A violência gaúcha e brasileira. Um debate

Não faz muito tempo, quando se falava de violência, logo nos lembrávamos de Nova Iguaçu, Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Depois, já nos vinha à memória a cidade do Rio de Janeiro com suas favelas. Gradativamente, a violência tornou-se algo rotineiro quando abordamos os grandes centros urbanos brasileiros. Mas, para muitos, ela continuava sendo algo longínquo. Especialmente para nós, gaúchos. Qual não é o espanto quando pesquisas, reportagens e artigos nos põem defronte à violência em nossas plagas? Mais ainda. Não somente na cidade de Porto Alegre, mas especificamente, cidades, como as do Vale do Rio dos Sinos, têm um índice crescente de violência que assusta e faz refletir. Assim, por exemplo, São Leopoldo e Novo Hamburgo, no Vale do Rio dos Sinos, cidades e região com uma história social, econômica, religiosa e cultural muito característica, são muito mais violentas que cidades da Metade Sul do RS, região mais pobre e com outras características socioculturais e religiosas, como, por exemplo, Rio Grande e Pelotas.

Desafiada por tais dados da realidade, esta edição da IHU On-Line busca contribuir na reflexão sobre o fenômeno da violência no Brasil e, especificamente, no Rio Grande do Sul, especialmente, no Vale do Rio dos Sinos.

Pesquisadores, sociólogos, advogados e administradores públicos da região do Vale do Rio dos Sinos, como Ronaldo Henn e Carlos Gadea, da Unisinos, Cássia Rebelo Hofstätter, da Feevale, Carlos Roberto Sant’Ana da Rosa, secretário municipal de Segurança Pública de São Leopoldo e Jair Krischke, advogado e fundador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, contribuem na discussão do tema.

Já para Vera Malaguti Batista, secretária geral do Instituto Carioca de Criminologia (ICC), “a história do Brasil é uma história de violências. O genocídio colonizador, a destruição das civilizações indígenas e a violência fundacional da escravidão são as marcas, permanências históricas. Cada vez que o povo brasileiro tenta ser o protagonista de sua história ele é criminalizado e brutalizado”. Segundo ela, “a policização da conflitividade social e a magnificação do sistema penal perpetuam a truculência e a barbarização dos pobres”.

“É duro aceitar que chega a quase meio milhão o número de brasileiros assassinados entre 1996 e 2006”, constata, por sua vez, Jorge Zaverucha, professor da UFPE. Ele aponta para um “detalhe”: “O Estado pune quem viola a lei. Mas aqui em Recife, há a figura do ‘chaveiro’ de cela do presídio. É um preso, pago pelo Estado, para controlar outros presos em troca de favores informais da direção do presídio. É o Estado patrocinando a ilegalidade de um modo informal. Afora a Lei de Execuções Penais que é cotidianamente violada em todo o país. Mas quem fiscaliza o Estado?”.

Uma série de filmes brasileiros, recentemente, tem abordado o tema da violência. Pelo sucesso de público sobressai o Tropa de elite, de José Padilha que será exibido e debatido nesta semana, no IHU. “Apesar da boa intenção dos seus autores, é um equívoco”, avalia o cineasta Fernando Bonassi, roteirista de filmes como Estação Carandiru, de Hector Babenco e Cabra cega, de Toni Venturi, em entrevista publicada nesta edição. “Certos temas merecem mais inteligência e ousadia formal do que o mero realismo, afirma. Saí do filme com vontade de chacinar criminosos e olhe que não tenho essa índole…”.

Pós-máquinas ciberhominizadas? Este o título da entrevista de Giovanni Alves, professor da UNESP, comentando o filme Blade Runner – O caçador de andróides, a ser exibido e debatido nesta semana no IHU, em preparação para o Simpósio Internacional Uma sociedade pós-humana? Possibilidades e limites das nanotecnologias. Dentro desta mesma programação, Ronaldo Giro, professor da USP, reflete sobre a pesquisa em nanotecnologias no Brasil e a química Priscyla Marcato analisa os limites e as possibilidades das nanobiotecnologias.

