Feliz Natal…

 

E um ano de muitas leituras a todos!

 E para as férias que estão por vir, aí vão algumas sugestões, dentre as novidades já disponíveis na Biblioteca…

BRUBAKER, Ed; PERKINS, Mike; EPTING, Steve. Capitão América: a ameaça vermelha. Barueri, SP: Panini Books, 2011.

 

Na trilha de seu recém-reencontrado parceiro Bucky, o Capitão América vai à Inglaterra e luta ao lado de dois ex-colegas Invasores – Spitfire e Union Jack – para impedir que o Caveira Vermelha arrase Londres com um pesadelo dos tempos da 2ª Guerra Mundial. Para isso, porém, ele terá de enfrentar inúmeras ameaças, como o novo Grande Mestre, Ossos Cruzados e Pecado, a insana filha do Caveira Vermelha.

CASTRO, Ruy; SEIXAS, Heloisa. Terramarear: peripécias de dois turistas culturais. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

 

Quando viajam pelo Brasil ou ao exterior, a passeio ou a trabalho, juntos ou separados, Ruy Castro e Heloisa Seixas procuram o espírito dos lugares. Para isso, antes de partir, leem livros, ouvem músicas e assistem a filmes sobre a região que vão visitar. Chegando lá, traçam roteiros, que compartilham com os leitores em ‘Terramarear’. Em vez de lojas de grife ou de cartões-postais, eles vão atrás de história, arquitetura, música, cinema, gastronomia ou da cultura das ruas. O material deste livro cobre um período de mais de três décadas, como a série sobre a Revolução Francesa, enviada de Paris por Ruy em 1989 para um jornal brasileiro, até textos escritos para o livro, como o relato de Heloisa sobre suas aventuras em Moscou.

 

DAMÁSIO, Antonio R. E o cérebro criou o homem. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

 

Neste livro, o autor procura noticiar as descobertas contemporâneas referentes ao tema, abordando questões como – O que é a consciência? Onde ela fica? Como se desenvolveu ao longo do processo evolutivo e que vantagens traz à sobrevivência? Em vários aspectos, o autor diverge do pensamento considerado mais disseminado e chega a novas conclusões, buscando gerar debates e dar origem a novos estudos.

ECO, Umberto. O cemitério de Praga. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2011.

 

Personagens históricos em uma trama na qual se desenrola a história de complôs, enganos, falsificações e assassinatos, em que encontramos o jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião. A única figura inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora o autor defenda que basta falar de algo para esse algo passar a existir.

HOBSBAWM, E. J. Como mudar o mundo: Marx e o marxismo, 1840-2011. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

 

Nesta coletânea de textos e ensaios sobre Marx e o marxismo, Eric Hobsbawm procura oferecer uma visão panorâmica do legado intelectual e político do filósofo alemão e seu impacto na história dos séculos XIX e XX. A primeira parte de ‘Como mudar o mundo’ é dedicada ao estudo das condições de produção e recepção dos textos fundadores do marxismo, como ‘O Manifesto do partido comunista’, os ‘Grundrisse’ e ‘A situação da classe trabalhadora na Inglaterra’. Na segunda parte, o autor procura analisar a história do marxismo a partir da década de 1890 (depois da morte de Engels), destacando sua trajetória inicial entre os sindicatos operários, o crescimento dos partidos social-democratas europeus, a luta antifascista entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, e a influência do marxismo na obra de intelectuais do pós-guerra e nos regimes comunistas da Europa e da Ásia. O pensador italiano Antonio Gramsci e sua intervenção no debate marxista são objeto de dois capítulos.

KEPLER, Lars. O hipnotista. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011.

 

Um massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca. Os homicídios chamam a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha – o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto – ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna só vê uma saída – a hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados – a hipnotizar o garoto, na esperança de descobrir o assassino através das memórias da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer – eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início.

REYNOLDS, Simon. Beijar o céu. São Paulo: Conrad, 2006. 

