Pré-sal

A criação de uma estatal responsável pelo gerenciamento da exploração de petróleo está em discussão a partir do início dos trabalhos em relação ao recurso encontrado abaixo da camada de sal que vai desde o norte de Florianópolis, em Santa Catarina, ao sul da Bahia. Em agosto, o presidente Lula chegou a afirmar que essa estatal vai mesmo ser criada e que os recursos financeiros gerados a partir desse petróleo serão utilizados para eliminar a miséria, contribuir com a educação e “beneficiar o povo”. Através de uma enquete, o sítio do IHU ouviu a opinião dos leitores acerca deste projeto.

» 47,06% são totalmente a favor da criação de uma nova estatal;

» 8,82% são parcialmente favoráveis;

» 33,09% são radicalmente contra a idéia do presidente;

» 0,74% são contra, mas parcialmente;

» 10,29% apontaram não ter opinião formada sobre o tema.

O sítio do IHU conversou ainda com três professores sobre o tema do pré-sal e os questionou acerca da criação dessa estatal.

Segundo o professor Paulo Sérgio Paim, essa questão “deveria ser amplamente debatida, visando ao esclarecimento público, pois envolve aspectos técnicos, econômicos, políticos, legais e sociais. Acredito, no entanto, que representa uma oportunidade ímpar de dispor de recursos extras de tal monta que, se aplicados de forma inteligente (educação), poderia nos encaminhar para um duradouro ciclo virtuoso. Alcançaremos o Primeiro Mundo não apenas vendendo commodities, mas sim tecnologia e know-how. E, para isto, necessitamos uma inserção social maciça via educação”.

Ouça também o que disseram os professores David Kupfer e Gerson Fauth sobre essa questão.

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Livro propõe diferentes visões sobre pesquisa científica em comunicação

O grupo de pesquisa Processos comunicacionais: epistemologia, midiatização, mediações e recepção (PROCESSOCOM), da Unisinos, lança seu segundo livro amanhã, dia 30-09-2008, no saguão da Biblioteca, às 18h. Intitulado Perspectivas Metodológicas em Comunicação: desafios na prática investigativa, a obra coletiva reúne pós-doutores, doutores, doutorandos, mestrandos e bolsistas de iniciação científica que contribuíram com textos que propõe diferentes visões sobre metodologia para o campo da pesquisa em Ciências da Comunicação. O prólogo do livro é assinado pelo teórico Jesús Martín-Barbero.

O livro pensa a comunicação a partir de quatro eixos: Transmetodologia, Perspectivas históricas, Cartografia e Desafio empírico do concreto. Estas problematizações são alimentadas pela práxis de grupo e pelas particularidades das trilhas de investigação de cada um, que se fazem em diferentes níveis de complexidade. Eis uma tecitura feita de múltiplos olhares e que deixa visível o seu processo. Vale a pena conferir!

A nota é de Greyce Vargas

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Machado de Assis e Guimarães Rosa: intérpretes do Brasil

Hoje, dia 29, faz 100 anos da morte de Machado de Assis e nesta semana realiza-se o Seminário Nacional de Literatura e Cultura Brasileira: Machado e Rosa, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos- IHU, pelos Cursos de Letras e de Formação de Escritores e Agentes Literários e pelo PPG em Lingüística Aplicada da Unisinos. O evento celebra o centenário de morte de Machado de Assis e o de nascimento de Guimarães Rosa. Falar de Machado e Guimarães Rosa como intérpretes do Brasil é o fio condutor desta edição da IHU On-Line que traz a contribuição de especialistas como João Hernesto Weber; da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); João Adolfo Hansen, da Universidade de São Paulo (USP), Luis Augusto Fischer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Luciana Coronel, do Centro Universitário Metodista IPA, de Porto Alegre, Marcus Alexandre Motta, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Luiz Rohden, do PPG em Filosofia da Unisinos; Flavio Carneiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Susana Kampff Lages, da Universidade Federal Fluminense (UFF); Maria Cristina Cardoso Ribas, da PUC-Rio; o jornalista Cesar Zamberlan; e Leonardo Vieira de Almeida, doutorando em Estudos de Literatura Brasileira, pela PUC-Rio.

