinos, a partir das 8h, desta terça-feira.

A todas e todos uma ótima leitura e uma excelente semana!

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Dom Luiz Cappio em Porto Alegre

Na sexta feira 24 de outubro, finalizou-se o Seminário Internacional de Teologia “A Criação em dores de parto”, organizado pela PUCRS e pela ESTEF, com a presença de Dom Luiz Cappio. O tema de sua exposição foi “Uma vida pela vida”, lema de sua luta contra a transposição do Rio São Francisco.

Com grande lucidez e precisão, Dom Luiz apresentou os motivos de sua oposição à transposição, a qual é movida por interesses econômicos de grandes transnacionais, que não levam em conta nem o cuidado do rio e muito menos dos povos que dele se alimentam.

Seus dois jejuns se encontram dentro dessa luta pela vida de seu povo, do qual em todo momento ele falou com carinho de pai e pastor. Segundo ele, os jejuns foram um grito quando os espaços de busca de diálogo com o governo e pessoas envolvidas na transposição se viram esgotados.

Para Dom Luiz, seu grito foi escutado, as obras de transposição do Rio São Francisco que hoje são levadas adiante pelo Exército brasileiro, de maneira inconstitucional, não vão terminar, porque não há condições nem éticas nem econômicas que o possibilitem.

Fez uma dura crítica aos meios de comunicação. Nenhum canal de televisão quis dar a conhecer o jejum nem a luta pelo Rio São Francisco. Diante desse silêncio, um grupo de pessoas de São Paulo ofereceu aos canais de televisão pagar espaços no horário nobre para dar a conhecer o que estava acontecendo e todos se negaram!

Só se abriu alguma porta porque a notícia correu pela internet e através do que se chama “jornalismo alternativo”, chegando ao exterior, quando se originou uma maior pressão.

Sem dúvida que as contínuas notícias sobre a luta de Dom Luiz que saíram no site do Instituto colaboraram para que esta pressão acontecesse.

Dom Luiz chegou ao fim de sua exposição pedindo duas coisas ao auditório. Primeiramente, a acreditar na Palavra de Deus, de um  Deus amante e defensor da vida, especialmente da vida ameaçada e a fazer as mesmas opções que Jesus fez.

Em segundo lugar, exortou-nos a fazer tudo o que esteja ao nosso alcance para que ninguém passe fome. A fome dói repetiu mais de uma vez. E faz as pessoas se sentir igual a um verme! Convidou-nos a lutar para que nenhuma pessoa ao nosso redor passe fome.

Sem dúvida, foi o encontro com um profeta de nossos tempos, que nos leva a um compromisso com a realidade na qual vivemos. Precisamos dar TUDO, ele disse, para que outro mundo seja possível.

Por Maria Cristina Giani

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Ecos do IHU Idéias – Via(da)gens teológicas – Itinerários de uma teologia queer

Com a presença de 12 pessoas e do palestrante Prof. Dr. André Sidnei Musskopf, foi realizado no dia 23 de outubro, mais um IHU Idéias, cuja temática discutiu a Teologia Queer no Brasil.

Na palestra, o professor apresentou sua tese de doutorado, recentemente defendida na Faculdades EST com o mesmo título, na qual o autor faz uma releitura histórica da formação dos discursos e práticas sobre religiosidade e sexualidade no Brasil a partir da idéia de “ambigüidade”. Para Musskopf, as ambigüidades que marcam a construção histórica de temas como a sexualidade e a religiosidade no Brasil e no mundo não podem ficar à margem do pensar e do fazer teológico.

Neste sentido, afirma que não existe uma teologia ou a teologia e sim diferentes teologias que devem dialogar com as diferentes disciplinas, e até por isso utiliza no seu trabalho a palavra viagens. Não há um caminho teológico que levará a libertação (Telogoia da Libertação) e sim, para Musskopf, o que precisa existir são viagens que vão para além de “caminho”. Viagens que podem emergir de diferentes movimentos, de teologias relacionadas ao movimento de mulheres, ao movimento negro, dentre outros.

É neste contexto que utiliza o termo “via(da)gens de forma provocativa, para apresentar o surgimento e desenvolvimento das teologias homossexual-gay-queer na sua articulação com os estudos teóricos e com o movimento social no âmbito da homossexualidade tanto nos Estados Unidos quanto na América Latina.

Partindo destas considerações, Musskopf fez uma discussão sobre epistemologia a partir da idéia de ambigüidade, incorporando nesta discussão histórias de vida de pessoas “trans” e organizando a discussão epistemológica em três momentos a partir do lema “ocupar, resistir e produzir” do Movimento de Trabalhadores Sem Terra.

Outro item importante do trabalho de Musskopf é que ele articula todas estas temáticas a partir da sua trajetória e dos espaços pelos quais ele tem circulado enquanto pesquisador e militante.
(Postado por Lucas Luz)

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Vereadores: a serviço da comunidade?