 

O inglês Simon Reynolds, aos 19 anos, editava um fanzine e estudava história na Universidade de Oxford. Dois anos depois, já escrevia para o semanário musical Melody Maker. Aliando a prosa verborrágica de Lester Bangs à teoria crítica de filósofos como Gilles Deleuze e Félix Guattari, Reynolds é um dos escritores mais prolíficos de sua geração, ajudando a descobrir tendências e a articular gêneros musicais até então carentes de expressão literária, como a música eletrônica e a música pop negra. Principal jornalista da última geração de ouro da imprensa musical inglesa, escrevendo para veículos como NY Times, Spin, The Guardian, Uncut, New Musical Express, The Wire, Reynolds também é autor de livros como The Sex Revolts – Gender, Rebellion and Rock’N'Roll e Rip It Up And Start Again, ambos com capítulos reproduzidos neste livro. ‘Beijar o Céu’ traz alguns dos principais momentos de sua carreira – a antológica entrevista com Morrissey, o ensaio definitivo sobre Joy Division e a cena de Manchester, a descoberta de Dizzee Rascal e da cena grime. E mais; o flerte entre Radiohead e o pós-rock, a rivalidade histórica entre Nirvana e Pearl Jam, a ligação entre o Pink Floyd e as raves contemporâneas, a explosão hip hop, de Public Enemy a Timbaland, Missy Elliott e Puff Daddy. Debaixo de um espectro tão amplo de estilos, Reynolds nos ajuda a compreender esse fragmentado mundo pop, produzindo uma das obras mais relevantes da crítica musical contemporânea.

ROTH, Philip. Nêmesis. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

 

Aos 23 anos, Eugene ‘Bucky’ Cantor, professor de educação física e inspetor de pátio de uma escola judaica de Newark, vive uma vida pacata, porém é atormentado pelo fato de não poder lutar na guerra ao lado de seus contemporâneos, em razão de sua miopia fortíssima. Tudo muda num dia de verão de 1944, quando um grupo de adolescentes encrenqueiros de ascendência italiana aparece no colégio e cospe no chão, ameaçando a todos com uma doença terrível. Logo depois do incidente, vários alunos contraem poliomielite, para desespero do professor. Conforme a enfermidade se espalha, Bucky Cantor começa a temer que tenha alguma culpa no contágio das crianças. Sofre ainda com o pavor de que ele próprio possa contrair a doença. E, em especial, dedica horas e horas questionando-se por que Deus permitiu que a poliomielite existisse, sem nunca conseguir se conformar com as respostas. Tomado pelo sentimento de culpa, Cantor deixa Newark e vai atrás da namorada em uma colônia de férias nas montanhas Pocono, tentando escapar da pólio. ‘Nêmesis’ integra uma tetralogia de novelas formada também por ‘Homem comum’, ‘Indignação’ e ‘A humilhação’.

SACCO, Joe. Notas sobre Gaza. São Paulo: Quadrinhos na Cia., 2010.

 

Em novembro de 1956, nas cidades de Khan Younis e Rafah, centenas de civis foram mortos pelo exército israelense em uma incursão militar que tinha tudo para ser uma operação rotineira de captura de guerrilheiros palestinos. Segundo um dos poucos relatórios da ONU disponíveis, os soldados teriam simplesmente entrado em pânico ao deparar com uma multidão em fuga. Já de acordo com o primeiro ministro israelense, as tropas teriam entrado em confronto com rebeldes armados, muito embora não tenha ocorrido uma única baixa entre suas fileiras. Em ‘Notas sobre Gaza’, Joe Sacco mergulha nos escombros de um conflito para reconstituir alguns dos eventos da escalada de violência em que se transformou a relação entre israelenses e palestinos.

SARAMAGO, José. Claraboia: romance. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

 

Primavera de 1952. Um prédio de seis apartamentos numa rua modesta de Lisboa é o cenário principal das histórias simultâneas que compõem este romance. Dramas cotidianos de moradores como Lídia, uma bela mulher sustentada pelo amante misterioso, e Abel, um jovem outsider à procura de um sentido para a vida, se contrapõem ao árduo cotidiano dos outros moradores. As narrativas paralelas do livro são organizadas segundo as divisões internas do prédio, do térreo ao segundo andar.

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. 

 

Neste livro, o leitor pode se deparar com situações inusitadas e questionamentos atemporais que permeiam a experiência humana. Nas 41 crônicas selecionadas – entre 350 – para ‘Em algum lugar do paraíso’, Luís Fernando Veríssimo fala sobre a vida, a morte, o tempo, o amor, sempre com um ar nostálgico e repleto de reflexões acerca das escolhas feitas ao longo da existência.