Esta importante e prestimosa edição contou com a qualificada contribuição da Profa. Dra. Eliana Yunes, coordenadora setorial de desenvolvimento do CTCH, e de Gilda Carvalho, assessora da coordenação setorial de desenvolvimento do CTCH e mestranda em Literatura Brasileira na PUC-Rio. Ambas trabalham no Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio (CTCH) que é parceiro do Instituto Humanitas Unisinos – IHU na produção de mais uma edição desta revista. Que essa parceria, começada há dois anos, possa continuar a produzir outros frutos tão bons quanto esta edição!

Marcio Pochmann, presidente do Ipea, concedeu uma esclarecedora entrevista sobre a última pesquisa do IBGE, a PNAD. Segundo ele, “não temos uma indicação que nos permita dizer que há uma redução na desigualdade do ponto de vista da distribuição funcional da renda, e sim, no que diz respeito à distribuição da renda pessoal do trabalho”.

O lingüista holandês Teun A. van Dijk, comentando o livro Racismo e discurso na América Latina (São Paulo: Contexto, 2008), organizado por ele, afirma que há inúmeras semelhanças entre racismos praticados na América Latina e nos Estados Unidos, e que a versão benevolente e cordial brasileira é uma das formas de mitigar o problema.

Também constam desta edição, entre outros textos, um poema inédito, sem título, fazendo referência à Atena, deusa grega da sabedoria, do ofício, da inteligência e da guerra, da paranaense Alice Ruiz e um comentário sobre o filme Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meirelles.

Uma ótima leitura e uma excelente semana para todas e todos!

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Pipoca e cinema?

A rede de cinemas Picturehouse, da Inglaterra, decidiu proibir a guloseima (pipoca etc.) durante as sessões. Você apoiaria uma tal iniciativa no Brasil? Foi o que o sítio do IHU perguntou aos leitores.

» 46,67% deles aprovam com entusiasmo a iniciativa;

» 7,5% ainda não tem certeza sobre a aprovação;

» 24,17% querem, absolutamente, ter o direito de consumir suas guloseimas durante as sessões de cinema;

» 20,83% desaprovam a iniciativa;

» e 0,83% não vão ao cinema e, portanto, não se importam com essa iniciativa.

Para o leitor Marcel, aqueles que se disseram a favor da iniciativa lançada na Inglaterra só concordaram por se tratar de uma proposta provinda de um país de primeiro mundo. “Em relação a proibir pipoca creio que seja um ato de privação de liberdade, tinha que vir desses países cheio de etiqueta”, comentou.

Para o leitor Claudio, essa é “mais uma medida radical tida como consciente, mas fruto da intolerância”. Já a internauta diz que a iniciativa é correta, pois “as pessoas são mal educadas e depois de assistirem os filmes não têm nem o cuidado de limpa a sujeira que fazem”.

Segundo Sinara Sampaio, “a iniciativa da rede de cinemas tem fundamento, por se tratar de uma solicitação dos clientes que não agüentavam nem o cheiro da pipoca doce -em especial- e muito menos o barulho que os consumidores faziam durante a degustação. Acredito que com um pouco de conscientização das pessoas durante o consumo pudesse resolver o problema. Mas nem sempre isso é possível, acho uma pena e gostaria que essa idéia não chegasse ao Brasil”.

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Ecos do IHU Idéias: A pessoa no Direito Privado brasileiro: repensando conceitos a partir de Heidegger

Com a presença de 12 pessoas, estudantes e professores da Unisinos, e do palestrante, o Bacharel em Direito pela Unisinos Leonardo Grison, foi realizado, no dia 25 de setembro, mais um IHU Idéias, cuja temática foi a repersonalização do direito privado.

Segundo o próprio Leonardo, a repersonalização surgiu na doutrina após a Segunda Guerra Mundial, principalmente devido a todas atrocidades que ocorreram à pessoa humana, durante a guerra. Neste sentido a doutrina então focou sua preocupação na pessoa humana, e nos valores inerentes à pessoa.

