E um ano de muitas leituras a todos!
E para as férias que estão por vir, aí vão algumas sugestões, dentre as novidades já disponíveis na Biblioteca…
BRUBAKER, Ed; PERKINS, Mike; EPTING, Steve. Capitão América: a ameaça vermelha. Barueri, SP: Panini Books, 2011.
Na trilha de seu recém-reencontrado parceiro Bucky, o Capitão América vai à Inglaterra e luta ao lado de dois ex-colegas Invasores – Spitfire e Union Jack – para impedir que o Caveira Vermelha arrase Londres com um pesadelo dos tempos da 2ª Guerra Mundial. Para isso, porém, ele terá de enfrentar inúmeras ameaças, como o novo Grande Mestre, Ossos Cruzados e Pecado, a insana filha do Caveira Vermelha.
CASTRO, Ruy; SEIXAS, Heloisa. Terramarear: peripécias de dois turistas culturais. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Quando viajam pelo Brasil ou ao exterior, a passeio ou a trabalho, juntos ou separados, Ruy Castro e Heloisa Seixas procuram o espírito dos lugares. Para isso, antes de partir, leem livros, ouvem músicas e assistem a filmes sobre a região que vão visitar. Chegando lá, traçam roteiros, que compartilham com os leitores em ‘Terramarear’. Em vez de lojas de grife ou de cartões-postais, eles vão atrás de história, arquitetura, música, cinema, gastronomia ou da cultura das ruas. O material deste livro cobre um período de mais de três décadas, como a série sobre a Revolução Francesa, enviada de Paris por Ruy em 1989 para um jornal brasileiro, até textos escritos para o livro, como o relato de Heloisa sobre suas aventuras em Moscou.
DAMÁSIO, Antonio R. E o cérebro criou o homem. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Neste livro, o autor procura noticiar as descobertas contemporâneas referentes ao tema, abordando questões como – O que é a consciência? Onde ela fica? Como se desenvolveu ao longo do processo evolutivo e que vantagens traz à sobrevivência? Em vários aspectos, o autor diverge do pensamento considerado mais disseminado e chega a novas conclusões, buscando gerar debates e dar origem a novos estudos.
ECO, Umberto. O cemitério de Praga. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2011.
Personagens históricos em uma trama na qual se desenrola a história de complôs, enganos, falsificações e assassinatos, em que encontramos o jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião. A única figura inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora o autor defenda que basta falar de algo para esse algo passar a existir.
HOBSBAWM, E. J. Como mudar o mundo: Marx e o marxismo, 1840-2011. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Nesta coletânea de textos e ensaios sobre Marx e o marxismo, Eric Hobsbawm procura oferecer uma visão panorâmica do legado intelectual e político do filósofo alemão e seu impacto na história dos séculos XIX e XX. A primeira parte de ‘Como mudar o mundo’ é dedicada ao estudo das condições de produção e recepção dos textos fundadores do marxismo, como ‘O Manifesto do partido comunista’, os ‘Grundrisse’ e ‘A situação da classe trabalhadora na Inglaterra’. Na segunda parte, o autor procura analisar a história do marxismo a partir da década de 1890 (depois da morte de Engels), destacando sua trajetória inicial entre os sindicatos operários, o crescimento dos partidos social-democratas europeus, a luta antifascista entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, e a influência do marxismo na obra de intelectuais do pós-guerra e nos regimes comunistas da Europa e da Ásia. O pensador italiano Antonio Gramsci e sua intervenção no debate marxista são objeto de dois capítulos.
KEPLER, Lars. O hipnotista. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011.
Um massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca. Os homicídios chamam a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha – o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto – ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna só vê uma saída – a hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados – a hipnotizar o garoto, na esperança de descobrir o assassino através das memórias da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer – eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início.
REYNOLDS, Simon. Beijar o céu. São Paulo: Conrad, 2006.