Programe-se! Os prazos para este período são de 30 dias!

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1001 quadrinhos que você precisa ler antes de morrer


Série luxuosa  traz, em 960 páginas, uma coletânea especializada em quadrinhos e em outras obras da arte sequencial. Para quem ainda não conhece, o livro integra a coleção 1001 coisas… que já lançou  títulos relacionados ao cinema, à música e aos lugares mais interessantes do mundo.

Ricamente ilustrado, esse guia definitivo de HQs traz trabalhos de países como Holanda, México, Dinamarca, Bélgica, Noruega, África do Sul, Malásia e Argentina, além, claro de obras dos Estados Unidos, Japão, França, Reino Unido e Itália.

A nona arte do Brasil aparece representada pelos títulos Sábado dos meus amores (Conrad), de Marcello Quintanilha; O dobro de cinco (Devir), de Lourenço Mutarelli; Piratas do Tietê (Devir), de Laerte; e a versão clássica da Turma da Mônica (Panini), de Mauricio de Sousa. Outros quadrinhos produzidos por brasileiros também entraram na lista, como no caso de Daytripper (Panini), de Fábio Moon e Gabriel Bá; The Umbrella Academy (Devir), de Gerard Way e Bá; e Aldebaran: Betelgeuse (Panini), de Luiz Eduardo Oliveira. Agora, é aguardar a versão traduzida…

Na Biblioteca, no acervo 5B, você encontra:

791.43 T526

78.067.26 O58

Fonte: http://rquadrinhos.blogspot.com/2011/10/1001-quadrinhos-que-voce-precisa-ler.html (2011)

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Dezembro é de Clarice

A Biblioteca homenageia a instigante Clarice Lispector, no último mês do ano… confira suas obras, em exposição no acervo 5 AB!

Quando surgiu com o livro Perto do Coração Selvagem – seu primeiro romance, pelo qual recebeu o Prêmio Graça Aranha -, Clarice Lispector foi comparada a escritores como James Joyce e Virginia Woolf, os quais ela ainda não havia lido. Tinha apenas 17 anos e já revolucionava a literatura brasileira da época, com um estilo narrativo próprio, usando muitas aliterações, metáforas e o monólogo interior, próprio de um tipo de literatura introspectivo e intimista.

“Uma vida completa pode acabar numa identificação tão absoluta com o não-eu que não haverá mais um eu para morrer”, escreveu na epígrafe de A paixão segundo G. H. A escritora, que se considerava interiormente brasileira, afirmou que, com a língua brasileira, expressou as palavras de amor e seus pensamentos mais íntimos. Sua prosa tem muitas características poéticas e forte relação com a análise do inconsciente.

Natural de Tchetchelnik, na Ucrânia, nasceu em 10 de dezembro de 1920. Chegou ao Brasil aos 2 meses, onde a família, de origem judia, fixou-se em Recife (PE) e, depois, no Rio de Janeiro (1937), cidade em que Clarice foi professora particular de Português e, posteriormente, redatora da Agência Nacional, onde se aproximou de muitos jornalistas e escritores influentes da época. Com 23 anos, casou-se com Maury Gurgel Valente, que depois se tornaria diplomata – o que fez o casal viver muitos anos fora do Brasil -, com quem ficou por 15 anos e teve 2 filhos.

Durante a infância, leu contos infantis que, segundo ela, soltavam-lhe a imaginação. Um de seus livros sagrados era Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Adolescente, impressionou-se ao ler José de Alencar, Eça de Queiróz, Graciliano Ramos, Machado de Assis, Mário de Andrade, Rachel de Queiroz, Julien Green, Herman Hesse, Dostoievski e Katherine Mansfield.

Além de ser uma das maiores romancistas e cronistas da literatura brasileira, com reconhecimento internacional e muito prêmios, Clarice também foi uma ativa jornalista, tendo sido colunista, durante vários anos; trabalhou para publicações como os jornais Correio da Manhã, Diário da Noite, O Comício, Jornal do Brasil, e para as revistas Manchete e Fatos & Fotos (nesta, como entrevistadora), entre outras.
Morreu em 1977, de câncer, um dia antes de completar seu 57º aniversário.