A remuneração dos vereadores deve ser extinta? Essa pergunta foi feita pelo sítio do IHU através de enquete para que pudéssemos pensar na questão a partir das reflexões e análises que surgem em época de eleição.

» Para 66,88% dos leitores, os vereadores não deveria ser remunerados por usa atuação;

» Já 31,85% acredita que os vereadores devem continuar recebendo por seus trabalhos em prol da cidade;

» E 1,27% afirmou que tanto faz as resoluções acerca desse tema.

Segundo o leitor Márcio Hélio Cardos Silva, “não remunerar seria um tanto prejudicial, visto que este é um trabalho tão importante quanto à presidência de uma nação. Contudo, é necessário um acompanhamento mais eficaz por parte da população, o que se consegue também por meio de uma educação mais consistente”.

Claudenete Nascimento Barbosa Gonçalves diz que “a remuneração deveria ser de acordo com as horas de trabalho, pois existem vereadores que nem aparecem na Câmara onde deveriam estar prestando seu serviço”.

Já o leitor Jair acha que “a questão não deve ser vista desta forma, pois tirar remuneração de qualquer trabalhador é injusto. O que tem que ser feito é qualificar os vereadores por meio da educação fazendo com que eles tenham mais condições de cumprir suas funções”.

Fernando Reys comentou que “a não remuneração do parlamentar, numa democracia burguesa, impediria os verdadeiros representantes da classe trabalhadora manter a si e a sua família, abrindo a possibilidade de apenas a burguesia se colocar no parlamento”.

Flávio Nunes acha que extinguir o salário dos vereadores é uma proposta demagógica. “O salário nominal dos vereadores e de outros políticos é relativamente baixo. O problema são outras vantagens que eles recebem, o número excessivo de cargos de confiança e, é claro, a roubalheira generalizada”, relatou.

Jarlyne de Queiroz afirmou que ficaria muito feliz se o povo soubesse viver a política verdadeira, “para o bem comum e não o bem de si”.

Para John Zarzan, que também comentou esta enquete, o “Estado deveria ser banido. Mas enquanto as pessoas não conseguirem se guiar a si mesmas, mantemos os governantes, mas sem remuneração”.

Azaria é a favor da remuneração enquanto vivermos sob um regime capitalista.

O ex-vereador de Curitiba, Waldir Rocha D’Angelis, diz que é a favor que o cargo de vereador seja um serviço a comunidade. Assim, segundo ele, este representante deveria ser “uma ou duas vezes por semana liberado de seu trabalho para exercer uma função de utilidade pública. Quando os vereadores não forem mais pagos e também os deputados, aí sim será possível uma democracia de fato e será possível o declínio da corrupção”.

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A análise de conjuntura da semana está no ar

A análise de conjuntura da semana está no ar.Eis o sumário:

A financeirização do mundo e sua crise
O neokeynesianismo suplantará o neoliberalismo?
Keynes, Marx e a crise do capitalismo
A era do pensamento único acabou?

Crise financeira desembarcou na economia real brasileira
Empresas embarcaram no sistema financeiro
Papel dos Bancos oficiais na superação da crise
Perspectivas para o Brasil. A esquerda e os movimentos sociais

Conjuntura da Semana em frases

A análise da conjuntura da semana é uma (re)leitura das ‘Notícias do Dia’ publicadas, diariamente, no sítio do IHU. A presente análise toma como referência as “Notícias” publicadas de 15 a 21 de outubro de 2008 e as revistas IHU On-Line n. 276 e n.278. A análise é elaborada, em fina sintonia com o IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT – com sede em Curitiba, PR, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Boa leitura!

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Eleições municipais de 2008

O primeiro turno das eleições municipais de 2008 tem sido intensamente debatido nas Notícias do Dia  do sítio do IHU. Várias entrevistas e análises tem sido publicadas tanto nas Entrevistas do Dia como, especificamente, nas Noticias do Dia.

Uma análise mais acurada sobre o conjunto das eleições será publicada pelas Notícias do Dia depois do segundo turno.

Se tiverem alguma sugestão de especialistas ou lideranças partidárias que podem ser entrevistadas, podem nos enviar. Desde já agradecemos.

Enquanto isso podem ser lidas, entre outras, as seguintes análises:

Conjuntura da Semana Especial. Balanço das eleições municipais

As eleições municipais de São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte. Entrevistas especiais com Vera Chaia, Adriano Codato e Eduardo Zauli

As eleições municipais no Rio Gra

Balanço das eleições no Paraná: ganhadores e perdedoresAs eleições municipais no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Um novo desafio para a esquerda brasileira. Entrevista especial com Maria Izabel Noll e Ivo Lesbaupin

Eleições municipais em Natal e Salvador. Entrevista especial com Pedro Costa Guedes Vianna e Clóvis Luiz Pereira Oliveira

Eleições 2008: Desencanto e passividade dos eleitores. Entrevistas especiais com Sérgio Trein e Osvaldo Biz

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