O inglês Simon Reynolds, aos 19 anos, editava um fanzine e estudava história na Universidade de Oxford. Dois anos depois, já escrevia para o semanário musical Melody Maker. Aliando a prosa verborrágica de Lester Bangs à teoria crítica de filósofos como Gilles Deleuze e Félix Guattari, Reynolds é um dos escritores mais prolíficos de sua geração, ajudando a descobrir tendências e a articular gêneros musicais até então carentes de expressão literária, como a música eletrônica e a música pop negra. Principal jornalista da última geração de ouro da imprensa musical inglesa, escrevendo para veículos como NY Times, Spin, The Guardian, Uncut, New Musical Express, The Wire, Reynolds também é autor de livros como The Sex Revolts – Gender, Rebellion and Rock’N'Roll e Rip It Up And Start Again, ambos com capítulos reproduzidos neste livro. ‘Beijar o Céu’ traz alguns dos principais momentos de sua carreira – a antológica entrevista com Morrissey, o ensaio definitivo sobre Joy Division e a cena de Manchester, a descoberta de Dizzee Rascal e da cena grime. E mais; o flerte entre Radiohead e o pós-rock, a rivalidade histórica entre Nirvana e Pearl Jam, a ligação entre o Pink Floyd e as raves contemporâneas, a explosão hip hop, de Public Enemy a Timbaland, Missy Elliott e Puff Daddy. Debaixo de um espectro tão amplo de estilos, Reynolds nos ajuda a compreender esse fragmentado mundo pop, produzindo uma das obras mais relevantes da crítica musical contemporânea.
ROTH, Philip. Nêmesis. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Aos 23 anos, Eugene ‘Bucky’ Cantor, professor de educação física e inspetor de pátio de uma escola judaica de Newark, vive uma vida pacata, porém é atormentado pelo fato de não poder lutar na guerra ao lado de seus contemporâneos, em razão de sua miopia fortíssima. Tudo muda num dia de verão de 1944, quando um grupo de adolescentes encrenqueiros de ascendência italiana aparece no colégio e cospe no chão, ameaçando a todos com uma doença terrível. Logo depois do incidente, vários alunos contraem poliomielite, para desespero do professor. Conforme a enfermidade se espalha, Bucky Cantor começa a temer que tenha alguma culpa no contágio das crianças. Sofre ainda com o pavor de que ele próprio possa contrair a doença. E, em especial, dedica horas e horas questionando-se por que Deus permitiu que a poliomielite existisse, sem nunca conseguir se conformar com as respostas. Tomado pelo sentimento de culpa, Cantor deixa Newark e vai atrás da namorada em uma colônia de férias nas montanhas Pocono, tentando escapar da pólio. ‘Nêmesis’ integra uma tetralogia de novelas formada também por ‘Homem comum’, ‘Indignação’ e ‘A humilhação’.
SACCO, Joe. Notas sobre Gaza. São Paulo: Quadrinhos na Cia., 2010.
Em novembro de 1956, nas cidades de Khan Younis e Rafah, centenas de civis foram mortos pelo exército israelense em uma incursão militar que tinha tudo para ser uma operação rotineira de captura de guerrilheiros palestinos. Segundo um dos poucos relatórios da ONU disponíveis, os soldados teriam simplesmente entrado em pânico ao deparar com uma multidão em fuga. Já de acordo com o primeiro ministro israelense, as tropas teriam entrado em confronto com rebeldes armados, muito embora não tenha ocorrido uma única baixa entre suas fileiras. Em ‘Notas sobre Gaza’, Joe Sacco mergulha nos escombros de um conflito para reconstituir alguns dos eventos da escalada de violência em que se transformou a relação entre israelenses e palestinos.
SARAMAGO, José. Claraboia: romance. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Primavera de 1952. Um prédio de seis apartamentos numa rua modesta de Lisboa é o cenário principal das histórias simultâneas que compõem este romance. Dramas cotidianos de moradores como Lídia, uma bela mulher sustentada pelo amante misterioso, e Abel, um jovem outsider à procura de um sentido para a vida, se contrapõem ao árduo cotidiano dos outros moradores. As narrativas paralelas do livro são organizadas segundo as divisões internas do prédio, do térreo ao segundo andar.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.
Neste livro, o leitor pode se deparar com situações inusitadas e questionamentos atemporais que permeiam a experiência humana. Nas 41 crônicas selecionadas – entre 350 – para ‘Em algum lugar do paraíso’, Luís Fernando Veríssimo fala sobre a vida, a morte, o tempo, o amor, sempre com um ar nostálgico e repleto de reflexões acerca das escolhas feitas ao longo da existência.
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