Obras:
Romance

Perto do coração selvagem (1944)

O lustre (1946)

A cidade sitiada (1949)

A maçã no escuro (1961)

A paixão segundo G. H. (1964)

Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres (1969)

Água viva (1973)

A hora da estrela (1977).

Conto

Alguns contos (1952)

Laços de família (1960)

A legião estrangeira (1964)

Felicidade clandestina (1971)

A imitação da rosa (1973)

A via crucis do corpo (1974)

Onde estivestes de noite (1974).

Literatura infantil

O mistério do coelho pensante (1967)

A mulher que matou os peixes (1968)

A vida íntima de Laura (1974)

Quase de verdade (1978)

Crônicas e entrevistas

Visão do esplendor (1975)

De corpo inteiro (1975).

Obras póstumas

Para não esquecer — crônica (1978);

Um sopro de vida (pulsações) — romance (1978);

A bela e a fera (1979) — reunião de contos inéditos escritos em épocas diferentes;

A descoberta do mundo (1984) — seleção de crônicas publicadas em jornal entre agosto de 1967 e dezembro de 1973;

Como nasceram as estrelas (1987) — contos infantis;

Cartas perto do coração (2001) — cartas trocadas com Fernando Sabino;

Correspondências (2002);

Aprendendo a viver (2004) — seleção de crônicas publicadas em jornal entre agosto de 1967 e dezembro de 1973;

Outros escritos (2005) — reunião de textos de natureza diversa; Correio feminino (2006) — reunião de textos publicados em suplementos femininos de jornais, nas décadas de 1950 e 1960;

Entrevistas (2007) — seleção de entrevistas realizadas nas décadas de 1960 e 1970;

Minhas queridas (2007) — correspondências;

Só para mulheres (2008) — reunião de textos publicados em suplementos femininos de jornais, nas décadas de 1950 e 1960.

Fonte: http://www.klickeducacao.com.br/conteudo/pagina/0,6313,POR-3043-,00.html

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Novidades no acervo da Biblioteca Unilínguas

O acervo da Biblioteca Unilínguas, aberto a toda comunidade acadêmica, também está com novidades em suas estantes. São obras em idioma original, disponíveis a quem deseja exercitar seus conhecimentos:

Eat, Pray, Love

Elisabeth Gilbert

Fragile Things: Short Fictions and Wonders

Neil Gaiman

The Da Vinci Code

Dan Brown

The English Patient

Michael Ondaatje

Brazil

John Updike

The Black Cat

Martha Grimes

The Island of the Day Before

Umberto Eco

Dead Cert

Dick Francis

King Lear

William Shakespeare

Steve Jobs

Walter Isaacson

Hardball

Sarah Paretsky

Selected Tales

Edgar Allan Poe

Salvation in Death

J.D. Robb

Essential Grammar in Use (with CD)

English Grammar in Use (with CD)

Raymond Murphy

Advanced Grammar in Use (with CD)

Martin Hewings

Em espanhol:

El Cuaderno de Maya

Isabel Allende

La Casa de Los Espiritus

Isabel Allende

Em DVD:


Twilight (Crepúsculo, Eclipse, Lua Nova)

Comer, Rezar, Amar

Quem Quer Ser um Milionário?

A Menina no País das Maravilhas

A Rede Social

Mar Adentro

O Curioso Caso de Benjamin Button

Menina de Ouro

Billy Elliot

O Discurso do Rei

As Pontes de Madison

Alice no País das Maravilhas (de Tim Burton)

Cisne Negro

Além de retirar na Biblioteca, você tem a opção de fazer seu pedido via Book Express, a mais nova facilidade oferecida para quem dispõe de pouco tempo para se deslocar, mas, não abre mão de uma boa leitura.

Também, já chegaram as edições atualizadas das revistas Le Nouvel Observateur (francês) e Speak Up (inglês, com CD)!

Aproveite e confira!