O conceito de direito meramente tecnicista mostrou-se ineficiente em evitar essas atrocidades. Após a escola histórica alemã, e a tradição francesa, com o Código de Napoleão, nosso sistema jurídico se focou no conceito de “relação jurídica”. Com este conceito, a pessoa não tinha mais importância. A única tarefa dos juristas era reduzir conceitos para encontrar a solução do caso.

Essa doutrina era inspirada pelo racionalismo da Modernidade. Este racionalismo era baseado no que Charles Taylor denominou de razão instrumental, que em pensadores como Descartes e Kant traduziu-se por uma razão descolada do corpo, e da realidade circundante. Justamente porque é descolada, esta razão pode observar e manipular tudo à sua volta. Ela acabou por conduzir a um individualismo que isolou o indivíduo. Também o liberalismo econômico contribuiu para o individualismo, na medida que pregou que, em agindo por puro egoísmo, os indivíduos seriam guiados por uma mão invisível que acabaria por realizar o bem comum.

Contra esta visão tecnicista do direito, baseada na identidade individualista-moderna do sujeito, surgiu o discurso da repersonalização. Esse discurso proclama o fim da separação entre público e privado, fazendo com que os valores constitucionais atinjam as relações privadas. Também, o princípio da dignidade da pessoa humana impõe o dever de tratar a pessoa humana como um fim em si mesma, nunca como instrumento para outro fim.

Porém, nada disso surtirá efeito se adotarmos uma concepção abstrata da pessoa humana. Contrapondo-se a isso, apresenta-se a fenomenologia hermenêutica de Martin Heidegger, que considera a pessoa em sua situação existencial, ontológica e histórica. E, principalmente, na estrutura pré-compreensiva na qual todos nós estamos situados. Esses são os principais elementos que tornam o pensamento de Heidegger um melhor instrumental para pensar a repersonalização do direito privado.

Enfim, Leonardo fez uma incursão interdisciplinar pela filosofia, sociologia, pela direito, mostrando que a historicidade traz consigo a mudança de sentidos, de contextos e, desta forma, o direito não pode pensar a pessoa como categoria abstrata, como um consumidor ou proprietário por exemplo, mas, sim, precisa buscar entender a pessoa no seu contexto, no seu sentido, naquilo que ela é. Mesmo que nuca consiga ver este sentido por completo, precisa busca-lo. Portanto, o direito precisa ser pensado para além das relações jurídicas, avançando para muito além da sua dimensão objetiva.

Cabe registrar ainda que no evento foi lançado o Cadernos IHU número 25, com o título Repersonalização do Direito Privado e Fenomenologia Hermenêutica, de autoria do próprio Leonardo, que pôde autografar e fazer dedicatórias para seus amigos presentes. Leonardo, que durante sua trajetória acadêmica por várias vezes participou dos espaços de reflexão do IHU – Instituto Humanitas Unisinos, em seus diferentes eventos, desta vez esteve “à frente” de um e já deixou registrada sua contribuição reflexiva, sendo que deverá trazer muitas outras ainda, com certeza. (Postado por Lucas Luz)

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Centro Jesuíta de Curitiba promove inclusão social

Capacitar jovens e mulheres para o mercado de trabalho, proporcionando formação cidadã na perspectiva de ações e iniciativas na área da produção autogestionária e associativa é o objetivo de um dos programas do Centro Jesuíta de Cidadania e Assistência Social de Curitiba.

O Centro Jesuíta, que funciona na Casa do Trabalhador, abriga a Escola Gênero, Sustentabilidade e Trabalho que oferece quatro cursos: cozinha industrial, panificação, curso de técnicas para o mosaico e curso de garçom. Todos os cursos ministrados prevêem além da formação técnica, conteúdos de formação cidadã e humanista.

Nesse segundo semestre, estão em desenvolvimento os cursos de cozinha industrial e curso de técnicas para o mosaico. Cada curso conta com duas turmas. O curso de cozinha industrial atinge jovens e mulheres de baixa renda, residentes na periferia de Curitiba e Região Metropolitana. O curso é focado em serviços de alimentação em escala industrial conjugando saúde, sabor nutritivo, cuidado com o meio ambiente e respeito aos consumidores.

