BIBLIOTECA UNISINOS OFERECE ACERVO EM BRAILE

Hoje, ir à biblioteca e encontrar um acervo específico ao leitor deficiente visual é uma realidade na UNISINOS. No setor de Referência, no terceiro pavimento do prédio da Biblioteca, encontram-se obras em Braile e, também, os chamados CDs falados, em que títulos consagrados da literatura mundial são reproduzidos por ledores.

 

Acesse o catálogo on line ou faça uma visita à Biblioteca e confira que esse universo também já faz parte do nosso dia-a-dia.

 

Dentre as 31 ocorrências relacionadas a esse tipo de leitura, podem ser encontradas em Braile: Harry Potter e a Ordem da Fênix; Gabriela, Cravo e Canela;

 Ensaio sobre a Cegueira; O Tempo e o vento, Vidas Secas, além de diversas obras infantis.

                                                 

Em CD, a Biblioteca disponibiliza ao usuário, títulos como: As Crônicas de Nárnia, O Código da Vinci, Fortaleza Digital, O Novo Testamento, O Monge e o Executivo, Memória de Minhas Putas Tristes, entre outros…

 

CURIOSIDADE:

 

Louis Braille nasceu na França, em 4 de janeiro de 1809 – data em que, hoje, comemora-se o Dia Mundial do Braile. Aos três anos, feriu-se com um instrumento da oficina de seu pai, que era seleiro, e ficou completamente cego. Louis criou seu sistema inspirado nos relevos que enfeitavam as selas e eram feitos exatamente com o mesmo instrumento que o cegou: a ponta de uma sovela. Em 1829, Braille publicou a primeira edição do seu trabalho, intitulado “Processo para escrever as palavras, a música e o canto-chão, por meio de pontos, para uso dos cegos e dispostos para eles”.
O sistema braile é um conjunto de pequenos pontos em alto-relevo, por meio dos quais o deficiente passa os dedos e consegue identificar a letra correspondente. São seis pontos básicos, que permitem 63 combinações diferentes. É um modelo de lógica e de simplicidade, que se adapta a todas as necessidades dos utilizadores, em todas as línguas, grafias e ciências: na música, na matemática,na física…
Em braile, as letras não possuem tamanhos variados, cores, diferenças de traçados ou tipos. Para se escrever uma letra maiúscula em braile, por exemplo, usa-se o “sinal de maiúscula” antes da palavra. O mesmo vale para grifar os vocábulos.
No Brasil, a técnica começou a ser adotada em 1856. A fim de uniformizar a escrita braile em todo o mundo, a UNESCO criou, em 1951, seu código internacional oficial da escrita braile e fundou o Conselho Mundial Braile.

 

FONTE: Portal da Câmara dos Deputados (2004).

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