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Novidades no acervo

Confira as novidades que chegaram ao acervo da Biblioteca nesta semana:

ISAACSON, Walter. Steve Jobs: a biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Este livro, baseado em mais de quarenta entrevistas com Steve Jobs – e entrevistas com familiares, amigos, colegas, adversários e concorrentes -, narra a vida deste empresário, cuja paixão pela perfeição e cuja energia contribuíram para seis indústrias – a computação pessoal, o cinema de animação, a música, a telefonia celular, a computação em tablet e a edição digital.

SOARES, Jô. As esganadas: romance. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Rio, 1938. Um perigoso assassino está à solta nas ruas. Seu alvo são mulheres jovens, bonitas e… gordas. Sua arma são irresistíveis doces portugueses. Com requintes de crueldade gastronômica, ele mata sem piedade suas vítimas e depois expõe seus cadáveres acintosamente, escarnecendo das autoridades.

TAJES, Claudia. Por isso eu sou vingativa. Porto Alegre: L&PM, 2011.

Sara largou o curso de arquitetura para se dedicar à lavanderia da família. Em meio a camisas, meias e todo o tipo de roupa suja, ela passa a arquitetar uma a uma suas vinganças. O difícil é saber por onde começar, se é por Fábio Loiro, o cara mais bonito do cursinho, por Rodrigues, um intelectual com uma certa fixação, ou mesmo Vitor Vaz, um homem compreensivo e atencioso – até demais. Sara finalmente tem um objetivo na vida, não importa qual seja seu nome (Otávio, Alaor, Fábio Loiro, Rodrigues, Heitor, VitorVaz e Tim, sem esquecer Enrico Eurico).

HIGHSMITH, Patricia. Os gatos. Porto Alegre: L&PM, 2011.

‘Os gatos’ reúne três contos, três poemas, um ensaio – ilustrados com desenhos da própria autora – nos quais os felinos ocupam papel central. Eles entram em cena provocando ou resolvendo os conflitos de cada história, arrastando objetos suspeitos para dentro da sala, obrigando um casal a enfrentar a dor de suas perdas, ou mesmo cometendo um crime contra um homem impertinente e fazendo do leitor seu cúmplice.

VIVIAN, Siobhan. Não sou este tipo de garota. Ribeirão Preto: Novo Conceito, 2011.

Este era seu último ano de colégio. Entrar na universidade, ser presidente do conselho estudantil e passar todos os dias com sua melhor amiga era tudo o que Natalie havia planejado. Ela sempre foi estudiosa, a melhor da classe. Não era o tipo de garota comum na Academia Ross, pois se preocupava muito com sua reputação, talvez até demais. Então, para sua surpresa, no início das aulas uma caloura a reconhece por tê-la tido como babá anos atrás. Desse reencontro surgirão muitos acontecimentos em que Natalie será obrigada a fazer difíceis escolhas para os dilemas de sua vida no ensino médio, assim como qualquer adolescente.

COLLINS, Sophie. Cachorros falam: entenda a linguagem corporal dos cães. Rio de Janeiro: Ediouro, 2009.

Olhos, orelhas, cabeça, boca, dentes, pernas e cauda dos cães funcionam como um ‘alfabeto’ na comunicação com o ser humano. Mas por que, às vezes, é tão difícil entender o que eles ‘dizem’? Este guia recorre a imagens e exemplos com o objetivo de ‘traduzir’ essa interação e propiciar uma compreensão do comportamento dos cachorros.

ANDERSON, Chris. Free: grátis: o futuro dos preços. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

Neste livro, o leitor encontrará a tendência de zerar custos trazida pela era digital. Anderson afirma que estamos entrando numa era em que a economia pode ser construída em torno do conceito de ‘gratuito’ e como isso afetará a vida das pessoas. O autor acabou percebendo que nunca havia acontecido de toda uma economia ser construída em torno do gratuito e resolveu, então, mostrar como as pessoas fazem dinheiro e quais são as implicações disso.

VAUGHAN, Hal. Dormindo com o inimigo: a guerra secreta de Coco Chanel. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

O envolvimento da estilista Coco Chanel com a alta inteligência nazista durante a ocupação alemã em Paris, entre 1941 e 1944, é o tema central desta biografia. Seguindo a pista do caso público de Chanel com Hans Günther von Dincklage, um agente da Gestapo, o jornalista Hal Vaughan pretende revelar as motivações que fizeram da estilista francesa uma colaboradora oficial da Alemanha hitlerista. Vaughan trata da infância de Coco em um abrigo para crianças pobres nos últimos anos do século XIX, do crescimento da maison nos anos 1920 e, finalmente, do período em que Coco se afastou da vida pública e viveu em uma suíte do Hotel Ritz com Dincklage.