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O outro curso em desenvolvimento é o de técnicas para o mosaico que atinge sobretudo jovens da periferia de Curitiba e Região Metropolitana. O foco do curso é a formação profissional artesã para a arte do mosaico, recuperando os elementos da realidade socioeconômica e cultural dos alunos.

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Os participantes de ambos os cursos receberão ao final certificados expedidos pela Universidade Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

O Centro Jesuíta de Cidadania e Assistência Social de Curitiba integra a Rede de Centros Jesuítas da Companhia de Jesus e se apóia no Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores (CEPAT).

O CEPAT tem por finalidades a prestação de assessoria política e técnica a movimentos sociais, organizações e grupos populares e de usuários; promoção da defesa de direitos; formação política cidadã de grupos populares; estímulo ao desenvolvimento integral e sustentável; produção e socialização de estudos e pesquisas de forma a contribuir com a qualificação da participação social dos usuários e atores/agentes políticos na formulação e avaliação das políticas públicas.

O CEPAT trabalha em parceria estratégica com o Instituto Humanitas Unisinos (IHU).

Postado por equipe do CEPAT

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Palavras de Gentileza

apagaram tudo

           pintaram tudo de cinza

                        só sobrou no muro

                                      tristeza e tinta fresca

Com essas palavras, Marisa Monte inicia sua canção-manifesto em homenagem ao Profeta Gentileza. Aliás, é o profeta quem dá nome a sua canção. No vídeo abaixo, é possível, inclusive assistir ao vídeo clipe da música. Mas por que falar de Gentileza? Recentemente, fiz uma entrevista com Junior Perim, um produtor cultural que está lançando no Rio de Janeiro a peça Univvverrsso Gentileza, também em homenagem àquele homem que ouviu as vozes da sua cabeça e passou a disseminar as palavras Agradecido e Gentileza para quem precisava de consolo e para quem precisava refletir. Segundo Perim, “o Profeta Gentileza construiu um verbo, um mito, uma identidade visual para (re)atualizar este sonho e detalhe, com uma visão globalizante”.

Agora, é só aguardar e conferir, nos próximos dias, a entrevista em que Perim fala da peça e da inspiração que Gentileza foi para sua criação.

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Enxergar sem ver leva ao horror

Além de Linha de Passe, de Walter Salles, está em cartaz em Porto Alegre, o filme Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meirelles. Ambos, bons filmes.

O filme de Fernando Meirelles é uma adaptação do livro de José Saramago, com o mesmo título. Em recente entrevista concedida ao jornal Zero Hora, Saramago considera “o resultado da adaptação de Fernando Meirelles mais do que satisfatório. Considero-o até brilhante. O essencial da história está ali, como seria de esperar, mas, sobretudo, encontrei na narrativa fílmica o mesmo espírito e o mesmo impulso humanístico que me levaram a escrever o livro”.

Segundo Saramago, tanto o ensaio como o filme, não passam “de uma pálida imagem da realidade”, pois, para ele, “fizeram deste mundo um inferno, o único, porque é impossível que haja outro como este”.

“O ato de enxergar, não faz, necessariamente, com que as pessoas ‘vejam’”, comenta Luiz Carlos Merten, crítico de cinema do jornal O Estado de S. Paulo. “A metáfora de Saramago discute justamente isso. Enxergar, sem ver, não leva ao conhecimento nem à consciência. É uma experiência que tem mais a ver com o horror”.

Vale a pena conferir.

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Futebol e Responsabilidade Social(?): que desânimo!

Já fazem alguns finais de semana que consigo reservar um tempo para assistir meu time do coração defender a liderança do Campeonato Brasileiro de Futebol. Aliás, consigo acompanhar o Grêmio desde que ele lutava para chegar a liderança. Porém, nos últimos jogos o desânimo tem me abatido, diante dos resultados ruins e, principalmente do futebol pouco produtivo, que melhorou sim um pouco no jogo do último domingo, dia 21/09.