“Síndrome de Estocolmo” e “Astúcia” são os poemas da semana, de autoria do poeta gaúcho Leandro Sarmatz.

Mirian Dolores Baldo Dazzi, professora da Unisinos, discute as transformações vividas pelas mulheres, a partir do filme Lanternas vermelhas, de Zhang Yimou, e o poeta e tradutor Júlio Castanõn Guimarães reflete sobre os desafios de traduzir para o português poeta francês Stéphane Mallarmé.

A todas e todos uma boa semana e uma ótima leitura.

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Você está satisfeito com o governo Lula?

Foi divulgada neste mês de março uma pesquisa realizada pelo Ibope sobre a avaliação do governo Lula. A pesquisa mostrou que Lula obteve a melhor avaliação de seu governo desde o primeiro levantamento, feito 2003, onde tinha 51% de aprovação. Agora, segundo o Ibope, Lula tem 58% de aprovação. Já a avaliação ruim caiu de 17% (dado apresentado na última pesquisa, realizada em dezembro de 2007) para 11%. Por isso, a enquete do sítio do IHU perguntou: Você está satisfeito com o governo Lula?

Diferentemente do resultado desta pesquisa, os leitores do sítio do IHU não estão satisfeitos com o governo Lula, pois 58,65% votaram nesta opção na enquete. Já 37,5% disseram estar satisfeitos com o atual governo. Apenas 3,85% afirmaram não ter opinião sobre o assunto.

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito para mudar, eu dei meu voto por tantas vezes crendo nisso. O que vejo agora é a concessão aos interesses que combatemos no passado. Tudo continua igual”, comentou o leitor Carlos Alberto Carlão de Oliveira.

Para Flávio Nunes, “o que decepciona mesmo é a roubalheira, as alianças fisiológicas, a falta de imaginação, a ausência de um projeto para o país, o despreparo gerencial, o rebaixamento geral das expectativas. A maioria parece satisfeita com um crescimento pífio entre 3 e 5% ao ano. Claro, o povão tem Bolsa-Família e os tubarões se divertem com os lucros cada vez maiores do sistema bancário. Lula empurra questões urgentes com a barriga enquanto entretém a massa com piadinhas e factóides como o “fim” da dívida externa e a “descoberta” do campo de petróleo gigante de Tupi”.

Tupinan Dantas Costa acredita que a pesquisa realmente escutou o povo brasileiro. “. Isso indica que a participação dos pobres, parcela majoritária na população, teve um peso considerável. Essa parcela sabe que o Estado brasileiro, com seu meio milênio em construção, é rico em vícios elitista e estruturas dominadoras e excludente e que, nos últimos governos, foram esquecidos e abandonados, tendo sido usados como “bala de canhão”. Agora se sentem valorizados”, declarou.

Nova pesquisa do Datafolha, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, hoje, confirma os altíssimos índices de popularidade do governo Lula.

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Simpósio Internacional do IHU é destaque em Curitiba

O Simpósio Internacional de Nanotecnologias promovido pelo Instituto Humanista Unisinos – IHU, foi motivo de destaque no Seminário Nanotecnologia: O Futuro é Agora promovido em Curitiba pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em parceria com a Rede em Pesquisa Nanotecnologia Sociedade e Meio Ambiente (Renanosoma). O prof. Dr. Paulo Roberto Martins (entrevistado pelo IHU), coordenador do Renanosoma e um dos palestrantes fez uma menção pública do evento, destacou a qualidade programática do Simpósio Internacional e sugeriu aos participantes que levassem o folder do evento.

A profª Dra. Noela Invernizzi da UTFPR destacou a vinda e a participação do Prof. Dr. Eric Drexler do Massachusetts Institute of Technology-MIT/EUA no Simpósio do IHU. Segundo a professora, Drexler é um dos cientistas mais renomados na área de pesquisa da nanotecnologia e um dos primeiros a alertar para as conseqüências ambientais das nano-partículas. Noela Invernizzi comentou que o posicionamento de Drexler lhe custou um certo isolamento na comunidade científica.