MOTTA, Nelson. A primavera do dragão: a juventude de Glauber Rocha. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.

A obra procura recuperar a trajetória dos anos de ouro do cineasta Glauber Rocha, tentando reconstituir sua juventude e trançando paralelos entre retrato de um cineasta considerado precoce para a sua geração, na aventura contra a monotonia cultural.

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Novembro é de Eça

O realista José Maria Eça de Queiróz


Filho natural do magistrado José Maria de Almeida Teixeira de Queiróz e de Carolina Augusta Pereira de Eça, nasceu em 25 de novembro de 1845, em Povoa de Varzim, Portugal, registrado como filho de mãe desconhecida. Viveu, até os dez anos, na casa dos avós paternos, apesar de os pais terem se casado após seu nascimento.

Estudou no Colégio da Lapa, na cidade do Porto, até o seu ingresso na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1861. Era um momento em que a Universidade fervilhava e vários de seus colegas de curso também alcançaram destaque na inteligência portuguesa da época, como Teófilo Braga e Antero de Quental. Nessa época, publicaria seus primeiros textos, num total de dez artigos, reunidos em “Prosas Bárbaras”.

Iniciou a carreira de advogado em Évora, em 1867, mas, logo seguiu para Lisboa, onde colaborou na redação de “A Gazeta de Portugal” e integrou os debates literários que se intitularam “Cenáculo”. Em 1871, participou das Conferências Democráticas do Cassino Lisbonense, com uma palestra intitulada “A Nova Literatura ou o Realismo como expressão de Arte”.

Ingressando na carreira diplomática em 1870, serviu em Havana, Bristol (Inglaterra) e, finalmente, em Paris, onde se casou e pôde se dedicar com maior empenho à literatura. Datam da década de 1870 as obras que iriam consagrá-lo, como “O Crime do Padre Amaro” (1875) e “O Primo Basílio” (1878), mas, grandes obras foram escritas, também, nas décadas seguintes, como “A Relíquia” (1887), “Os Maias” (1888) e “A Ilustre Casa de Ramires”; 1900.

Além disso, postumamente, vieram a público outras obras, dentre as quais “A Cidade e as Serras” (1901), “Alves & Cia. (1925) e “A Tragédia da Rua das Flores” que, a pedido do autor, só foi publicado 80 anos após a sua morte.

Foi discípulo do escritor francês Gustave Flaubert, de quem recebeu grande influência literária. Eça de Queiróz foi um dos pioneiros da literatura realista em Portugal.

Abordou, em suas obras, diversos temas. Porém, observam-se algumas características comuns em seus romances, como aabordagem de temas cotidianos, a descrição de locais e do comportamento de pessoas, o pessimismo, a ironia e o humor.

Morreu na cidade de Paris, em 1900. Suas obras foram traduzidas em várias línguas. É considerado, até os dias de hoje, como um dos principais representantes do realismo português.

Principais obras de Eça de Queiróz

· A Cidade e as Serras
· A Ilustre Casa de Ramires
· A Relíquia
· A Tragédia da Rua das Flores
· As Farpas
· Contos e Prosas Bárbaras
· O Crime do Padre Amaro
· O Mandarim
· O Mistério da Estrada de Sintra
· O Primo Basílio
· Os Maias
· Uma Campanha Alegre

O acervo 5A, como já é tradição, preparou uma exposição das obras do realista português que aniversaria neste mês e deixa à disposição dos leitores, como sugestão de leitura… aproveite!

Fontes:

http://educacao.uol.com.br/biografias/jose-maria-eca-de-queiros.jhtm

http://www.suapesquisa.com/biografias/eca_de_queiroz.htm


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31 de outubro é o dia D

Ponho-me a escrever teu nome
com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria, cheia de escamas
e debruçados na mesa todos contemplam
esse romântico trabalho.

Desgraçadamente falta uma letra,
uma letra somente
para acabar teu nome!