Mas o que mais me gerou desânimo ao longo destes jogos e o que quero dividir com todos e todas vocês, não é bem o futebol, os jogos em si. “Ganhar e perder é do jogo”. Como vocês sabem, há algum tempo a televisão aberta não transmite muitos jogos do Grêmio, pois ele é um dos times que mais vende jogos nos canais por assinatura, onde as pessoas têm que pagar a assinatura mensal para ter acesso a programação fechada e pagar ainda a compra dos jogos do Campeonato Brasileiro.

Como não tenho televisão por assinatura, me dirijo ao “Xis do Baiano” em Imbé, onde resido e lá assisto ao jogo, que o proprietário do local – uma pequena lancheria, assinou como forma de chamar público (sei que estes jogos não deveriam ser exibidos publicamente, que são para consumo doméstico, mas sempre que puder burlar sistemas televisivos e outros que violam a livre informação, o farei. Aliás, o que é mesmo proibido no Brasil e na sociedade atual? Mas isto é discussão para outro texto).

Durante os jogos, no intervalo mais precisamente, uma propaganda em particular vem me incomodando muito. É a propaganda de um grande banco, onde está sendo promovida a venda de um cartão de crédito e débito que é “responsável socialmente”, ou seja, a cada compra feita, parte do valor é destinada a projetos sociais que trabalham com crianças especialmente, pelo que mostra o comercial. Desta forma, o comercial reproduz o barulho de uma máquina destas em que se passa o cartão de crédito e cada vez que o barulho de emissão do comprovante é proferido no comercial, aparecem crianças sorrindo, brincando, em um local com uma aparência de local menos favorecido. Obviamente, a maioria das crianças não está bem vestida e tem a pele mais escura.

Puxa(!), me parece uma contradição tão grande que se mostre pessoas consumindo em compras com cartão de crédito e então, para uma dieta de consciência (como já disse algum autor que não me recordo o nome) parte das compras feitas vão para projetos sociais, “para aqueles que precisam”. É um absurdo, então eu posso comprar, sei lá, quatro, cinco mil reais mensais, por que eu posso pagar e então, um pequeno percentual do que comprei vai lá para estes projetos. Gostaria de saber onde está a responsabilidade social neste caso? Qual a mudança e transformação social que está sendo mostrada? Que projeto de sociedade está pregando esta Instituição? Uma sociedade onde alguns podem e devem consumir cada vez mais para ajudar com migalhas projetos sociais?

Acho que minha indignação com isso é tão grande, que devo parar meu relato por aqui. Experimentem assistir um jogo do campeonato no canal por assinatura e depois me digam o que acharam. Diante disso tudo, a liderança do Grêmio, mesmo para um tricolor apaixonado como eu, já não é o item principal, pois neste sentido, ainda tenho alguma esperança.

Postado por Lucas Luz

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Hoje é o dia da bancarrota ecológica

Hoje, dia 23 de setembro, é o Earth Overshoot Day, isto é, o dia da ultrapassagem dos limites da Terra.

A data foi calculada pelo Global Footprint Network, a associação que mede a nossa pegada ecológica (”ecological footprint“, em inglês).

A pegada ecológica é um indicador simples da pressão exercida sobre o ambiente. Representa a quantidade de hectares necessários para sustentar a vida de cada pessoa no mundo. A média é 2,2 hectares, mas o espaço disponível para regeneração (”biocapacidade”) é de apenas 1,8 hectares.

Este número representa a área, terrestre e aquática, biologicamente produtiva, necessária para fornecer a uma única pessoa comida, fibra, madeira, terreno para construção e terra para absorver o carbono emitido pela queima de combustíveis fósseis, como o petróleo.

Em 1955, este dia se desencadeou quase dois meses mais tarde. As projeções das Nações Unidas: sem adoção de medidas, em 2050 encerraremos no dia primeiro de julho.

Para ler mais veja as Notícias do Dia de hoje e os respectivos links.

Ah! Queres calcular a tua pegada ecológica?

Vais levar um susto. Clique aqui.

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