Uma síntese do debate em Curitiba pode ser lido nas ‘Notícias do Dia’ de hoje.

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Pecuária. A vilã do ambiente? Um debate

Uma nota, originalmente publicada no sítio amazônia e postada nas Notícias do Dia, hoje, pelos colegas do Cepat, mostra que o principal vilão da floresta amazônica é o consumo de carne. “Na hora em que o garfo bate na boca, você está destruindo a floresta. De cada três bifes consumidos um vem da Amazônia e quem os consome são tanto os moradores da região (cerca de 10%) como os brasileiros de outras regiões (cerca de 80%)”, afirma João Meirelles do Instituto Peabiru.

Coincidentemente, no mesmo dia, o jornal Zero Hora publica um artigo de José Alcides Marques, médico veterinário, ex-delegado federal da Agricultura do Estado do RS, defendendo a pecuária. Ele afirma que “depois de serem domesticados há 13 mil anos, bois e vacas estiveram intrinsecamente ligados à expansão da civilização humana, como fonte de trabalho, couro, leite e carne”. No entanto, lamenta o articulista, a pecuária “de repente se tornou o alvo preferido do ambientalismo militante. O boi passou de amigo a inimigo do homem em apenas um ano. Vacas agora poluem mais que automóveis”.

Segundo ele, “é possível, sim, conciliar a pecuária com preservação ambiental. A região do Pantanal seco é um exemplo disso. O gado criado ali extensivamente se tornou uma peça fundamental do bioma pantaneiro. É ele que elimina a macega nos campos, diminuindo o risco de incêndio na época das secas. Retirar o gado do Pantanal causaria uma catástrofe ambiental em um dos ecossistemas mais frágeis do país e valiosíssimo do aqüífero guarani”.

E continua:

“O outro mito é que as vacas, por liberarem metano em seu processo digestivo, seriam também culpadas pelo aquecimento global. No Brasil, o gado é criado em pastos de gramíneas tropicais conhecidas como plantas C4.

Essa designação indica que esse tipo de planta tem um metabolismo especial, que produz em cada ciclo de fotossíntese uma molécula com quatro átomos de carbono, em vez de três, como outras espécies vegetais. Esse tipo de planta é extremamente eficiente na produção de massa e na absorção de gás carbônico da atmosfera. De fato, usando a mesma energia no mesmo espaço de tempo, um hectare de pasto absorve mais CO2 do que um hectare de uma floresta adulta.

Os ecologistas deveriam fazer as contas de quanto CO2 é absorvido pelo pasto e de quanto metano é produzido pelo gado, lembrando que no Brasil cada boi ou vaca tem quase 1,1 hectare de espaço disponível… O saldo, quem diria, é a favor do pasto…

Por esses maravilhosos caprichos da natureza, a energia do sol faz crescer um capim espantosamente e que se não fosse pelo gado nunca poderia ser aproveitado como alimento pelo homem. No entanto, graças às vacas e bois se transforma em leite e carne”.

E conclui:

“Não se enganem, os verdadeiros inimigos do meio ambiente não são os pecuaristas, mas a ausência de fiscalização ambiental permanente, de educação, de assistência técnica, de política agrícola… Só que é mais fácil culpar as vacas”.

Tanto o sítio do IHU (veja os anexos abaixo) quanto a revista IHU On-Line tem se posicionado a favor de um outro modo de se comportar e alimentar capaz de preservar o ambiente e de respeitar a vida dos animais. Neste sentido, por exemplo, confira a revista IHU On-Line, Por uma ética do alimento. Sobriedade e compaixão, no. 191 de 14/8/2006.

Para ler mais:

80 milhões de litros de água são consumidos por uma só pessoa que come carne

O impacto ambiental do consumo de carne. Entrevista especial com Sérgio Greif e depoimento de Sonia Montaño

O nosso consumo de carne é um risco para a estabilidade do clima. ‘Um americano médio come sete novilhos de seiscentos quilos’. Entrevista com Jeremy Rifkin.