- Estás sonhando? Olhe que a sopa esfria!
Eu estava sonhando…
E há em todas as consciências, um cartaz amarelo:
Nesse país é proibido sonhar.

Sentimental

Nesta segunda-feira, 31 de outubro, data em que Carlos Drummond de Andrade completaria 109 anos, o Instituto Moreira Salles propõe a criação do “Dia D”, dedicado ao poeta. Assim como o Bloomsday, que comemora em 16 de junho a vida e a obra de James Joyce, na Irlanda, o dia passa a ser dedicado a Drummond.

Para celebrar, vários artistas declamam e comentam poesias de Carlos Drummond de Andrade, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Fernanda Torres, Marília Pêra, Laerte, Drica Moraes, Cacá Diegues e Adriana Calcanhotto.

Fãs do poeta também poderão enviar vídeos com a sua leitura dos poemas, que serão usados para a realização de um novo filme. O IMS também produziu “No Meio do Caminho”, vídeo com 11 versões em diferentes línguas do poema mais famoso de Drummond declamado por personalidades como David Arrigucci Jr., Matthew Shirts, Jean-Claude Bernardet e Heloisa Jahn.

“Consideração do Poema” e “No Meio do Caminho” podem ser assistidos no site do Instituto Moreira Salles e, também, serão exibidos no centro cultural do IMS do Rio de Janeiro e em instituições parceiras.

O mês de outubro foi dedicado para promover uma programação especial, voltada ao poeta aniversariante, em várias cidades brasileiras. Nesta segunda (31), a homenagem ao escritor inclui leituras de poemas, exibição de filmes, saraus e discussões sobre a obra de Drummond em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Paraty, Lisboa e em Itabira, interior de Minas Gerais, terra natal do poeta.

Para conferir as homenagens, acesse: http://diadrummond.ims.uol.com.br/

O acervo 5A preparou uma pequena mostra da obra do autor, que se encontra disponível ao leitor interessado em melhor conhecê-la…

Fonte:http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/2011/10/31/no-aniversario-do-escritor-campanha-tenta-instituir-o-dia-d-drummond.jhtm (2011)

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Mais sessão pipoca

A Videoteca está cheia de novidades… dê uma passadinha lá e escolha seu filme preferido!

A missão

O aviador

Melhor é impossível

Carros

A era do gelo

Clube da luta

A janela secreta

A vila

Quando Nietzsche chorou

O senhor das moscas

2001: uma odisseia no espaço

O amor é contagioso

Kung fu panda

Os sem floresta

O rei leão

Uma mente brilhante

P.S., eu te amo

Diário de um adolescente

Cidade de deus

Tropa de elite

Última parada: 174

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Por que ler Calvino?

O conceito de literatura e seus limites sempre foi questão de interesse e reflexão para o escritor Italo Calvino, no sentido do estabelecimento do espaço literário em relação ao que estava além do mesmo – ou, para utilizar expressões do próprio autor, o mundo escrito sempre se colocando na relação com e nas fronteiras do mundo não-escrito.  Essa concepção de literatura trabalhada a partir da fronteira e da margem confere à narrativa de Calvino uma marcante abertura ao que é diverso, ao que se encontra “do outro lado”.  É no lugar de dispersão, de fluxo e trocas constantes, no “entre” saberes – que é sempre um espaço deslizante, dinâmico, mutável e poroso – que se situa o literário em Calvino, de forma que mesmo a discussão do que é específico para a literatura em sua obra está sempre invadindo as fronteiras de outros campos de saber.

Sem demonstrar interesse pelas dimensões “psicológicas” ou “sociológicas” dos personagens e construindo suas narrativas a partir de certa estilização dos mesmos e das tramas que os envolviam, copiar o mundo não-escrito no traço da escrita não foi característica nem intenção da literatura produzida por Italo Calvino.