Como Nos Alimentamos – Por Que Nossas Escolhas Alimentares Importam. Entrevista com Peter Singer

A agricultura industrial nega aos animais uma vida minimamente decente. Um artigo de Peter Singer


Gado agrava mais aquecimento da Terra que carros, diz ONU

Direito dos Animais. Artigo de Maria de Nazareth Agra Hassen

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Violência. Uma pesquisa polêmica

Um grupo de pesquisadores gaúchos apresentou no mês passado um projeto onde pretende examinar a vida e os aspectos psiquiátricos, psicológicos, sociais, genéticos, neurológicos e de neuroimagem em adolescentes com história de violência e que estão internados na Fundação de Atendimento Socioeducativo do Estado – Fase. A pesquisa é liderada pelos professores Jaderson Costa da Costa, professor de Neurologia da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), e Renato Zamora Flores, professor de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e, antes mesmo de sair do papel, já é alvo de polêmica sobre os limites da ciência na luta contra a violência urbana.

O sítio do IHU perguntou, através da enquete, o que os leitores achavam do projeto:

75,68% dos leitores aprovam plenamente a pesquisa;

2,7% aprovam parcialmente;

18,92% desaprovam radicalmente o estudo;

e 2,7% não tinham opinião formada sobre o assunto.

Segundo o professor Renato Zamora Flores, a pesquisa deve iniciar no próximo mês e deve durar cerca de dois anos. Serão estudados alguns internos homicidas da Fase com o intuito de descobrir se atos de violência extrema são cometidos por pessoas que já nascem com a mente doente ou se por pessoas que adoecem depois de sofrerem traumas, como violência em casa e nas ruas. A comunidade que protestou alega que a pesquisa utilizará praticas antigas que geram exclusão.

Por Greyce Vargas

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O sonho da democracia na mídia

O sentimento de aversão à grande imprensa uniu, na última quinta-feira, 20-03-08, um grupo de quase 50 pessoas, entre jornalistas e profissionais que atuam em mídias alternativas, além de estudantes. O encontro aconteceu no DCE da UFRGS, em frente à Faculdade de Economia, em Porto Alegre. Entre tantos questionamentos sobre a função da mídia, quatro preocupações foram comuns entre o grupo: a) como garantir a diversidade da informação; b) a má qualificação dos profissionais de jornalismo; c) maneiras de fortalecer a mídia alternativa; e d) a criação de uma legislação que garanta recursos para a pequena imprensa. O encontro não trouxe soluções, mas proporcionou o debate pouco existente dentro dos cursos de comunicação.

Sobre o evento promovido pela Carta Maior e coordenado por Joaquim Palhares, gostaria de lançar alguns comentários, que considero importantes para as questões apresentadas no encontro, mas sem pretensão de trazer respostas definitivas.

Em poucas disciplinas do curso de jornalismo, vi um debate apurado sobre como construir uma mídia que realmente cumpra seu papel de informar com dignidade e proporcionar a reflexão. Mas uma coisa sempre esteve clara: a sociedade brasileira carece de informação de qualidade, de discussões. Talvez isso justifique, em parte, a formação de profissionais despreparados, inexperientes intelectualmente e “mal formados”, como disse o professor Marcos Dantas, da PUC-Rio, na ocasião.

Hoje, poucos estudantes de jornalismo têm oportunidade e vontade de trabalhar com mídias alternativas. No entanto, em contrapartida, são, em geral, os grandes meios de comunicação que garantem, bem ou mal, o salário, muitas vezes precário, a esses “especialistas técnicos”. Antes de criticar os jornalistas recém-formados, também precisamos levar em consideração as questões econômicas, afinal de contas o mercado está superlotado e, apenas na região metropolitana de Porto Alegre, cerca de 200 novos jornalistas concluem, anualmente, o curso. Para onde vão todos esses profissionais? As mídias alternativas, como sabemos, carecem de recursos financeiros e conseguem remunerar poucos jornalistas.