Fonte: http://www.revistazunai.com/ensaios/maria_elisa_moreira_italo_calvino.htm

Para melhor conhecer a obra desse grande autor, veja o que a Biblioteca UNISINOS oferece, em exposição no acervo 5A:

Por que ler os clássicos

82.09 C168p

Se um viajante numa noite de inverno

850-31 C168s

Seis propostas para o próximo milênio

82.09 C168l

A trilha dos ninhos de aranha

850-31 C168s-03

As cosmicômicas

820-31 C168c-01

Fábulas italianas

398.2(450) C168f

Marcovaldo: ou as estações da cidade

850-34 C168m

Palomar

850-31 C168p

O caminho de San Giovanni

850-34 C168s

O cavaleiro inexistente

850-31 C168c-02

As cidades invisíveis

850-3 C168c

Os amores difíceis

850-34 C168a

Assunto encerrado: discursos sobre literatura e sociedade

82.09 C168p-01

O barão nas árvores

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O visconde partido ao meio

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Italo Calvino: descobridor do fantástico no real

Saiba mais sobre a instigante obra do autor homengeado de outubro, no texto de Pedro Maciel…

“Não é verdade que já não me lembro de nada, as lembranças ainda estão lá, escondidas no novelo cinzento do cérebro, no úmido leito de areia que se deposita no fundo da torrente dos pensamentos…” Os pensamentos de Italo Calvino, mergulhados na vivência e saber, nos assombram e demarcam caminhos que iluminam a sabedoria. Calvino traçou muitos caminhos pela vida afora. Um deles é “O Caminho de San Giovanni” – composto por narrativas escritas entre 1962 e 1977, ou seja, fragmentos, lampejos que transitam entre a memória e a reflexão.

“O Caminho de San Giovanni”, que abre o livro, evoca a adolescência passada em San Remo, as divergências entre pai e filho, a natureza bucólica e a paixão pela cidade. “Autobiografia de um espectador” é o escritor descobrindo o cinema, sua adoração pelo imaginário de Hollywood. Calvino ainda revela a confluência do seu mundo com o mundo do circo de Fellini, mundo desenhado a partir do humor poético, crepuscular e angélico.

“Lembranças de uma batalha” narra os tempos de guerrilheiro antifascista na Ligúria. Calvino volta-se no tempo, “perscrutando o fundo do vale da memória”, para recuperar os sons, imagens e palavras que o infernizaram na época da Segunda Guerra. Em “La poubelle agrée” descobrimos o humor de Calvino a partir dos gestos banais, como pôr o lixo fora de casa. Para encerrar, “Do opaco”, um texto poético que tenta desvendar “o lugar geométrico do eu” no mundo, “o eu que só serve para que o mundo receba continuamente notícias da existência do mundo, um engenho de que o mundo dispõe para saber se existe”.

Os exercícios de memória de Calvino não apresentam a verve do ficcionista, do fabulista que se encontra em “Palomar” ou nas “Cidades Invisíveis”, quando o autor dedica-se a renovar a arte literária. Em “O castelo dos destinos cruzados” ou em “Se um viajante numa noite de inverno”, o ficcionista reflete sobre o ato de escrever num mundo já conquistado, “colonizado por palavras”.

Italo Calvino é discípulo espiritual de Jorge Luis Borges. Calvino, ao decifrar Borges, decifra-se como uma esfinge: “Em cada texto, por todos os meios, Borges fala do infinito, do inumerável, do tempo, da eternidade ou da presença simultânea ou da dimensão cíclica dos tempos”. Calvino também reflete sobre as coisas que acontecem no tempo múltiplo, templo plural, tempo de uma ação que acontece no presente, mas que se bifurca entre o passado e o futuro.

As narrativas do autor de “Os amores difíceis” são reinvenções de um aventureiro da literatura. Calvino é autor de idéias, cerebral e livresco. Reinventor de lendas medievais. Toda sua literatura é uma reescritura (paródia). Adepto da ficção absurdamente elaborada. De estilo imprevisível, alterna humor, erudição, deslumbramento e ironia. É um descobridor do fantástico no real. A ficção mapeia a história de humor e amor. Nada que não esteja fora dos interstícios da realidade. Apesar de que toda literatura aspira ao fictício.

Poderíamos dizer, mesmo pensando em Borges, que Calvino é o inventor das narrativas cíclicas, das histórias do espírito. A literatura se resume a algumas histórias recontadas por um mesmo espírito e essas histórias, ao serem relidas, desvendam-se em outras leituras ou em novas histórias.

http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=68&titulo=Italo_Calvino:_descobridor_do_fantastico_no_real

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