Mesmo não concordando com a linha editorial de determinados veículos, jovens profissionais submetem-se a esse trabalho por questões salariais que estão muito acima de posições ideológicas, pelo menos para a grande maioria dos recém-formados. Afinal de contas, ideologia não enche barriga e tampouco paga contas. É triste, mas se trata de uma realidade que deve ser levada em consideração. Isso porque a lógica do capitalismo ainda é, embora muitos sejamos contrários a ela, predominante. Assim, trata-se muito mais da vontade pessoal do jornalista de se engajar com algumas mídias ou atuar no mercado comandado pela grande imprensa.

Concordo com o professor Dantas quando ele diz que a própria universidade forma jornalistas precários. Porém, devemos considerar que a falta de qualificação dos profissionais é conseqüência de um problema muito maior que esbarra, por exemplo, nos programas de estágios oferecidos pelas universidades em parceria com grandes grupos midiáticos. Os impasses colocados pelo sindicato, referentes à tal proibição dos estágios no jornalismo, também engessam o futuro profissional, sem falar da maioria dos professores que nos preparam para atuar apenas nesses meios de comunicação. Das quase 50 disciplinas que cursei na faculdade, três demonstravam a preocupação de orientar os estudantes e apresentar-lhes outras possibilidades de trabalho, como mídias alternativas, por exemplo. Dessas poucas disciplinas, uma nem era obrigatória.

Quando falamos em garantir a diversidade da informação, é consenso que isso só será possível com a ampliação das chamadas mídias alternativas. Com isso, de qualquer modo, surge outro questionamento: como dar visibilidade para esses veículos? A internet tem sido um bom meio de interação entre as mídias e os leitores. Levando em consideração esses problemas, o encontro do dia 20 de março propõe que a única maneira dos pequenos conquistarem espaço no mercado se dará através da união. Quero deixar bem claro que aqui não se trata de unificar pensamentos, mas sim respeitar a diversidade e a opinião de todas as mídias, como esclareceu Palhares, logo no início do encontro.

Ainda vamos discutir muito sobre esse assunto, mas a diversidade da informação só será garantida quando o processo de formação qualificado começar dentro das universidades. Mas, com a crise do ensino e a precariedade das instituições, esse sonho de formar jornalistas competentes fica cada vez mais distante. Esse é, sem dúvida, um desafio para o jornalismo do século XXI.

Postado por Patricia Fachin 

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Nassif reproduz entrevista da IHU On-Line

Polêmica em alguns pontos e extremamente realista é a entrevista que realizamos com Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, e que foi publicada no sítio do IHU ontem. Ela traz constatações bastante importantes para os jornalistas e estudantes de comunicação debaterem sobre a atualidade e o futuro deste campo.

Um desses assuntos é o caso do dossiê da veja produzido por Luis Nassif. Para dar continuidade a esta discussão, o economista, em seu blog reproduziu o trecho da entrevista. Clique aqui e leia o post no blog do Nassif.

Ouça abaixo o trecho da entrevista realizado pela IHU On-Line.

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Oscar Romero

No dia 24 de março de 1980 era assassinado D. Oscar Romero, arcebispo de San Salvador. Era um final de tarde.

Hoje, o recordamos com esta imagem.

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Postado por Inácio.

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O mercado e as pastorais sociais

As notícias publicadas no sítio de hoje do aumento de consumo entre os mais pobres e, mais do que isso, a de que as empresas, multinacionais entre elas, cada vez mais se interessam por esse filão do mercado, derruba pelo chão o discurso de muitos de nós, de esquerda e das pastorais sociais, que ao mercado não interessa necessariamente que todos consumam. Era comum o discurso que bastava ao mercado que 30% ou 40% consumissem. O restante não lhe interessava. Observa-se que não é bem assim. O mercado não faz distinção de classe na hora de aumentar suas margens de lucros.

Ainda mais interessante é perceber a estratégia de algumas multinacionais que enviam seus executivos para a periferia ou mesmo contratam diretores diretamente das favelas. Assemelha-se a algo que muitos de nós fazíamos nos anos 70 e 80, a imersão popular. Hoje quem realiza essa imersão é o capital. O mercado nos venceu?

Por Cesar Sanson

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